Poesias de Elpino Duriense [pseud.], Volume 1

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Na Impressão Regia, 1812
 

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Passagens conhecidas

Página 112 - Sem esprito, sem forças, não me chames Com teus versos, que a ti só honram tanto. Por mais que me desejes, mais que me ames, Não empregues em mim tão cegamente Teu canto, com que é bem que Heróis afames.
Página 22 - ... Limites do Universo Em treva escura envoltos. Seu immortal compasso a rota marca, Que hade correr a cortadora proa j A Bussola polar outra energía Adquire, eo curso rege.
Página 123 - Iguais fazendo às armas as Camenas. E nós inda estaremos duvidando? E o vivo fogo, que se, em nós, levanta, A outra língua (ah, cruéis!) iremos dando? Docemente suspira, doce canta A Portuguesa Musa, filha, herdeira Da Grega e da Latina, que assi espanta. Vá sempre vitoriosa a alta bandeira Ao som da nova lira, em paz e em guerra, Vá Lusitânia, se puder, primeira.
Página 288 - Não numa, duas, três, porem mil vezes ; E ouvi as preces, que eu por Vós só faço : Rogo ao Ceo que, depoisque Vos eu deixe, Finando estes meus dias já cançados, Passeis a doutas mãos, que vos estimem Como eu cá sempre vos prezei amigo ; Que ainda hum dia o novo dono vosso, Quando vos registar, possa lembrar-se Do antigo dono, que tivestes ; possa Meigo dizer- vos : vós, ó Livros, fostes Do Duriense Elpino Lusitano : Elpino vos amou mui ternamente, E eu Vos amarei por Vós, por elle.
Página 147 - O céo não te deu a ti debalde essa belleza, nem a mim este amor com que te amo» ( A. Ribeiro dos Santos ). « Porque is aventurar ao mar iroso Essa vida, que é minha e não é vossa?
Página 28 - Gente animosa invicta as vozes ouve; A angra deixa da marinha Sagres; E promptos barineis ás ondas descem, Deuses do mar potentes, Os novos Argonautas.
Página 367 - D'ímproba gula eis movido o Lobo Motivo levantou de queixa, e disse: Porque estando eu bebendo, a agua me turbas? A lanígera rez repõe tremendo: Como posso fazer, te rogo, ó Lobo, O mal, de que te queixas?
Página 187 - Que dizes disto ? Como chamas a estes, meu Alexis, Que eu não acerto a dar-lhe hum nome proprio, Que bem quadre a tão rancidos guedelhas? Quando estas coisas desvairadas vejo, Dão-me engulhes de riso, ou já bocejos, Como arrepiques certos de graa fome. Favorino, Filosofo mui grave, A hum louco mancebo desta laia, Que por velhas palavras lhe fallava...
Página 287 - Plutarcho, Xenofonte, Que as virtudes moraes nos ensinastes. E sobretudo salve, ó Livro Eterno Das sublimes verdades, que benigno O Ceo por nosso bem mandou á terra, Farol luzente na carreira humana. Salve, vós outros todos das mais classes, De Nações varias, de diffrentes...
Página 56 - L'Amour aura soin de t'instruire Du côté que tu dois pencher : Éclate à ses yeux sans leur nuire , Pare son sein sans le cacher. Si quelque main a l'imprudence D'y venir troubler ton repos Emporte avec toi ma vengeance , Garde une épine à mes rivaux.

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