O PRÍNCIPE: Análise da obra, premissa, breve biografia de Maquiavel, introdução e notas

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Editora Pillares, 14 de nov. de 2017 - 280 páginas
Tivemos, nas mãos, algumas traduções da obra de Maquiavel O Príncipe e até extratos dela interpretados e adaptados para fins não políticos, mas usando as ideias e os conselhos que Maquiavel dava aos príncipes, para alcançar seus objetivos, decidimos aproveitá-los para fins comerciais.
Antes de enfrentar a tradução, é oportuno informar, ao leitor,algumas características desta obra que se tornou famosa e cujo interesse venceu os séculos.
A prosa de O Príncipe é de 1500, portanto a língua é cheia de latinismos e de expressões italianas antigas sem que Maquiavel tivesse alguma intenção de escrever uma obra literária. Aliás, a verdadeira grandeza de Maquiavel, do ponto de vista da pura arte, está sempre nos seus escritos não literários que unem, em harmonia, a lógica e o sentimento, como no Príncipe.
A essência de estilo de Maquiavel foi indicada pelo próprio escritor na dedicatória ao Magnífico: Maquiavel não a tem ornada nem enchida de cláusulas amplas ou de palavras empoladas e magníficas ou de qualquer outra forma de lisonja, ou ornamentos extrínsecos . Mas justamente, quando não quis ser letrado, Maquiavel se mostrou grande e quando quis ser letrado, foi medíocre.
Verdade é que numa tradução, por mais hábil que possa ser o tradutor, é difícil dar, à tradução, a força expressiva do original, pois o escritor escreveu com o calor da sua alma (e o amor à sua pátria); o tradutor traduz com o entusiasmo do estudioso e o amor à cultura.
Conhecedor do momento histórico e cultural em que a obra foi escrita, procuramos analisá-la à luz das circunstâncias em que ela foi escrita: o período do exílio, quando Maquiavel lamentava a injustiça de seu aprisionamento e fazia um desabafo de cidadão sincero e homem sábio, ante o domínio da Itália pelos estrangeiros e a corrupção da corte romana.
No século XVI, no epitáfio do monumento à Maquiavel, foi registrado: a tanto nome, não havia um elogio adequado embora a frase tivesse sabor retórico, foi dito também, evidenciando Maquiavel na sua função de secretário, que havia no mundo, muitos secretários, e muitos príncipes, mas um só Maquiavel , e foi este elevado amor patriótico e profundo sentimento cívico que permeiam sua obra e que fez, de O Príncipe , a sua obra prima, política e literária.
Amilcare Carletti
tradutor
 

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