Florilegio da poesia brazileira: ou, collecção das mais notaveis composições dos poetas brasileiros falecidos, contendo as biographias de muitos delles, tudo precedido de um ensaio historico sôbre as lettras no Brazil, Volume 1

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Imprensa Nacional, 1850
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Página 636 - Cingida a fronte de sanguentos loiros, Horror jamais inspirará meu nome; Nunca a viúva há de pedir-me o esposo, Nem seu pai a criança. Nunca aspirei a flagelar humanos — Meu nome acabe, para sempre acabe, Se para o libertar do eterno olvido Forem precisos crimes.
Página 428 - E os cantos da poesia. Lerás em alta voz a imagem bella, Eu vendo que lhe dás o justo apreço, Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. Se encontrares louvada uma belleza, Marilia, não lhe invejes a ventura, Que tens quem leve á mais remota idade
Página 369 - Para nós só queremos Os pobres dons da simples natureza, E seja vosso tudo quanto temos. Sirva á real grandeza A prata, o ouro, a fina pedraria, Que esconde (Testas serras a riqueza. Ah ! chegue o feliz dia, Em que do novo mundo a parte inteira Acclame o nome augusto de Maria. Real ! real primeira...
Página 371 - Vinde a ser coroada Sobre a America toda, que protesta Jurar nas vossas mãos a lei sagrada. Vai, ardente desejo, Entra humilhado na real Lisboa, Sem ser sentido do invejoso Tejo: Aos pés augustos voa. Chora e faze que a mãe compadecida, Dos saudosos filhos se condoa. tt Ficando enternecida. Mais do Tejo não temas o rigor, Tens triunfado, tens a ação vencida.
Página 445 - Nas aristocraticas reuniões das Caldas , nos cansados banhos do mar, nos pitorescos passeios de Cintra, em Bellas, em Queluz, em Bemfica , sociedade onde não se achava o fulo Caldas com sua viola, não se julgava completa.
Página 678 - Cega sem tacto, p'ra seus fins protege. Eu, que de tal senhora não recebo Mil favores, que a vejo dar aos outros, Que tão mal concebi suas promessas, Que lancei pelas geiras do futuro, Sem proveito, sementes d'esperanças, Pretendo que meu nome, ora esquecido, Meu nome, que o poder tão mal afaga, Viva longo nas aras do conceito, Talvez no coração da minha gente; Viva sempre seguro na memória Daquelles que applaudirem meus esforços.
Página 636 - Porém nunca aviltar-me pode o fado: Quem a morte não teme, nada teme; Eu nisto só confio. Inchado de poder, de orgulho e sanha, Treme o vi/ir, se o grão-senhor carrega, Porque mal digeriu, sobrolho iroso, Ou mal dormiu a sesta.
Página 492 - Que augusta imagem de explendor subido Ante mim se figura! Nu; mas de graça e de valor vestido O homem natural não teme a dura Feia mão da ventura: No rosto a liberdade traz pintada De seus serios prazeres rodeada. Desponta...
Página 428 - Tu não verás, Marília, cem cativos Tirarem o cascalho, ea rica terra, Ou dos cercos dos rios caudalosos, Ou da minada Serra. Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia; E já brilharem os granetes de ouro, No fundo da bateia.
Página 622 - Dos olhos scintillando fogo ardente, Sedento do inimigo, O heroe, a cuja fama é pouco o mundo. Já!... Que horror! entre fogo, entre alarido, Chove o bronze mortifera granada; Cruzam lanças, a hoste se derrama... Exulta, ó Mazurépe! o belga cede, Antes o brazilio raio Tudo é pó, tudo é cinza, tudo.

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