Obras de Luiz de Camões: Eglogas. Elegias. Da creac̜ão e composic̜ão do homem

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Imprensa nacional, 1862
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Passagens conhecidas

Página 170 - Onde tão subtis regras lhe mostrasse, Que nunca lhe passassem da memoria Em nenhum tempo as cousas que passasse. Bem merecia, certo, fama e gloria Quem dava regra contra o esquecimento, Que sepulta qualquer antigua historia. Mas o Capitão claro, cujo intento Bem differente estava, porque havia Do passado as lembranças por tormento; Oh illustre Simonides!
Página 167 - Ao longo d'huma praia soidosa. Vejo do mar a instabilidade, Como com seu ruido impetuoso Retumba na maior concavidade. De furibundas ondas poderoso, Na terra, a seu pezar, está tomando Lugar, em que s'estenda, cavernoso.
Página 176 - Justiça para o Ceo sereno. Ditoso seja aquelle que alcançou Poder viver na doce companhia Das mansas ovelhinhas que criou ! Este bem facilmente alcançaria As causas naturaes de toda cousa; Como se gera a chuva e neve fria : Os trabalhos do sol, que não repousa; E porque nos dá a lua a luz...
Página 74 - Vereis, Duque sereno, o estylo vário, A nós novo, mas n'outro mar cantado De hum, que só foi das Musas secretario: O pescador Sincero, que amansado Têe o pégo de Prochyta co'o canto Por as sonoras ondas compassado.
Página 168 - Mas isto he ja costume da ventura; Porque aos olhos que vivem descontentes, Descontente o prazer se lhes figura. Oh graves e insoffriveis accidentes Da Fortuna e d'Amor!
Página 439 - ... amoroso nembo. Qual fior cadea sul lembo, qual su le treccie bionde, ch' oro forbito e perle eran quel di a vederle ; qual si posava in terra, e qual su l' onde ; qual con un vago errore girando parea dir :
Página 166 - Mil mágoas no sentido, porque a vida De imaginações tristes se contenta. Que pois de todo vive consumida, Porque o mal que possue se resuma, Imagina na glória possuida.
Página 164 - Assi só, de seu próprio natural 20 apartado, se via em terra estranha, a cuja triste dor não acha igual. Só sua doce Musa o acompanha, nos versos saudosos que escrevia, e lágrimas com que ali o campo banha.
Página 205 - Co'os efleitos da terra necessarios; Se quando, emfim, revolve subtilmente Tantas cousas a leve phantasia, Sagaz escrutadora e diligente; Bem vê, se da razão se não desvia, Aquelle unico Ser, alto e divino, Que tudo póde, manda, move e cria.
Página 101 - E ao som do remo, que água vai ferindo, Perante a Lua meu cuidado canto, Os maviosos delfins me estão ouvindo ; A noite sossegada; o mar calado.