O mito dos Jesuítas em Portugal, no Brasil e no Oriente: Das origens ao Marquês de Pombal

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Gradiva, 2006 - 627 páginas
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Códigos secretos de conspiração, influência junto do poder político, práticas comerciais ousadas, direcção dos tribunais da Inquisição, assassínios de reis e príncipes, artes de vencer e dominar, cultura superior, manipulação das consciências, em especial as femininas, são alguns dos temas fortes da propaganda antijesuítica que fizeram da Companhia de Jesus uma das ordens mais fascinantes, mais misteriosas e mais temidas de sempre. O mito negro dos Jesuítas e do seu fabuloso projecto de dominação universal, a partir das Reduções do Paraguai e da educação dos espíritos, constituem uma das produções mais modeladoras da nossa História e da nossa cultura, que deixou marcas indeléveis em termos de mentalidade e da nossa forma de olhar o passado. Há muito tempo que as culturas portuguesa e europeia esperavam uma obra que propusesse uma investigação e oferecesse uma proposta de compreensão global das graves controvérsias que fizeram dos Jesuítas a ordem da conspiração por excelência, muito à semelhança do que se propagandeou em relação aos Judeus e do que hoje se divulga sobre o Opus Dei. Os Jesuítas foram responsabilizados, particularmente desde o Marquês de Pombal e até à I República, pelo que de pior aconteceu em Portugal, imputando-se-lhes a responsabilidade pela decadência da ciência e da cultura, pelo atraso português em relação à Europa, pelos fracassos do império ultramarino e pelo obscurantismo e ignorância geral que impediam o país de progredir. Será tudo isto verdade? Esta obra de José Eduardo Franco traça o percurso dessas longas controvérsias protagonizadas pelos mais relevantes políticos e intelectuais da História dos últimos cinco séculos e propõe uma explicação global para o fenómeno do antijesuítismo que ainda continua a conquistar adeptos nos nossos dias.

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