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2.o-Reducto de S. João. Tem este reducto 3 canhoneiras e nellas 3 peças de bronze, 2 boas e 1 incapaz; precisa 1.

3.o Reducto do porto. Tem 1 canhoneira, com 1 peça de bronze boa. Estes 2 reductos tambem defendem a entrada do porto.

4.°-Forte de Santo Antonio. Tem 9 canhoneiras e 3 peças de bronze, 1 boa e 2 incapazes; precisa 8.

5.o-Forte de S. Francisco Xavier. Tem 6 canhoneiras e 5 peças de ferro, incapazes e 1 boa; precisa 5.

6.o-Forte de S. Caetano. Tem 9 canhoneiras e 6 peças de ferro incapazes, precisa 9.

7.o-Forte de Santo Antonio na Villa da Lagoa. Tem 6 canhoneiras e 4 peças de ferro incapazes; precisa 6.

8.o-Forte de Nossa Senhora do Monserrale. Tem 4 canhoneiras e 2 peças de ferro boas, precisa 2.

9.° Forte de Nossa Senhora das Dores. Tem 3 canhoneiras e 3 peças de ferro incapazes; precisa 3.

10.o-Forte de Jesus, Maria, José. Tem 5 canhoneiras e tres peças de ferro incapazes; precisa 5.

11.°-Forte de S. Francisco. Tem 6 canhoneiras e 3 peças de ferro incapazes; precisa 6.

12.°-Forte de Santo André. Tem 7 canhoneiras e não tem peça alguma; precisa 7.

13.o-Forte de Santo Antonio em Villa Franca. Tem 8 canhoneiras e 3 peças de ferro boas; precisa 5.

14.°- Forte do Baxio. Tem 10 canhoneiras e 6 peças, 5 de ferro incapazes e 1 de bronze boa; precisa 9.

15.°--Forte do Corpo Santo. Tem 6 canhoneiras e 4 peças, duas de ferro e 2 de bronze, todas boas; precisa 2.

16.°-Forte de S. Paulo. Tem 5 canhoneiras e 5 peças de ferro incapazes; precisa 5.

17.°-Forte de Nossa Senhora Mãe de Deos. Tem 9 canhoneiras e 5 peças de ferro incapazes; precisa 9.

18.°-Forte de Nossa Senhora da Graça, no logar do Fayal. Este Forte precisa de Quartel e paiol pelo não ter, e abrirem-se-lhe 6 canhoneiras, para as quaes precisa 6 peças, e reedificar-se as suas paredes, maiormente sendo este sitio o que mais tem sido perseguido dos Mouros.

19.°-Forte de Nossa Senhora da Graça, no Porto Formoso. Tem 8 canhoneiras e 3 peças de ferro, incapazes; precisa 8.

20. No logar da Maya se conservam alguns vestigios de que houve alli um Forte chamado do Espirito Santo, e se deve novamente edificar, pela necessidade que tem aquelle sitio de ser defendido.

21.° Na Villa da Ribeira Grande está um Forte que se acha com alguma ruina, que precisa ser reparado, e pôr-se-lhe 8 peças, por não ter nenhuma.

22.°--Forte de S. Sebastião. Tem 6 canhoneiras, e 4 peças de ferro, 1 boa e 5 incapazes, precisa 5.

23.°-Forte de Santa Clara. Tem 5 canhoneiras e 1 só peça de bronze boa; precisa 4.

24.°-Forte de Nossa Senhora da Salvação. Tem 5 canhoneiras e 2 peças de bronze boas; precisa mais 3.

Total da artilheria que tem os Fortes de toda a costa desta Ilha. São 96 peças. 38 de bronze, 20 capazes e 18 incapazes; e de ferro tem 58, 9 boas e 49 incapazes.

Precisa para se guarnecerem todos os Fortes com artilheria competente, 158 peças, alem das que tem capazes.

Este é o estado em que se acha a fortificação desta costa e Marinha, e do que precisa, aproveitando-se assim a despeza que se fez nas obras, na occasião da guerra proxima passada. é o que posso informar a V. Ex. que mandará o que for servido.

Ponta-delgada 6 de Agosto de 1767. João Antonio Judice, Sargento mór Engenheiro.

Revistas feitas no Castello de S. João Baptista, Forte de S. Sebastião e de todos os mais fortes que tem esta Ilha Terceira

a

Ill.mo e Ex. Sr. Em cumprimento da ordem de V. Ex. passei ao Castello de S. João Baptista desta Ilha Terceira a examinar o estado em que se achavão os seus quarteis, para se reedificarem, pondose capazes de se alojar nelles a tropa; e fazendo o dito exame com toda a attenção, o estado em que os achei he o seguinte:

Apontamentos de tudo o que precisam os quarteis para se poderem habitar.

1.o-Que os ditos quarteis tem chegado ao mais deploravel estado, e se acham reduzidos aos ultimos limites da ruina e por esta razão se fazem inhabitaveis thé que se lhe dè a devida providencia.

2.° Que nos ditos quarteis só se acham capazes de servir as suas paredes e parte dos madeiramentos dos seus respectivos tectos. 3.o-Que em todos elles não se acha huma só unica tarimba, ainda que fosse para hum só homem, e precisa fazer se em todos elles as ditas tarimbas.

4.° Que as portas e janellas dos quarteis, alem de precisarem ser feitas de novo, as janellas devem-se alargar, dar se-lhe a sua altura proporcionada, pois as que tem são humas frestas que os fazem escurissimos.

5.° Que as ditas portas e janellas precisam as ferragens competentes ao seu uzo.

6.° Que a maior parte dos madeiramentos por velhissimos estão vindo a baixo com o peso dos telhados e precisam serem refor mados.

ve.

7.° Que todos elles devem ser retelhados, porque em todos cho

8.° Que as casas que hão-de servir para cosinhas de cada companhia precisão de chaminés.

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9. Que os quarteis que ficam ao lado direito ultimos à muralha que olha ao norte da parte da terra, estes se acham quasi submergidos do entulho que lhe botaram na parede das costas, ficando o dito entulho de nivel com o telhado, e recebendo elles assim grande ruina tanto pelo peso que causava o dito entulho, como pela humidade que delles recebem. E' preciso abrir huma cova em todo o seu comprimento, na largura de cinco palmos para evadir estas ruinas.

10.° Que os quarteis que hão de servir para os officiaes do posto de sargento mor para baixo precisam ser feitos de novo, excepto as paredes exteriores, por servirem para este effeito as de humas casas mais levantadas que alli ha, e os seus madeiramentos e telhados reformados.

11.° Que nas casas do governador do castello precisa ser feita a cosinha e chaminé e assoalhar alguma casa como tambem de algumas portas e janellas e de algumas vidraças para ellas.

12.° Que he preciso fazer-se casa de prisão para os soldados com sua cummua, porque o calabouço que ha é huma cova subterranea, debaixo de hum terrapleno, sem ar nem luz alguma, e muito humido, e seria de grande prejuizo a tropa, uzar-se delle, como tambem a Real fazenda, porque os soldados que ali estivessem presos, em pouco tempo perderiam a saude e passariam para o hospital.

13.° Que é necessario fazer se sete armeiros para as sete companhias.

14.o-Que no corpo da guarda principal tambem precisa de ar

meiros.

15.° Que em algun sitio onde não ha guarita precisa fazer-se para abrigar a sentinella das injurias do tempo.

16.° Que é preciso fazerem-se commuas no logar mais conveniente, pelas não haver tanto para a limpeza da praça, com pureza do ar.

Este é Ex.mo Senhor o deploravel estado em que se acha o aquartellamento de uma fortificação de tanta fama bem merecida, pela grandeza do seu recinto. Ella está publicando a mesma grandeza, a exuberantissima despeza que fez na sua construcção, e não deixei de ver com grande magoa que não bastou a regia providencia com que Sua Magestade Fidelissima que Deus guarde, concedeu huma amplissima consignação annual para a conservação e reedificação do que fosse necessario, e que os seus governadores, por falta de zello no Real serviço. se esquecessem deste auxilio, não havendo vestigios donde se tenha gasto. Isto he que posso informar a V. Ex. que mandará o que for servido. Angra 20 de Outubro de 1766.

O Sargento mor Engenheiro João Antonio Judice.

Revista que fez no Hospital de Nossa Senhora da Boa Nova. por ordem do Ill.mo e Ex.mo Sr. Capitão General, o Sargento Mór Engenheiro João Antonio Judice.

Está este Hospital situado fora das muralhas do castello de São João Baptista na distancia de duzentas braças; foi feito para se recolherem nelle os soldados doentes da goarnição antiga do dito castello, para a qual era sufficiente a sua capacidade, fazendo-se-lhe para isso alguma reparação, ou melhor accomodação na mesma aria que tem: mas como ao presente excede em dobro o numero da tropa que reside no castello, e por consequencia se haviam de augmentar os doentes á proporção, segue-se que no dito Hospital se acham estes em grande consternação e aperto, por não haver donde se recolham e accomodem, o que mais claramente se vê nas plantas que se acham feitas, mas não projectadas, por não caber no tempo, por cuja razão as não ponho na presença de V. Exa, o que logo executarei com a brevidade possivel. V. Ex.a mandará o que for servido. Angra 29 de maio de 1767.

O Sargento Mór Engenheiro João Antonio Judice.

Revista que fez por ordem do Ill.mo e Ex.mo Snr. Capitão General e Governador das armas das Ilhas dos Açores o Sargento Mór de Infanteria com exercicio de engenheiro na notavel fortificação de S. João Baptista desta Ilha Terceira, especificando o estado em que se acha, e de tudo o que necessita para a sua regular defensa.

Esta grande Fortificação que se vè com admiração a grandeza do seu recinto, o qual occupa em circumferencia mais de meia legua. Ella se faz merecedora de toda a reparação em qualquer ruina que se lhe ofereça por ser digna a sua conservação em todo o tempo para memoria de sua grandeza.

Apontamentos do que necessita.

1.°-A estrada que é servidão do castello, deve ser extincta pelos defeitos que tem, sendo o primeiro, o de se caminhar por ella até entrar na ponte dormente sem ser offendido de um só tiro de arti Theria pela razão de ficar coberta de um socalco de terra, que vem com mais elevação da contra-escarpa fenecer na dita estrada; 2.° que esta estrada é vista em voltas e ainda no caso de ser descortinada da artilberia ella a não poderia razar toda com os seus tiros, pela dire cção que tem: 3.° que o dito socalco deve de ser surribado ou bem escarpado de tal sorte que desafronte a artilleria que está nos flancos, faces e cortinas pelo obstaculo que causa de não ser vista, nem ella ver; 4. a estrada deve de ser construida na parte mais conveniente. em que fique bem defendida.

2.o-Passado o corpo da guarda principal fica ao lado direito um trauzito cuberto de abobada, ao qual lhe falta, no fim, um pequeno lance por cubrir e necessita ser feito.

3.- No baluarte de Santa Catharina que defende para o mar e terra não tem peça alguma e precisa treze peças para a sua defensa, e fazer se lhe plata-formas para todas no seu flanco alto se deve a

brir mais outra canhoneira, e na praça baixa fazer-se o mesmo, aon de tem huma de bronze.

4. Todas as canhoneiras que defendem para a terra, geralmente devem de ser reguladas segundo a arte, por estarem fits fora de toda a regra, pois não podem fazer tiro por baixo da pontaria, de que se segue grande inconveniente. que é de se poderem alojar os inimigos debaixo da artilheria, sem serem della offendidos.

3.o-No primeiro lance de cortina que vai do dito baluarte para o outro de S. Pedro precisa abrir se mais duas canhoneiras, e guar

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