Livro do centenario (1500-1900)

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Impr. nacional, 1900 - 506 páginas
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Passagens conhecidas

Página 88 - N'alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse; Se se pudesse o espírito que chora Ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse!
Página 17 - Pálida a cor, o aspecto moribundo, Com mão já sem vigor, soltando o leme, Entre as salsas escumas desce ao fundo: Mas na onda do mar, que irado freme, Tornando a aparecer desde o profundo: "Ah! Diogo cruel!
Página 2 - ... de Portugal, e fazem uma harmonia quando um homem vai por este caminho, que é para louvar ao Senhor, e os bosques são tão frescos que os lindos e artificiais de Portugal ficam muito abaixo.
Página 16 - E' fama então que a multidão formosa das damas, que Diogo pretendiam, vendo avançar-se a nau na via undosa, e que a esperança de o alcançar perdiam, entre as ondas com...
Página 17 - Com fazer-te a meus rogos sempre humano. Fugiste-me, traidor, e desta sorte Paga meu fino amor tão crua morte? Tão dura ingratidão menos sentira, E...
Página 2 - É muito salubre e de bons ares, de sorte que, sendo muita a nossa gente e mui grandes as fadigas, e mudando de alimentação com que se nutriam, são poucos os que enfermam e estes de-pressa se curam.
Página 18 - E nem se atrevem a chamá-la, e temem Que desperte assustada e irrite o monstro, E fuja, e apresse no fugir a morte.
Página 104 - Sonho as mais azuis diafaneidades que fuljam, que na Estrofe se levantem e as emoções, todas as castidades da alma do Verso, pelos versos cantem. Que o pólen de ouro dos mais finos astros fecunde e inflame a rima clara e ardente... Que brilhe a correção dos alabastros sonoramente, luminosamente. Forças originais, essência, graça de carnes de mulher, delicadezas...
Página 18 - Entram emfim na mais remota, e interna Parte de antigo bosque, escuro e negro, Onde ao pé de uma lapa cavernosa Cobre uma rouca fonte, que murmura, Curva latada de jasmins e rosas : Este logar delicioso e triste, Cansada de viver, tinha escolhido, Para morrer, a mísera Lindoya. Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva, e nas mimosas flores ; Tinha a face na mão, ea mão no tronco De um fúnebre cypreste, que espalhava Melancólica sombra.
Página 67 - CÍRCULO VICIOSO BAILANDO no ar, gemia inquieto vaga-lume: "Quem me dera que fosse aquela loura estrela. Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!" Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme: "Pudesse eu copiar o transparente lume, Que, da grega coluna à gótica janela, Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!" Mas a lua, fitando o sol, com azedume: "Mísera! tivesse eu...

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