Obras de Luis de Camões ..., Volume 2

Capa
Na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira., 1783
1 Crítica
As críticas não são validadas, mas a Google verifica a existência de conteúdo falso e remove-o quando é identificado
 

Opinião das pessoas - Escrever uma crítica

Não foram encontradas quaisquer críticas nos locais habituais.

Páginas seleccionadas

Outras edições - Ver tudo

Passagens conhecidas

Página 200 - Inutil e despido, calvo e informe, Da natureza em tudo aborrecido; Onde nem ave voa, ou fera dorme, Nem corre claro rio, ou ferve fonte, Nem verde ramo faz doce ruido; Cujo nome, do vulgo introduzido, He Feliz, por antiphrasi infelice; O qual a natureza Situou junto á parte, Aonde hum braço d...
Página 34 - Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa, sem remédio, de perder-te, Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te Quão cedo de meus olhos te levou.
Página 53 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; Muda-se o ser, muda-se a confiança Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança. E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto. Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia. Outra mudança faz de mor espanto. Que não se muda já como soía.
Página 43 - Quem he, que tão gentil louvor derrama? Quem derramar seu sangue não duvida, Por seguir a bandeira esclarecida De hum capitão de Christo que mais ama. Ditoso fim, ditoso sacrificio, Que a Deos se fez e ao mundo juntamente! Pregoando direi tão alta sorte.
Página 346 - Ainda que lhe vira aberto o peito, Se a má Fortuna, ao bem somente avara, O reprime e lhe nega seu direito, Que lhe não fique o peito congelado, Por mais e mais que seja exp'rimentado ? Demócrito dos deuses proferia Que eram sós dous: a Pena e Benefício.
Página 352 - Ó inimigo irmão com cor de amigo, para que me tiraste, suspirava, da mais quieta vida e livre em tudo que nunca...
Página 281 - Mil maguas no sentido, porque a vida De imaginações tristes se contenta. Que pois de todo vive consumida, Porque o mal que possue se resuma, Imagina na gloria possuída.
Página 210 - E faltava-me, enfim, o tempo eo mundo. Que segredo tão árduo e tão profundo: Nascer para viver, e para a vida Faltar-me quanto o mundo tem para ela!
Página 201 - A vida, o sol ardente e águas frias, Os ares grossos, férvidos e feios, Mas os meus pensamentos, que são meios Para enganar a própria natureza. Também vi contra mi, Trazendo-me...
Página 89 - Que inda a longa memoria, que me alcança, Me não deixa de vós fazer mudança, Mas quanto mais me alongo, mais me achego Bem poderá a Fortuna este instrumento Da alma levar por terra nova e estranha, Offerecido ao mar remoto, ao vento. Mas a alma, que de cá vos acompanha, Nas azas do ligeiro pensamento Para vós, águas, voa, e em vós se banha.

Informação bibliográfica