Poemas Lusitanos, Volume 2

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Passagens conhecidas

Página 13 - Andrade, da carreira que errada levas (com tua paz o digo): alcançarás tua glória verdadeira. Té quando contra nós, contra ti imigo te mostrarás? Obrigue-te a razão, que eu, como posso, a tua sombra sigo. As mesmas Musas mal te julgarão, serás em ódio a nós, teus naturais, pois, cruel, nos roubas o que em ti nos dão. Sejam...
Página 59 - Pião he nome de Rey titulo novo : Com elle começou o Mundo, e dura; Por fabulas antigas não me movo.
Página 144 - Que choraes de me ver estar-vos chorando; Meus filhos tam pequenos ! ay meus filhos , Quem em vida vos ama , e teme tanto , Na morte que fará ? mas vivireis...
Página 166 - Não lhe valeo o amor com que te amava. Não teus filhos, com quem se defendia. Não aquella innocencia, e piedade, Com que pedio perdão aos pés lançada D'elRey teu pay, que teve tanta força Que lho deu já chorando. Mas aquelles Crueis ministros seus, e conselheiros Contr'aquelle perdão tam merecido Arrancando as espadas se vão a ella Traspassando-lh'os peitos cruelmente; Abraçada cos filhos a matáram, Que inda ficáram tintos do seu sangue. , IFFANTE. Que direy ? que farey ? que clamarey...
Página 154 - Em tuas mãos se mete tam segura? Que fúria, que ira esta é, com que me buscas? Mais contra imigos vens, que cruelmente T'andassem tuas terras destruindo A ferro, e fogo. Eu tremo, Senhor, tremo De me ver ante ti, como me vejo. Mulher, moça, inocente, serva tua.
Página 168 - Já não te hei-de ver ? Já te não posso achar em toda a terra? Chorem meu mal comigo quantos m'ouvem. Chorem as pedras duras, pois nos homens S'achou tanta crueza. E tu, Coimbra, Cubre-te de tristeza para sempre.
Página 96 - ... dará, e quem tam ociosa Acha a virtude pera paz e guerra? Onde a livre verdade, a tam fermosa Se vende por vil ganho e mão engano, E a quem a segue e ama, é mais danosa?
Página 54 - Quando eu meus versos lia ao meu Sampayo, Muda (dizia) e tira : hia, e tornava : Inda, diz, na sentença bem não cayo.
Página 69 - Seguia-se evidenciar tambem que os negocios da republica nem sempre matavam o estro, posto que a regra seja essa infelizmente. Haja vista ao Soares de Passos, que enterrou a Musa sob os autos forenses, e morreu; haja vista ao Alexandre Braga, que está mudo, ao João de Lemos, ao Pereira...
Página 77 - Deleite, he quieto ocio entr'hervas , e agoas Em Julho frias, quentes em Janeiro. Não vês choros alheos , não vês mágoas Ou tuas , ou dos teus : livre de invejas , Em que cá ardem , como em vivas fragoas.

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