Os Lusiadas: poema epico

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Didot, 1819 - 420 páginas
 

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Passagens conhecidas

Página 118 - Queria perdoar-lhe o Rei benino, Movido das palavras, que o magoam; Mas o pertinaz povo e seu destino (Que desta sorte o quiz) lhe não perdoam. Arrancam das espadas de aço fino Os que por bom tal feito ali apregoam.
Página 120 - As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram; E, por memoria eterna, em fonte pura As lagrimas choradas transformaram: O nome lhe puzeram, que inda dura, Dos amores de Ignez, que ali passaram. Vêde que fresca fonte rega as flores, Que lagrimas são a agua eo nome amores.
Página 152 - Deos foi em carne ao mundo dado. Certifico-te, ó Rei, que se contemplo Como fui destas praias apartado, Cheio dentro de duvida, e receio, Que apenas nos meus olhos ponho o freio. LXXXVIII. A gente da cidade aquelle dia, Huns por amigos, outros por parentes, Outros por ver somente concorria, Saudosos na vista, e descontentes : E nós co' a virtuosa companhia De mil religiosos diligentes, Em procissão solemne a Deos orando , Para os bateis viemos caminhando.
Página 330 - Aqui tens companheiro, assi nos feitos, Como no galardão injusto e duro: Em ti, e nelle veremos altos peitos A baixo estado vir, humilde e escuro: Morrer nos hospitaes, em pobres leitos, Os que ao Rei e á lei servem de muro! Isto fazem os Reis, cuja vontade Manda mais, que a justiça e que a verdade.
Página 350 - Aqui só verdadeiros gloriosos Divos estão: porque eu, Saturno e Jano, Jupiter, Juno, fomos fabulosos, Fingidos de mortal e cego engano...
Página 50 - ... vejo , Que assaz de mal lhe quero, pois que o amo , Sendo tu tanto contra meu desejo : Por elle a ti rogando choro , e bramo , E contra minha dita em fim pelejo. Ora pois ; porque o amo , he mal tratado , Quero-lhe querer mal , será guardado. Mas moura em fim nas mãos das brutas gentes ; Que pois eu fui...
Página 3 - Vós, ó novo temor da Maura lança, Maravilha fatal da nossa idade, Dada ao Mundo por Deos, que todo o mande, Para do Mundo a Deos dar parte grande: VII.
Página 231 - Nesta pequena casa Lusitana : De Africa tem maritimos assentos , He na Asia mais, que todas, soberana, Na quarta parte nova os campos ara, E, se mais mundo houvera, lá chegara.
Página 61 - Era no tempo alegre, quando entrava No roubador de Europa a luz Phebea; Quando hum eo outro corno lhe aquentava; E Flora derramava o de Amalthea. A memoria do dia renovava O pressuroso Sol, que o ceo rodea, Em que aquelle, a quem tudo está sujeito, O sello poz a quanto tinha feito : LXXIII.
Página 173 - Pois vens ver os segredos escondidos Da natureza e do humido elemento, A nenhum grande humano concedidos De nobre ou de immortal merecimento: Ouve os...

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