Nacionalidade, lingua e litteratura de Portugal e Brazil

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Guillard, Aillaud e ca, 1884 - 410 páginas
 

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Página 149 - No' mais, Musa, no' mais, que a lira tenho Destemperada ea voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida! O favor com que mais se acende o engenho, Não no dá a Pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Duma austera, apagada e vil tristeza.
Página 153 - Não menos foi a todos excessivo Milagre , e cousa certo de alto espanto , Ver as nuvens do mar com largo cano Sorver as altas aguas do Oceano. Eu o vi certamente ( e não presumo Que a vista me enganava ) levantar-se No ar hum vaporzinho , e subtil fumo , E, do vento trazido , rodear-se...
Página 406 - Já, já me vai, Marília, branquejando Loiro cabelo, que circula a testa, Este mesmo, que alveja, vai caindo, E pouco já me resta. As faces vão perdendo as vivas cores, E vão-se sobre os ossos enrugando, Vai fugindo a viveza dos meus olhos; Tudo se vai mudando.
Página 147 - Assi como a bonina , que cortada Antes do tempo foi , candida e bella , Sendo das mãos lascivas maltratada Da menina , que a trouxe na capella , O cheiro traz perdido , ea cor murchada ; Tal está morta a pallida donzella, Seccas do rosto as rosas, e perdida A branca e viva cor, co'a doce vida.
Página 146 - Estavas, linda Inês, posta em sossego, De teus anos colhendo doce fruito, Naquele engano da alma, ledo e cego, Que a Fortuna não deixa durar muito, Nos saudosos campos do Mondego, De teus formosos olhos nunca enxuito, Aos montes ensinando e às ervinhas O nome que no peito escrito tinhas.
Página 153 - Ás ondas torna as ondas que tomou ; Mas o sabor do sal lhe tira e tolhe. Vejam agora os sabios na escritura, Que segredos são estes da natura.
Página 153 - Vi claramente visto o lume vivo , Que a maritima gente tem por santo Em tempo de tormenta, e vento esquivo, De tempestade escura, e triste pranto.
Página 146 - Do teu Príncipe ali te respondiam As lembranças que na alma lhe moravam, Que sempre ante seus olhos te traziam, Quando dos teus fermosos se apartavam; De noite, em doces sonhos que mentiam, De dia, em pensamentos que voavam.
Página 152 - Pomponio, Estrabo, Plinio, e quantos passaram, fui notorio: Aqui toda a Africana costa acabo Neste meu nunca visto promontorio, Que para o polo Antarctico se estende. A quem vossa ousadia tanto offende.
Página 154 - E os animaes correndo furiosos, Que Neptuno amostrou ferindo a terra : Golpes se dão medonhos e forçosos, Por toda a parte andava accesa a guerra : Mas o de Luso, arnez, couraça e malha Rompe, corta, desfaz, abola e talha.

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