Baba de Moço: nova edição, húmida, ilimitada e aumentada

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INDEX ebooks, 23/02/2015
Baba de moça é um famoso doce da culinária brasileira. Mas na poética debochada de Aymmar Rodriguéz a receita transformou-se numa curiosa publicação que já rendeu duas edições – e que agora chega à terceira, com exclusividade para a INDEX ebooks.

Nos ingredientes do Baba de Moço de Aymmar estão a ironia e o erótico em altas doses, o obsceno servindo como crítica às mazelas quotidianas: fanatismo religioso, homofobia, violência, consumismo, alienação.

O leitor não encontrará doçura nos poemas que compõem este Baba. Não é poesia para estômago delicados, mas sim para os que acreditam na Arte como veículo de transformação: “vamos acreditar / na descrença absoluta / recriar o mundo”. Apesar da rebeldia, o apimentado Baba de Moço não deixa de ser uma opção apurada para os paladares mais exigentes.

Nesta versão digital, estão reunidas as apresentações da primeira e segunda edições, além de um texto do escritor Raimundo de Moraes - dialogando com o leitor, num singular depoimento criador versus criatura.

Desejamos-lhe uma boa degustação deste surpreendente menu que nos propõe Aymmar Rodriguéz.
 

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Palavras e frases frequentes

Acerca do autor (2015)

Aymmar Rodriguéz surgiu nos idos da década de 1980, tão logo eu encerrava minha curta participação no Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco – o maior movimento literário do final do século 20, em Recife. Quando eu “recebi” um texto chamado Inclusive cenouras – encenado no Bar Abraxas, em Olinda – eu pensei: tem coelho nessa moita. Ou melhor: tem algo estranho aí.

O estilo ácido e debochado de Aymmar Rodriguéz veio numa grande avalanche, canalizada principalmente por happenings nos bares olindenses – não me perguntem detalhes, acho que determinados excessos foram sumariamente deletados da minha mente – e na coluna de Paulo Azevedo Chaves, que então assinava no jornal Diário de Pernambuco, um concorrido e importante espaço de divulgação de artistas plásticos e escritores, do Recife e outras cidades. Mas pelos palavrões e pela temática usualmente homoerótica, muitos dos poemas foram censurados pela editoria do jornal. Vieram a público os textos mais palatáveis e menos polémicos.

Assim como surgiu, Aymmar aparentemente eclipsou-se. Alguns anos mais tarde fui morar fora do país, e este poeta nunca mais deu o ar da sua graça. Foram mais de 10 anos sem escrever uma linha sequer. (RdeM)

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