Compendio de historia da literatura brasileira

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F. Alves, 1909 - 550 páginas
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Passagens conhecidas

Página 65 - Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia e cinge Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.
Página 65 - Parte de antigo bosque, escuro e negro, Onde ao pé de uma lapa cavernosa Cobre uma rouca fonte, que murmura, Curva latada de jasmins e rosas.
Página 66 - E por todas as partes repetido O suspirado nome de Cacambo. Inda conserva o pálido semblante Um não sei que de magoado e triste, Que os corações mais duros enternece. Tanto era bela no seu rosto a morte!
Página 70 - E indo a dizer o mais, cai num desmaio. Perde o lume dos olhos, pasma e treme, Pálida a cor, o aspecto moribundo; Com mão já sem vigor, soltando o leme, Entre as salsas escumas desce ao fundo. Mas na onda do mar, que, irado, freme, Tornando a aparecer desde o profundo, — Ah! Diogo cruel!
Página 65 - E nem se atrevem a chamá-la, e temem Que desperte assustada e irrite o monstro, E fuja, e apresse no fugir a morte.. Porém o destro...
Página 218 - Disse-me, quando a minh'alma Em saudades lhe deixei : E agora esta saudade Tão triste e pálida. . . assim Como a saudade que geme Por ela dentro de mim ! . . . A namorar-me os sentidos ! A fascinar-me a 'razão!. . Julgo que sinto a voz dela Falar-me no coração ! Exulta, minh'alma, exulta ! . . . Aos meus lábios, flor louçã ! No meu peito.
Página 65 - Se enrosca no cypreste, e verte envolto Em negro sangue o livido veneno. Leva nos braços a infeliz Lindoya ../:O desgraçado irmão, que ao despertal-a Conhece, (com que dor !) no frio rosto . Os signaes do veneno, e vê ferido Pelo dente subtil o brando peito.
Página 70 - Bárbaro, se esta fé teu peito irrita, (Disse, vendo-o fugir) ah ! não te escondas ; Dispara sobre mim teu cruel raio . . . E indo a dizer o mais, cai n'um desmaio.
Página 90 - Eu sei, cruel, que tu gostas, Sim gostas de me matar; Morro, e por dar-te mais gosto, Vou morrendo de vagar: Eu gosto de morrer por ti...
Página 361 - Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de "menino diabo"; e verdadeiramente não era outra cousa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce "por pirraça"; e eu tinha apenas...

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