Historia da litteratura portugueza, Volume 1

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Passagens conhecidas

Página 20 - Eu não, e agora com dor Quero perder meus sentidos. Os que mais sabem do mar Fogem de ouvir as Sereias; Eu não me soube guardar: Fuy vos ouvir nomear, Fiz minha alma e vida alheias.
Página 285 - Das armas a provada fortaleza Poderosa não foi para guardar-te Da mão de fogo armada e de crueza! Conjurou contra ti o fero Marte Vendo que sua fama escurecias, Se vencedor ficavas desta parte... Acabou juntamente com teus dias Do lusitano reino a segurança, Que tu estender tanto pretendias. Dos teus (na tua incerta confiança) Qual te desenganou, senão do imigo O pelouro mortal, o alfange, a lança...
Página 176 - Mas ha tempos crueis ! soe meu grito Por todo o mundo ! mas ah tempos duros Em que não soa bem o bom escripto.
Página 195 - Muda (dizia) e tira". Ia, e tornava: "Inda (diz) na sentença bem não caio".
Página 167 - Floreça, fale, cante, ouça-se e viva a portuguesa língua, e já, onde for, senhora vá de si, soberba e altiva. Se tèqui esteve baixa e sem louvor, culpa é dos que a mal exercitaram, esquecimento nosso e desamor.
Página 131 - Oh que victoria a tua, oh que valor, Contra um corpo tam tenro e tenros annos Inda pediste ajuda ao cego Amor!
Página 326 - Gonçalves, sabei que as portuguezas todas cahem de maduras, que não ha cabo que lhe tenha os pontos, se lhe quizerem lançar pedaço. Pois as que a terra dá além de serem de rala, fazei-me mercê que lhe falíeis alguns amores de Petrarca, ou de Boscão ; respondem-vos huma linguagem meada de hervilhaca, que trava na garganta do entendimento, a qual vos lança agua na fervura da mor quentura do mundo.
Página 175 - Achou esse alto bem, que tanto amaste. Novo Mundo, bom Sá, nos foste abrindo Com tua vida, e com teu doce canto , Nova agoa , e novo fogo descobrindo : Não resplandecia antes o Sol tanto.
Página 277 - Carta xxxn • conta as varias opiniões que corriam ácerca do motivo da embaixada: Qual foi d'esta embaixada o fundamento Menos, quem souber mais, o afirmaria: Uns dizem que d'El-rei é casamento, O que se fosse assi grão bem seria. Outros, porque se tome novo assento Nas cousas de Maluco, e sem porfia, Se determine, sendo a causa vista A qual dos reis pertence esta conquista.
Página 19 - Sandomir, era O seu nome, e buscava Uma frauta que perdera, Que elle mais que a si amava; Este era aquelle pastor A quem Celia muito amou; Nimpha do maior primor Que em Mondego se banhou, E que cantava melhor.

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