Camões, Os Lusiadas e a renascença em Portugal

Capa
Ernesto Chadron, 1891 - 324 páginas
 

Opinião das pessoas - Escrever uma crítica

Não foram encontradas quaisquer críticas nos locais habituais.

Outras edições - Ver tudo

Passagens conhecidas

Página 101 - No' mais, Musa, no' mais, que a lira tenho Destemperada ea voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida! O favor com que mais se acende o engenho, Não no dá a Pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Duma austera, apagada e vil tristeza.
Página 89 - Do justo e duro Pedro nasce o brando, (Vede da natureza o desconcerto!) Remisso e sem cuidado algum, Fernando, Que todo o reino pôs em muito aperto; Que, vindo o Castelhano devastando As terras sem defesa, esteve perto De destruir-se o reino totalmente: Que um fraco rei faz fraca a forte gente.
Página 67 - Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te Quão cedo de meus olhos te levou.
Página 42 - Naquele engano da alma, ledo e cego, Que a Fortuna não deixa durar muito, Nos saudosos campos do Mondego, De teus formosos olhos nunca enxuito, Aos montes ensinando e às ervinhas O nome que no peito escrito tinhas.
Página 75 - Ó glória de mandar, ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça C'uma aura popular, que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, Que crueldades neles experimentas!
Página 298 - Aquellas duvidosas gentes disse, Com palavras mais duras que elegantes, A mão na espada, irado e não facundo, Ameaçando a terra. o mar eo mundo: XV Como?
Página 67 - Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste.
Página 45 - O cheiro traz perdido ea cor murchada: Tal está, morta, a pálida donzela, Secas do rosto as rosas, e perdida A branca e viva cor, co a doce vida.
Página 91 - Nenhum que use de seu poder bastante, Para servir a seu desejo feio; E que por comprazer ao vulgo errante Se muda em mais...
Página 61 - Que inda a longa memoria, que me alcança, Me não deixa de vós fazer mudança, Mas quanto mais me alongo, mais me achego Bem poderá a Fortuna este instrumento Da alma levar por terra nova e estranha, Offerecido ao mar remoto, ao vento. Mas a alma, que de cá vos acompanha, Nas azas do ligeiro pensamento Para vós, águas, voa, e em vós se banha.

Informação bibliográfica