As promaveras

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Typ. do Panorama, 1867 - 235 páginas
 

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Passagens conhecidas

Página 88 - És bela — eu moço; tens amor — eu medo!. Tenho medo de mim, de ti, de tudo, Da luz, da sombra, do silencio ou vozes, Das folhas secas, do chorar das fontes, Das horas longas a correr velozes.
Página xi - Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, A voz do sabiá! Quero morrer cercado dos perfumes Dum clima tropical, E sentir, expirando as harmonias Do meu berço natal!
Página 111 - Carpindo o morto sobre a laje fria; E doce e grave qual no templo um hino, Ou como a prece ao desmaiar do dia. Se passa um bote com as velas soltas, Minh'alma o segue n'amplidão dos mares; E longas horas acompanha as voltas Das andorinhas recortando os ares.
Página xxxviii - Ou como a prece ao desmaiar do dia. Se passa um bote com as velas soltas, Minh'alma o segue n'amplidão dos mares; E longas horas acompanha as voltas Das andorinhas recortando os ares. Às vezes, louca, num cismar perdida, Minh'alma triste vai vagando à toa, Bem como a folha que do sul batida Bóia nas águas de gentil lagoa!
Página 6 - Tem tantas belezas, tantas, A minha terra natal, Que nem as sonha um poeta E nem as canta um mortal! — É uma terra encantada — Mimoso jardim de fada — Do mundo todo invejada, Que o mundo não tem igual.
Página 110 - ... arrulo que o soluço imita O morto esposo gemedora chora. E, como a rola que perdeu o esposo, Minh'alma chora as ilusões perdidas, E no seu livro de fanado gozo Rele as folhas que já foram lidas.
Página 15 - À beira do caminho; — Talvez perdida na floresta ingente — A triste geme nessa voz plangente Saudades do seu ninho. Sou como a pomba e como as vozes...
Página 42 - Eu me lembro! eu me lembro! — Era pequeno E brincava na praia; o mar bramia E erguendo o dorso altivo, sacudia A branca escuma para o céu sereno.
Página 89 - Ai ! se eu te visse no calor da sesta, A mão tremente no calor das tuas, Amarrotado o teu vestido branco. Soltos cabelos nas espáduas nuas ! . . . Ai ! se eu te visse, Madalena pura, Sobre o veludo reclinada a meio, Olhos cerrados na volúpia doce, Os braços frouxos — palpitante o seio Ai ! se eu te visse em languidez sublime, Na face as rosas virginais do pejo, Tremula a fala a protestar baixinho.
Página 90 - Anjo enlodado nos pauis da terra. Depois . . . desperta no febril delírio, — Olhos pisados — como um vão lamento, Tu perguntaras: — qu'é da minha c'roa?..

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