Curso de litteratura brazileira: ou, Escolha de varios trechos em prosa e verso de autores nacionaes antigos e modernos seguido de cantos do padre Anchieta

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B. L. Garnier, 1882 - 422 páginas
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Passagens conhecidas

Página 265 - Melancolica sombra. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente, e lhe passeia e cinge Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.
Página 404 - Lançou dilúvios de harmonia! O gozo Ao pranto sucedeu. As férreas horas Em desejos alados se mudaram. Noites fugiam, madrugadas vinham, Mas sepultado num prazer profundo Não te deixava o berço descuidoso, Nem de teu rosto meu olhar tirava, Nem de outros sonhos, que dos teus vivia ! Como eras lindo! Nas rosadas faces Tinhas ainda o tépido vestígio Dos beijos divinais, — nos olhos langues Brilhava o brando raio que acendera A benção do Senhor quando o deixaste!
Página 33 - ... com a agulha da imaginação; e essa figura, — nada menos que a quimera da felicidade — , ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, eo homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Página 290 - Quando o chicote do simum dardeja O teu braço eternal. Minhas irmãs são belas, são ditosas... Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas Dos haréns do Sultão, Ou no dorso dos brancos elefantes Embala-se coberta de brilhantes, Nas plagas do Indostão.
Página 405 - Com seu dedo real selou-te a fronte! Inda te vejo pelas noites minhas, Em meus dias sem luz vejo-te ainda, Creio-te vivo, e morto te pranteio!... Ouço o tanger monótono dos sinos, E cada vibração contar parece As ilusões que murcham-se contigo!
Página 349 - Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba Que excita a fúria do algoz? Quem são? Se a estrela se cala, Se a vaga à pressa resvala Como um cúmplice fugaz Perante a noite confusa . . . Dize-o tu, severa Musa, Musa libérrima, audaz!
Página 266 - Caitutu, que treme Do perigo da irmã, sem mais demora Dobrou as pontas do arco, e quis tres vezes Soltar o tiro, e vacilou tres vezes Entre a ira, eo temor.
Página 31 - Porque levo na minha bolsa os bens e os males, eo maior de todos, a esperança, consolação dos homens. Tremes? — Sim; o teu olhar fascina-me. — Creio; eu não sou somente a vida; sou também a morte, e tu estás prestes a devolver-me o que te emprestei. Grande lascivo, espera-te a voluptuosidade do nada.
Página 265 - Parte do antigo bosque, escuro, e negro, Onde ao pé de uma lapa cavernosa Cobre uma rouca fonte, que murmura, Curva latada de jasmins, e rosas.
Página 32 - A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela deve viver, e se o novilho é tenro tanto melhor: eis o estatuto universal.

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