Parnaso Lusitano: ou, Poesias selectas dos auctores portuguezes antigos e modernos, illustradas com notas. Precedido de uma historia abreviada da lingua e poesia portugueza, Volume 1

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J. P. Aillaud, 1826 - 1830 páginas
 

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Passagens conhecidas

Página 16 - Do teu príncipe ali te respondiam As lembranças que na alma lhe moravam, Que sempre ante seus olhos te traziam, Quando dos teus formosos se apartavam; De noite, em doces sonhos que mentiam, De dia, em pensamentos que voavam. E quanto, enfim, cuidava e quanto via Eram tudo memórias de alegria.
Página 202 - Pelo dente sutil o brando peito. Os olhos, em que Amor reinava, um dia, Cheios de morte; e muda aquela língua, Que ao surdo vento, e aos ecos tantas vezes Contou a larga história de seus males.
Página 42 - LXIV Dos cavallos o estrepito parece, Que faz que o chão debaixo todo treme: O coração no peito, que estremece De quem os olha, se alvoroça e teme: Qual do cavallo voa, que não dece; Qual co'o cavallo em terra dando, geme; Qual vermelhas as armas faz de brancas; Qual co'os pennachos do elmo açouta as ancas.
Página 18 - Põe-me, onde se use toda a feridade, Entre leões e tigres ; e verei, Se nelles achar posso a piedade, Que entre peitos humanos não achei : Alli co'o amor intrínseco, e vontade Naquelle, por quem mouro, criarei Estas reliquias suas, que aqui viste ; Que refrigerio sejam da mãi triste.
Página 26 - Deixas criar ás portas o inimigo, Por ires buscar outro de tão longe, Por quem se despovoe o reino antigo, Se enfraqueça, e se vá deitando a longe...
Página 18 - Ó tu, que tens de humano o gesto eo peito (Se de humano é matar uma donzela, Fraca e sem força, só por ter sujeito O coração a quem soube vencê-la), A estas criancinhas tem respeito, Pois o não tens à morte escura dela; Mova-te a piedade sua e minha, Pois te não move a culpa que não tinha.
Página 189 - Com fazer-te a meus rogos sempre humano. Fugiste-me, traidor, e desta sorte Paga meu fino amor tão crua morte?
Página 29 - Tão grande era de membros que bem posso Certificar-te que este era o segundo De...
Página 197 - Crueis ministros ! encobri ao menos A funesta noticia. Ai ! que já sabe A assustada, amantissima Lindoya O successo infeliz ! Quem a soccorre? !... Que, aborrecida de viver, procura Todos os meios de encontrar a morte. Nem quer que o esposo longamente a espere No reino escuro, aonde se não ama.
Página 202 - Melancólica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia, e cinge Pescoço, e braços, e lhe lambe o seio. Fogem de a ver assim...

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