Estados Novos, Estado Novo, Volume 2

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Imprensa Da Universidade de Coimbra, 30/09/2009 - 450 páginas
Desde 1982 que o autor se dedica predominantemente ao estudo do Estado Novo de Salazar, tendo trabalhado antes, ou em simultâneo, sobre temas como o liberalismo e a contra-revolução, a Restauração, a Historia da História e a História da Universidade. Para além de alguns livros sobre o Estado Novo, foi escrevendo vários artigos, publicados em Portugal e no Estrangeiro. Foi com base neles e em textos escritos para as aulas de um seminário sobre o mesmo tema, lecionado durante vários anos, que escreveu este livro. O seu título Estados Novos, Estado Novo tem uma razão fundamental. Considera-se que os vários movimentos que se cruzaram e convergiram no Estado Novo de Salazar tiveram uma conceção do que deveria ser "o seu" Estado Novo. O mesmo se passa se compararmos o Estado Novo de Salazar com outros "Estados Novos" que se formaram na Europa e que procuravam uma via diferente do Estado demoliberal ou dos Estados comunista ou socialista. Assim sucedeu com o fascismo italiano ou o nazismo alemão, cada um com a sua história, sendo de notar que o nacional-socialismo se formou a partir de uma noção de "Raça" e de Império Alemão, com um arreigado anti-semitismo, que conduziu à "Solução Final" e ao "Holocausto," criando a ideia de que ele constituiu o único e verdadeiro "totalitarismo." Ao longo de quatro partes, o autor procurou, nos seus capítulos, a maioria resultante dos artigos citados, caracterizar o "Estado Novo" e os "Estados Novos," mostrando a relação entre aquele e estes, nos aspetos políticos e culturais, distinguindo o conceito propagandístico de "originalidade" do regime de Salazar do conceito objetivo de "identidade," que na verdade caracteriza cada uma das conceções e das práticas de "Estados Novos."

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Acerca do autor (2009)

Dedica-se à História Contemporânea, sobretudo ao Estado Novo de Salazar, sobre o que escreveu o livro A Universidade e o Estado Novo (1999). Membro do Senado da Universidade de Coimbra durante mais de 10 anos e candidato a Reitor nas eleições de 1998, tem investigado e feito algumas intervenções sobre a Universidade e o ensino em geral, em conferèncias, comunicações em colóquios, revistas e jornais. Pertence também ao conselho Científico de várias publicações, entre elas da Revista de Historia de las Universidades, da Universidad Carlos III (Madrid ). Publicou, em Portugal e no estrangeiro, vários textos sobre o ensino, em especial sobre o ensino superior, e a Universidade em particular, sendo, por exemplo, co-autor do livro quadrilingue de divulgação intitulado Universidade de Coimbra, autor do capítulo "Edad Contemporánea: hacia la(s) universidade(s) del siglo XXI," publicado na Historia de la Universidad de Salamanca (2006), de ensaios para debate como A Universidade e as condições da Imaginação (Cadernos do CEIS20, 2008), do capítulo "University, Society and Politics," da obra coordenada por Guy Neave e Alberto Amaral Higher Education in Portugal. 1974-2009. A nation, a generation, publicada (CIPES, 2009), e com Angelo Brigato Ésther, Que Universidade? (2014). Elaborou 1986, a pedido do reitor Rui Alarcão, um estudo sobre a reorganização da Imprensa da Universidade, que foi recriada em 1998, pelo reitor Fernando Rebelo.

Informação bibliográfica