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501 do fem.; N. S. da Expectação, de Nogueira | sibilitado de satisfazer o seu desejo. Resignoùdo Cravo, 1:997 hab.: 914 do sexo rasc. e 1:083 se facilmente. Annos depois o homem que o roudo fem; Exaltação da Santa Cruz, de Oliveira bara, veiu por ordem do confessor, a quem narrado Hospital, 1:607 hab.: 730 do sexo masc. e 877 ra o caso, pedir lhe perdão. O P. José Fernandes do fem.; S. Thomé, de Penalva d'Alva, 1:558 ha- perdoou-lhe com a mais risonha serenidade, cob.: 755 do sexo masc. e 803 do fem.; N. S." da mo não tivera na sua presença a pessoa que lhe Expectação, de Santa Ovaia, 497 hab.: 224 do tolhera a sua auspiciosa carreira. No entretanmasc. e 273 do fem.; S. Julião, de S. Gião, to era muito respeitado e considerado. Quando 1:571 bab.: 780 do sexo masc. e 791 do fem.; es- falleceu, José Freire de Serpa Pimentel, depois ta freg. pertencia ao conc. de Ceia, dist. da Guar-visconde de Gouveia, que fôra seu discipulo, puda, mas foi transferida para o de Oliveira do Hos- blicou um artigo consagrado á sua memoria, na pital por decreto de 13 de janeiro de 1838; S. Chronica Litteraria da Nova Academia DramaPelagio, de S. Paio de Gramaços, 656 hab.: 330 tica, de Coimbra, 1811, a pag. 326, em que se do sexo masc. e 326 do fem.; S. Sebastião, de S. lêem estas elogiosas palavras: «Bom amigo, ciSebastião da Feira, 286 hab.: 138 do sexo masc. dadão benemerito, homem de honra e de paz, e 148 do fem.; S. Pedro ad vincula, de Seixo do coração sem refolhos, alma lisa e generosa, poeErvedal, 2:83 hab.: 1:358 do sexo masc. e 1:525 ta extremado, litterato eximio, condigno mestre, do fem.; S. Pedro, de Travanca de Lagos, 2:072 não deixou sobre a terra um invejoso, ou um inihab.: 945 do sexo masc. e 1:127 do fem; S. Mi- migo, que lhe fosse rir na sepultura; muitos sim, guel, de Villa Pouca da Beira, 656 hab.: 316 do que voassem a derramar-lhe na urna cineraria o sexo masc. e 340 do fem. O principal commercio holocausto de uma lagrima » No tomo VIII do de todo o conc. é vinhos, gados, azeite, milho e Instituto, de 15 de abril de 1859, vem um artigo, queijos. Os vinhos, azeites e cereaes, principaes com o titulo de Gratidão e Saudade, escripto peproductos d'este concelho, são muito procurados lo dr. Adrião Pereira Forjaz Bibliographia: Rie vantajosamente qualificados, tanto nas praças mas offerecidas aos seus amigos, Lisboa, 1805; Rido paiz como nas do estrangeiro. E para attes mas que ao sr. José Maria Wandenkolk offerece, tar a excellencia d'estes productos lá estão as etc., segunda parte, Lisboa, 1807; Ode ao sr. dou exposições a que concorreram: de Londres em tor José Maria Osorio Cabral, partindo para a 1862, de Paris em 1867 e 1889, de Coimbra em ilha do Fayal, Coimbra, 1819; Ode ao anniversa1869 e 1881, de Philadelphia em 1878, e de Lis- rio do dia 15 de setembro de 1820, Lisboa, 1821; boa em 1888, onde foram classificados de primei. Ode a el rei constitucional o senhor D. João VI, ra qualidade, obtendo medalhas de ouro, prata e Coimbra, 1822; Epicedio na infausta morte do sr. cobre, e muitas menções honrosas, com que fôram D. João VI, Coimbra, 1826; Ode á saudosa mepremiados os seus expositores, tornando-se prin- moria do ex.mo sr. D. Francisco de Lemos de Facipalmente notaveis os finos azeites d'esta re- ria Pereira Coutinho, bispo de Coimbra, etc., gião, o que tudo consta das actas e catalogos Coimbra, 1822; Poesias, que em beneficio dos pod'essas exposições. bres da sua aldeia offerece aos seus amigos, etc., Oliveira Leitão Gouveia (P. José Fernan-Coimbra, 1836 e 1838. De todos estes trabalhos des de). Presbytero secular, bacharel formado em Canones pela Universidade de Coimbra e professor no Collegio das Artes da mesma Universidade. N. em Mortagoa na segunda metade do seculo XVIII, fal. na quinta do Couço, proximo de Mortagoa, a 18 de março de 1841. Ú P. José Fernandes era muito erudito e muito enthusiasta pelo latim, especialmente pelas obras de Hora cio; tinha, porém, um caracter exclusivamente excentrico. Latino Coelho, na Biographia de Castilho, de quem o P. José Fernandes era muito amigo, conta muitas das suas excentricidades no seu tempo de estudante em Coimbra, e o seu viver deveras muito original e curioso. O sr. visconde Julio de Castilho, nas Memorias de Castilho, publicadas em 1881, conta a seguinte anecdota: «ardeu-lhe o ultimo olival que possuia, e não alterou com isso a sua tranquillidade; nem em similhante cousa falou. D'ahi a tempos desata uma bella noite a chorar em casa dos Castilhos, que Oliveira Machado (José Antonio de). Magisfrequentava muito, e perguntando-se-lhe o que trado que se tornou celebre no tempo do marmotivava aquelle afflictivo pranto, declarou que quez de Pombal pela sua crueldade. N. em Evoera a perda do olival, unico que possuia. Obser- ra sendo, baptisado em 7 de abril de 1696; ignovaram-lhe, que tinha passado já bastante tempora-se a data do fallecimento. Era filho de Diogo depois d'aquella desgraça, e o padre respondeu, que não tivera tempo então de se affligir por andar a fazer uns sonetos, e agora é que sentira o que perdera. Tambem se conta outra excentricidade a seu respeito. Formou-se em Canones, e quiz doutorar se. Foi á terra vender umas herdades, e voltou com o dinheiro necessario para tomar capello, mas roubaram-lh'o, e ficou assim impos.

poeticos citados, e mais algumas poesias já impressas ou ineditas, fez-se uma collecção com o titulo de Poesias do Padre José Fernandes, etc, Coimbra, 1838, sendo editor Adrião Forjaz; Segunda edição, Coimbra, 1863. Escreveu mais: Ode ao soberano congresso nacional, Coimbra, 1822; Ode que ao brio do exercito portuguez, para se recitar no memoravel dia 15 de setembro de 1821, na reunião da Sociedade Constitucional na casa do Risco do Arsenal de Marinha, dedica, etc., Lisboa, 1821; Odes que ao prazer publico dos generosos estudantes da universidade de Coimbra na faustosa noite de 26 de fevereiro de 1822, Dedicu José Fernandes de Oliveira Leitão de Gouveia, Coimbra, 1822; Monumento ao duque de Bragança, offerecido a sua magestade fidelissima a senhora D. Maria II, Lisboa, 1835; Metamorphose, que em beneficio dos pobres da sua aldeia, offerece a seus amigos, etc., Coimbra, 1836.

Machado e de Marianna da Silveira. Cursou a faculdade de Leis na Universidade de Coimbra, e teve sentença de habilitação para os logares de letras em 20 de setembro de 1730. Seguindo a carreira judicial, veiu a ser uma das creaturas do marquez de Pombal. Nomeado corregedor do crime de Belem foi em 1756 escolhido para escrivão do juiz da Inconfidencia, e logo em se

guida elevado a desembargador da Casa da Supplicação. Oliveira Machado foi um dos encarregados da prisão do duque de Aveiro na quinta de Azeitão, e um dos juizes que lavraram à sentença contra os Tavoras, sendo ainda elle o escolhido pelo marquez de Pombal para director das prisões do forte da Junqueira, que fôram cheias das personagens mais importantes de quantos haviam excitado a colera do ministro d'el rei D. José. O livro As prisões da Junqueira, do marquez d'Alorna, dá largas noticias da fórma cruel como Oliveira Machado tratava os encarcerados. Da Historia politica e militar de Portugal, de Latino Coelho, transcrevemos a seguinte pagina: «Fazia o officio de carcereiro o desembargador José Joaquim de Oliveira Machado, um dos juizes implacaveis, que subservientes ao poder haviam sentenciado a penas atrocissimas os desventurados regicidas. Todos os factos, todas as memorias, todos os testemunhos d'aquella edade o descrevem como um d'estes caracteres repugnantes, que parece comprazerem-se no assassinio judicial ou no dilatado supplicio dos seus concidadãos. A indole ingenitamente má e refalsada; o gesto affectado; hypocrita a compostura; as letras escassas e ruins; a ambição illimitada; cega a obediencia aos que imperam e premeiam; ao mesmo tempo a deshonra da toga e a affronta da humanidade; um d'es. tes homens que ao revez do apophtegma jurididico, estão sempre dispostos a interpretar extensivamente o que é odioso e oppressivo e a taxar o bem com avareza immoderada. O marquez ordenava a estreiteza da prisão; o togado carcereiro a seu talante a apertava ou remettia confórme as variações do seu capricho. Arbitrava " ministro uma congrua, ainda que modesta sustentação aos encarcerados. O malévolo desembargador, que no forte da Junqueira dominava como senhor absoluto, repartia o pão e os soccorros segundo ia quadrando ao seu humôr e á sua vontade. A historia imparcial, em presença de documentos, não póde forrar-se a inferir que, se os reclusos padeceram as privações e as amarguras inseparaveis do captiveiro, a fereza do poder não provou a paciencia das victimas com as ul timas affrontas e sevicias como vimos succeder em tempos mais recentes e de mais caliginosa tyrannia. No forte da Junqueira (acostando-se ás palavras do marquez de Alorna, insuspeito narrador dos proprios e alheios infortunios) nunca os presos carecêram do que era necessario á nutrição. Os fidalgos, descidos havia pouco da grandeza e opulencia á humildade e penuria, desdenhavam as iguarias por grosseiras e extranhavam o novo theor de vida tão outro do que fôra em seus palacios, no meio de suas magnificencias e de tantos famulos agaloados e reverentes ao gesto do senhor; nenhum d'elles se lastimava de que os deixassem perecer á mingua e desamparo. A dura immunidade e intolerancia do magistrado carcereiro tinha eclipses frequentes e largas intermissões. Os presos não viviam incommunicaveis no segredo. Durante largos annos puderam visitar se mutuamente nos seus quartos e passear no corredor.» Desenvolvendo estes pensamentos, accrescenta Latino Coelho em nota ao trecho que se acaba de lêr: «No que pertence a sustento, dizem que el-rei manda dar quatro tostões por dia a cada fidalgo e tres aos

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que não teem esta graduação. Assim o persuade o uso das torres onde isso é publico. Assim o prova um rol da mão do desembargador (Oliveira Machado) que por inadvertencia veiu dentro em um livro que este ministro emprestou a um dos presos. Todas as vezes que lhe é necessario algum dinheiro (para o sustento dos presos) não tem mais do que escrever a certo thesoureiro, e para logo lhe vem sem a minima dilação.» Oliveira Machado foi agraciado, pelos seus serviços, com o habito da ordem de Christo, e em 1763 teve a nomeação de conselheiro da Fazenda, mas apenas falleceu el-rei D. José e caiu o omnipotente ministro, retirou-se ao convento dos Remedios, em Lisboa, e ali morreu obscuramente. Na Bibliotheca Nacional ha um retrato em meio corpo d'este magistrado.

Oliveira Martins (Joaquim Pedro de). Escriptor, jornalista, deputado, ministro de Estado, socio da Academia Real das Sciencias, vice-presidente da Junta do Credito Publico, etc. N. em Lisboa a 30 de abril de 1845, onde tambem fal. a 21 de agosto de 1-94. Era filho de Francisco Candido Gonçalves Martins, official da Junta do Credito Publico, e de sua mulher, D. Maria Henriqueta Moracs de Oliveira; neto paterno do desembargador Joaquim Pedro Gomes de Oliveira, que foi por duas vezes ministro d'el-rei D. João VI, e membro do governo supremo do reino em 1820 até à constituição das cortes, em 26 de janeiro de 1821. Cursou as aulas do Lyceu Nacional de Lisboa, chegando a fazer alguns exames. Seus paes desejavam que seguisse a carreira militar estudando engenharia, mas por infelicidade ficou orphão aos 12 annos de edade, porque seu pae falleceu em 1857, victima da febre amarella, que n'esse anno assaltou a capital, deixando viuva e seis filhos em más circumstancias. Faltando-lhe recursos, teve de interromper os estudos, dedicando-se á vida commercial para angariar meios de subsistencia, exercendo desde então no commercio ou na industria diverSOS empregos. Atravez d'uma vida difficil, mas guiado pelo amor de sua mãe, foi completando a sua educação litteraria, até que em 1870 se empregou nas minas de Santa Eufemia, de Cordova, e partindo n'esse anno para Hespanha, ali se conservou até 1874, anno em que veiu para o Porto, onde fixou residencia, conseguindo o logar de director da exploração do caminho de ferro do Porto á Povoa de Varzim e Villa Nova de Famalicão. Em 1878 apresentou-se no concurso aberto pela Academia Real das Sciencias de Lisboa, com a memoria relativa á Circulação fiduciaria, que lhe valeu o premio da medalha de ouro da mesma academia, e o titulo de socio cor respondente. Em 1880 foi eleito presidente da Sociedade de Geographia Commercial do Porto, de que se demittiu dois annos depois, em 1882, sendo-lhe então conferido o titulo de presidente honorario. N'esse mesmo anno a Real Academia de Hespanha lhe conferiu o diploma de socio correspondente. Oliveira Martins tambem era socio do Instituto de Coimbra, e de diversas sociedades scientificas nacionaes e estrangeiras. Em 1881 fez parte da commissão districtal do Porto, no inquerito industrial, e redigiu o relatorio da mesma commissão. Este relatorio foi impresso em separado no Porto, e depois incorporado na edição official de Lisboa. Em 1881 foi

nomeado membro da direcção do Museu Industrial e Commercial do Porto, e vogal da commissão encarregada de propôr ao governo algumas providencias tendentes a melhorar a situação das classes operarias, com respeito ao trabalho, aos salarios, ás crises industriaes, e a outros assumptos de interesse publico. As suas idéas avançadas o afastaram algum tempo dos partidos monarchicos, mas depois, mudando de orientação, passou ás fileiras da monarchia, fundando em 1885 o jornal A Provincia. Em 1883 foi depu tado pela primeira vez, eleito por Vianna do Castello, e em 1887 o elegeu o circulo do Porto, sendo reeleito ainda em outras legislaturas. No anno de 1887 apresentou ao parlamento o seu projecto de lei sobre fomento rural. Dirigiu a Regie antes do actual monopolio do tabaco. Em 1888, a Associação dos Typographos do Porto offereceu lhe uma estatueta symbolisando o tra balho, em tributo de reconhecimento pela protecção dispensada á classe. Fez parte da commissão executiva da Exposição Industrial Portugue za com uma secção agricola, que n'esse anno de

mercio, O Reporter, Protesto, e em outros jornaes socialistas; no Cruzeiro, do Rio de Janeiro, e outros jornaes do Brazil, para onde escrevia correspondencias. Em 1873 entrou n'uma notavel polemica ácêrca do livro do sr. conselheiro Julio de Vilhena, As raças historicas da peninsula iberica, sendo o seu primeiro artigo de analyse inserto no Jornal do Commercio de julho do mesmo anno. O sr. Julio de Vilhena respondeu a esta apreciação com quatro artigos, sob o titulo: Do logar da edade media na historia da civilisação, Resposta ao sr. Oliveira Martins, no Jornal do Commercio, de 6, 7, 8 e 9 de agosto. O sr. Julio de Vilhena ainda respondeu ás novas explicações do seu contendor no jornal de 10 de setembro. Em 1879, de accordo com os editores Viuva Bertrand & C., successores Carvalho & C., fundou uma Bibliotheca das sciencias sociaes, de que sairam alguns tomos. A morte de Olivei ra Martins foi inuito sentida. Na camara dos deputados fez o sr. conselheiro Francisco da Veiga Beirão o seu elogio historico, na sessão de 24 de outubro de 1894. No anno de 1903, uma commissão de amigos dedicados de Oliveira Martins mandou erigir no cemiterio dos Prazeres um jazigo-monumento à sua memoria, para onde fôram trasladados no dia 21 de novembro d'esse anno os seus restos mortaes, que se conservavam depositados no jazigo de sua familia. Conjuntamente foram recolhidos no novo jazigo os restos mortaes de sua mãe, D. Maria Heuriqueta Moraes de Oliveira, sendo os officios funebres celebrados na capella do cemiterio. O tamulo é trabalho do apreciado esculptor Teixeira Lopes, assim como a estatua da Historia, que se vê ali collocada. Bibliographia: Do principio federativo e sua applicação á peninsula hispanica: série de artigos no Jornal do Commercio, de 19, 21, 22, 24 e 25 de setembro de 1869; Os Lusiadas; ensaio sobre Camões e a sua obra, em relação á so. ciedade portugueza e ao movimento da renascença, Porto, 1872; Portugal e socialismo; exame constitucional da sociedade portugueza e sua reorga nisação pelo socialismo, Lisboa, 1873; Theoria do socialismo; evolução politica e economica das 80ciedades na Europa, Lisboa, 1873; Theophilo Braga e o cancioneiro; A reorganisação do Ban1888 se realisou em Lisboa na Avenida da Li- co de Portugal, Porto, 1877; As eleições, Porto, berdade. No estrangeiro, Oliveira Martins egual- 1878; O hellenismo e a civilisação christa, Porto, mente illustrou o seu nome e o de Portugal. As- 1878; A circulação fiduciaria, etc., Lisboa, 1883; sim, o representou em 1890 na conferencia inter- Historia da civilisação iberica, Porto, 1880; Hisnacional de Berlim e na da Propriedade Indus- toria de Portugal, 2 tomos, Porto, 1882; O Bratrial de Madrid, onde em 1891 foi convidado pa- zil e as colonias portuguezas, Porto, 1881; Portura a conferencia realisada no Atheneu para a ce- gal contemporaneo, 2 tomos, Porto, 1881; a reslebração do centenario de Christovão Colombo. peito d'esta obra escreveu José Joaquim RodriRecebeu depois a gran-cruz do Merito Nacional. gues de Freitas uma extensa carta ao autor, imEm 1892, no ministerio que se organisou sob a pressa em separado, com o titulo de Portugal presidencia do dr. Dias Ferreira, foi convidado contemporaneo do sr. Oliveira Martins, Porto, para a pasta da fazenda, que geriu desde 17 de 1881; Elementos de anthropologia; historia natujaneiro até 27 de maio. Em 1893 foi eleito mem- ral do homem, Porto, 1881; As raças humanas e a bro da Junta do Credito Publico, exercendo n'es civilisação primitiva, Porto, 1881; A linguistica; sa alta corporação, sob a qual seu pae e seu ir- Systema dos mythos religiosos, Porto, 1882; Quamão tinham servido como empregados publicos, dro das instituições primitivas, Porto, 1883; O o logar de vice-presidente. Collaborou nos prin- regimen das riquezas, elementos de chrematistica, cipaes jornaes litterarios e scientificos de Por- Porto, 1883; Tuboas de chronologia e geographia tugal, como: O Archivo Pittoresco, Occidente, historica; Portugal nos mares; Navegação e desDois Mundos, publicado em Paris; Revista Occi- cobrimentos dos portuguezes; Historia da republidental, Revista Scientifica, Revista de Portugal, ca romana; Phebus Moniz; O artigo «Banco» no Revista de Educação e Ensino; além dos jornaes Diccionario Universal; Politica e economia naciopoliticos: A Provincia, O Tempo, Jornal do Com-nal; Elogio historico de Anselmo Braamcamp; O

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Joaquim Pedro de Oliveira Martins

emprestimo portuguez de 1832; Carteira d'um jor- tativas ou ensaios, em que tem entrado o autor da nalista; Portugal em Africa; Inglaterra; Inglater- machina de dilatação, e de contracção, e da Mera de hoje; A população e a emigração; Theorias moria__analytica demonstrativa d'ella, Lisboa, das instituições politicas; Geographia politica 1792. Sobre este assumpto veja-se uma Memoria estatistica das nações; Os filhos de D. João I; D. do visconde de Villarinho de S. Romão, inserta Nuno Alvares Pereira. Quando falleceu andava nos Annaes da Sociedade Promotora da Indusescrevendo um livro de critica historica do temn tria Nacional, 1.o anno, pag. 221; veja se tampo de D. João II, que foi depois concluido por bem o relatorio de 1871 sobre os serviços de Carlos Lobo d'Avila. V. Lobo d'Avila (Carlos). incendios, escripto por Carlos José Barreiros, Oliveira Martins (José Simões de). Bacharel então inspector geral, a pag. 57. Discurso aca· formado em Direito pela Universidade de Coim.demico ao programma: «Determinar em todos os bra, professor em Lisboa e em Vizeu, advogado, seus symptomas as doenças agudas e chronicas, que etc. Era natural de Vizeu, e falleceu em Lis- mais frequentemente acommettem os pretos recemboa a 27 de janeiro de 1908. Tendo concluido chegados da Africa, examinando as causas da com distincção a sua formatura em 28 de junho sua mortandade depois da sua chegada ao Brazil», de 1881, foi professor em Lisboa e em Vizeu, on etc.; inserto nas Memorias Economicas da Aca de contava as maiores dedicações. Entrou na demia Real das Sciencias, tomo IV; Discurso somagistratura em 1889 como agente privativo do bre a verdade ultrajada e triumphante. Innocenministerio publico, do tribunal administrativo de cio da Silva, no V vol. do Diccionario bibliogra· Vizeu. Em 1893 foi encarregado provisoriamente phico, diz constar-lhe que saira impresso este dis das funcções de agente do ministerio publico curso, acompanhado d'uma estampa, mas não punos processos de execuções fiscaes do concelho déra obter vêl-o. D'uma nota autographa que de Braga, d'onde passou no mesmo anno e em conservava em seu poder, constava que o escriidenticas condições para o primeiro bairro do ptor compuzera até ao anno de 1810 (data da Porto, e no anno seguinte para Lisboa. Em 1895 referida nota) varias outras obras, que estavam era nomeado delegado do procurador régio para ainda ineditas, não sabendo se acaso se impria comarca de Redondo. Em 1904 foi promovido a miram depois d'essa data, mas julga provavel juiz de direito para a comarca de Benavente, que todas, ou a maior parte, se extraviariam por sendo pouco depois nomeado auditor do conse- sua morte, se antes d'isso se não desencaminhalho de guerra e marinha, e auditor do ministerio ram. Em seguida menciona os titulos das priada marinha, logares que exercia quando falleceu. cipaes: Imperio da razão: dirigido a formar o Em politica estava filiado no partido progressis-homem utila si e á patria; o que em si comprehenta, e foi deputado por Vizeu e por Vianna do Castello. Foi tambem commissario régio junto da Companhia dos Caminhos de ferro da Zambezia.

de os principios d'uma boa e perfeita educação, etc. Tomo 1, em cujo fim se achava o prospecto e indicação de capitulos que havia de concluir o tomo II; Annotações sobre o augmento da agriOliveira Mattos (Francisco Xavier de). Dou- cultura de Portugal; o autographo fôra offerecitor em Leis e lente da Universidade de Coimbra. do e entregue pelo autor a Luiz Pinto de Sousa N. em Serpa em 1762, tal. repentinamente em Coutinho, visconde de Balsemão, quando minisCoimbra a 22 de janeiro de 1808. Tinha apenas tro de Estado; O verdadeiro e perfeito heroismo 15 annos de edade quando se matriculou na Uni- do homem; com uma estampa desenhada pelo mesversidade, doutorando-se aos 20, no anno de 1782. mo autor; A philaucia, ou demonstração dos erros Em 1788 foi convidado para entrar para o colle- e defeitos que são provenientes do amor proprio; gio das ordens militares, sendo pouco depois pro- tambem com uma estampa, invenção do autor; movido a lente da sua faculdade. Nomeado para Memoria sobre a creação dos carneiros em Pora Relação do Porto, foi em seguida escolhido pa-tugal, para que d'elles se possa extrahir lã tão fira membro da junta dos estudos menores, e n'essa qualidade prestou relevantissimos serviços. Dirigiu em 1797 a publicação das Ordenações do senhor rei D. Manuel, feita por ordem do principal Castro, em Coimbra, sendo sua a prefacção historica e philologica, que precede a mesma edição. Não consta que fizesse outra publicação. O bispo de Vizeu D. Francisco Alexandre Lobo escreveu o seu Elogio historico, que saiu no tomo 'I das Obras d'este prelado, a pag. 456.

na, e de fio tão comprido como a de Hespanha e Berberia; foi premiada pela Academia Real das Sciencias de Lisboa; Memoria sobre o modo e o systema que se deve observar para se aperfeiçoarem as differentes especies de pinheiros em Portugal, de maneira que a sua madeira seja propria e applicavel para todos os usos, etc., ao que se junta a extracção do alcatrão, etc; Discurso preliminar historico á descripção economica da comarca da cidade da Bahia, em que se entra no paral· Oliveira Mendes (Luiz Antonio de). Bacha-lelo do commercio e da navegação antiga e moderrel formado em Leis pela Universidade de Coimbra, advogado da Casa da Supplicação, socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. N. na Bahia em 1750, onde tambem fal. depois do anno de 1814. Veiu para Lisboa, matriculou-se na referida Universidade, formou-se em Leis no anno de 1777, tendo tambem frequentado como voluntario as aulas de Philosophia e Medicina. Foi por muitos annos advogado na Casa da Supplicação, regressando depois ao Brazil. Escreveu: Memoria analytico demonstrativa da machina de dilatação e de contracção, para soccorro nos incendios, Lisboa, 1792, com uma estampa; Ten

na, etc.; Descripção economica da comarca da cidade da Bahia, a qual se termina com a taboa calculada das diversas especies dos seus habitantes; parte primeira das seis, em que ella se divide; Descripção da capitania de Moçambique, suas povoações e producções; A tragi-comedia de Berenice, drama epico; Diccionario da lingua africana, com restricção ao reino Dahomé, por ser o mais conhecido, e com quem mais se commerceia, além do de Angola; existia completa a letra A, e estavam em continuação as seguintes: Elogio historico do senhor rei D. Diniz; Oração latina, recitada em sessã, quando foi nomeado socio corres

pondente da Academia; Oração latina, recitada em sessão da Academia, pelo fallecimento do seu presidente e fundador o duque de Lafões; com a traducção em portuguez; Dodoneo sacro, em canto epico, e em rythma solta, feito ao magnifico e sumptuoso templo de Mafra, etc.; na Bibliotheca do convento existia uma copia d'esta obra; Memoria sobre os costumes dos povos africanos; recitada na Academia; Poema sobre o heroismo de Celicop cantos primeiro e segundo, com um discuro preliminar e introductivo; Memoria sobre o systema que se deve observar para a perfeita extraeção da tinta do pau brazil, etc; recitada na Academia; Memoria nautico-maritima sobre o mo· do com que se devem construir e carregar os na. rios, para que sejam mais veleiros; tambem foi lida na Academia; Systema que se deve observar nos dominios ultramarinos, para se conhecer nos sertões e nos mattos, que os paus de sufficiente grandeza e grossura, antes de serem cortados, se acham maduros e perfeitos para serem empregados na mastreação dos navios, etc; Memoria sobre a melhoria dos carros; com uma estampa; Arbitrios sobre a extincção do papel moeda, em 1799; Discurso preliminar e introductivo ás Novellas pindaricas; Novellas pindaricas, ou drama epico, obra muito interessante, e que bem póde passar por umas abreviadas Institutas das Bellas-letras; Novena de Nossa Senhora do Valle, com a historia da sua milagrosa imagem, tanto em Aragão, como en Portugal, etc; Preliminares d'uns novos Estatutos para a fundação e estabelecimento da Sociedade Vespucina de homens de letras, que se deseja estabelecer na cidade da Bahia; Prelecções historicas, mythologicas, introductivas á Poesia, egundo a orden alphabetica; 2 volumes, comprehendendo as letras A a E.

Oliveira Miranda (José Cabral Gordilho de). General de divisão reformado. N. em Lisboa a 29 de outubro de 1833, onde tambem fal. a 31 de julho de 1907. Era filho do general Luiz Antonio de Oliveira Miranda. Assentou praça a 6 de agosto de 1850, sendo promovido a alferes em 29 de abril de 1-51, a tenente em 28 de julho de 1858, a capitão em 3 de janeiro de 1865, a major em 10 de outubro de 1883, a tenente coronel em 31 de outubro de 1884, a coronel em 14 de maio de 1890, a general de brigada em 13 de maio de 1896, reformando-se em general de divisão em 31 de outubro de 1900. Foi durante muitos annos chefe do estado maior da primeira divisão mili. tar, tendo sido no quartel general d'aquella divisão como adjuncto chefe e sub-chefe quando seu pae a commandava. Tambem serviu no mesmo quartel-general com os generaes visconde de Sagres e Campos. Commandou o corpo do estade maior general da quarta divisão, em Evora, e foi director da Escola do Exercito. Era grande official, commendador e cavalleiro da ordem de 8. Bento de Aviz, e condecorado com a medalha de ouro de bons serviços, e com a de prata de comportamento exemplar. Havia casado com a sr D. Adelaide Rosa de Oliveira Miranda.

Oliveira Moncada (Francisco Xavier Cabral de). Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, governador geral de Angola, deputado, etc. N. em Villa Nova de Constancia, e fal. em Lisboa a 4 de janeiro de 1908. Entrou na carreira da magistratura sendo nomeado delegado do procurador regio na comar

ca de Torres Novas em 1886, e foi transferido em 1889 para a 5.a vara de Lisboa. Mais tarde serviu como delegado do 2.o districto criminal. Em 13 de janeiro de 1895 foi nomeado ajudante do procurador geral da Corôa, commissão em que permaneceu até ser promovido a juiz de 3. classe para Coruche. Por decreto de 19 de julho de 1900 foi nomeado governador geral da provincia de Angola, logar que desempenhou distinctamente até 1903, em que voltou ás suas funcções na procuradoria geral da Corôa. Em 1905 foi promovido a juiz de 2.a classe para a comarca de Idanha-a-Nova, e em novelabro de 1907 agraciado com o terço do ordenado, por haver com. pletado 20 annos de exercicio na magistratura. Era commissario régio junto da Companhia dos Caminhos de Ferro de Benguella. Filiara-se no partido regenerador, e foi deputado nas legislaturas de 1896-1897, 1897-1899, 1904 e 1905.

Oliveira Monteiro (Antonio de). Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, lente de pathologia interna da Escola Mcdico Cirurgica do Porto, conselheiro, deputado, par do reino, governador civil do Porto, etc. Fal. no Estoril, em julho de 1993. Depois da sua formatura foi despachado demonstrador da secção medica da Escola Medico-Cirurgica do Porto, por decreto de 18 de janeiro de 1870, tomando posse em 11 de março seguinte. Promovido a lente proprietario, por despacho de 11 de setembro de 1872, tomou posse a 15 do referido mez e anno, e sendo agraciado com o augmento do terço do vencimento por despacho de 11 de março de 1890, por ter 20 annos de bom e effectivo serviço. Seguindo a politica progressista, que serviu sempre com a maior lealdade, foi eleito vereador da camara municipal do Porto no triennio de 1887 a 1889, e eleito pelos collegas para o cargo de vice-presidente e vereador do pelouro dos incendios, sendo depois eleito presidente, pela norte do dr. Ayres de Gouveia. Foi reeleito para o triennio de 1890 1892, findo o qual deixou de pertencer ao municipio em conformidade da lei. Mas para o triennio de 1896 a 1-98 saiu novamente vereador na celebre eleição por circulos, ficando a seu cargo o pelouro dos incendios. Deixou de fazer parte da vereação, por ter sido nomeado governador civil em 11 de fevereiro de 1897. No pelouro dos incendios prestou relevantes serviços. Por ter sido o centinuador da reforma da corporação, iniciada em 1879 pelo conselheiro Correia de Barros, o então inspector dos incendios, Guilherme Gomes Fernandes, mandou collocar no seu gabinete o retrato do conselheiro Oliveira Monteiro. No seu relatorio referente a 1892, Gomes Fernandes dispensa palavras muito lisonjeiras aos serviços d'este vereador. Tomou posse do governo civil do Porto a 15 de fevereiro de 1897, e a 3 de agosto do mesmo anno fez entrega do cargo ao sr. conselheiro Augusto de Castilho, que tinha sido nomeado interinamente por despacho de 28 de julho. O conselheiro Oliveira Monteiro foi deputado pelo Porto em algumas legislaturas, e eleito par do reino, tomando posse na respectiva camara a 17 de março de 1898.

Oliveira Monteiro (Antonio Maria de). Gravador. N. em 1785 e fal. em 1815. Foi discipulo do professor Bartolozzi, que imitou muito na sua gravura da Mater purissima. Ha trabalhos seus

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