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tal arte,que

nada fica

por ver,& muyto que imitar nos exemplares sanctos desta sagrada Religiàm, & no Autor a modestia , & bom eftylo com que escreve, sem offensa de Particulares, edifi cando a todos;pera o que deve sahir a luz este primeyro tomo. Lisbòi no convento de nossa Senhora da Graça, em 20. de Ourubro de 1644.

OP.M.Fr. Antonio Bortado.

P AR EC ER, E APPROU AVEAM DO MV.YTO Reverendo P.M.Fr. Adriam Pedro,da sagrada Ordem de Sanctissima Trindade, Doutor, & Meftre em Theologia, Qualificador do s.Officio

, & c.

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Muyto Reverendo Padre Mestre Balthezar Telles he o
Autor delta Chronica, da insigne Religiam da Compa-

nhia de IESVS,da Provincia de Portugal(que por mandado do concelho géral do Sancto officio vi)nella nam achey cousa alguma contra nossa sancta fé, ou bons costumes , antes os raros exemplos de virtude,& mortificaçam,que nella se referem, podē servir de grande utilidade a todos os que a lerem, porque como disle o grande Doutor S.Basilio: Illorum enim qui in fide claruerunt hiftoria,veluc lucem quamdam Dei cultoribus ad virtutis uter ostendit: grangeādo o Autor o devido respeyto a sua illustre Religiam,com a rela: çam de progenitores tam infignes.

Scilicet eft olim ius rerum in semine certa,

Et referunt animos fingula quaque Parrum. Lisboa, no convento da Sanctislima Trindade,em 10.de Novem. bro de 1644.

OD:Fr. Adriam Pedro.

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PARECER, E CAP PROU A CAM DO MUITO
Reverendo P. M. Fr. Gaspar dos Reys da Sagrada Reliçiam do Carmo,
Doutor, & Lente jubilado na Sagrada Theologia,

Qualificador de s.Officio,c.

I este livro da segunda parte da Chronica da Sagrada Reli-
giam da Companhia de IESVS, Autor o Reverendo Padre

Balthezar Telles, Religioso muy douto, & muy conhecido por outras obras da mesma familia. Nam tem coula

que seja cont'a pilla sancta fê,& bons costumes antes me parece historia a to

dos

gúas vidas de varoens illustres,& que morreram com fama, & credito de fan&tidade, milagres,& outros louvores, deve ser a impressam com os protestos que apontam o nosso Padre Lezana rom. 4. quast. Kegul.verbo Sanctorum cultus;num.9.& io. pera se facisfazer ao decreto de Vrbano VIII. dado em 13. de Março de 1625. que começa Sanctissimus Dominus nofter,&c.o qual decreto refere Diana part.4.fol.mih 280.& confirmou o mesmo Papa,em . de Iulho de 1634. Neste convento de nossa Senhora do Monte do Carmo desta cidade de Lisboa,em 2 3.de Novembro de 1646.

D.Fr.Gafpar dos Reys.

PARECER E APPROU À CAM DO MVYTO Reverendo P. Fr.Ignacio Galvam da sagrada Religiam de S. Domingos, Doutor em Theologia, Mestre da Ordem, Qualificador

do Santo Officio, &c.

E

Ste sexto livro da segunda parte da Chronica da sagrada
Religiam da Companhia de IESV,da Provincia de Portu-

gal,nam tem cousa algúa contra nossa fé Catholica, ou bõs costumes, antes todo elle està cheyo de motivos pera exaltaçam da fé,& de exemplos pera reformaçam de costumes, com grande gloria da mesma Companhia,da qual tantos, & tam insignes 10geytos,em letras,& virtudes tem sahido,& fayem, dos quaes podemos entēder aquillo Dan. 1 2. 3. Qui adiuftitia erudiūt multos,quasi ftella, c.O eftylo desta historia, as palavras,& o concerto, com que o muy Reverendo Padre Doutor Baltheżar Telles Autor delle difpoem as cousas que trata,he tam subido,& cam bem ordenado, ao proveyto

de quem a ler,que nam deyxou de me servir de grande edificaçãm, & affim me parece que he dignissimo de fahir a luz. S.Domingos de Lisboa, 11. de Dezembro de 1646.

M.Fr.Ignacio Galvami.
Licença do Tribunal da Sanēta Inquisiçam.
Istas as informaçoens podese imprimir a segunda parte da
Chronica da Companhia de IESVS, da Provincia de Por-
tugal, Autor o Padre Balthezar Telles,& depois de imp: èf-

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la

licença perá correr,& femella nam corretâ . Lisboa 11. de Dezembro de 1646.

Fr.loám de Vasconcellos. Pero da Sylva de Faria. Diogo de Sousa.

Francisco Cardoso de Torneo. Pantaleam Rodrigues Pacheco.

Licença do Ordinario.

podese imprimir. Lisboa 6.de Dezembro de 16 44.

o Bispo de Targa. Licença de Mesa do Paço.

1

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Ve se possa imprimir este livro, visto as licenças do Sancto
Officio,& Ordinario,& depois de impresso,torne pera se tay-

. xar,& lem isso nam correrá. Lisboa 9.de Dezembro de 1645.

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Conferencia. E

Sta segunda parte da Chronica da Companhia de IESVS.

composta pelo muyto Reverendo Padre Mestre Balthazar selles, está conforme com o seu original.Lisboa no Convento da Sanctissima Trindade,em 8. de Iulho de 647.

O D.Fr. Adrian Pedro.

Licença do Tribunal da Santła Inquisiçam.
V Ifto estar conforme com o original pode correr este livro.

Lisboa 12.de lulho de 1647.

Pantaleão Rodrigues Pacheco. Fr.loam de Vasconcellos. Diogo de Soufa.

Francisco Cardoso de Torneo. Pero da Sylva de Faria.

Taxa da Mesa do Paço.
T Aram este livro em mil reis em papel. Lisboa 18.de Agosto
Ribeyro.

Cazado,

Coelho.

LIVRO

Chrilo de
Iss2.

Cipankia 13.

IHS

LIVRO QVARTO
DA CHRONICA
DA COMPANHIA DE
IESV, NOS REYNOS

DE PORTVGAL.

ERECE

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CAPITULO 1: em Portugal,& suas conquistas

: Continua em seu governo o P.

contamos a sua sahida pera RoProvincial Diogo Miràm; ex

ma , & a sua ultima jornada pe

ra o céo;dissemos dos delgoltos ercitamse os nossos no Collegio a aquella ausencia causou;assim de Coimbra em grandes morti ein algúns seculares de föra,coficaçoes : &de buma publica casa. Nesta segunda parte ve

mo em muitos Religiosos de disciplina, que tomàram pela

remos comoDeos nosso Senhor, mesma cidade.

na falta do Padre mestre Simam,

parece que tomou à sua conta, como Deos A primeira com particular cuydado, o go-tomou à

verno d'elta Provincia; & hire- Jua conia Chronica mos continuando com os suc- efa Proceffos restātes do anno de is $2.

vincia.
fundaçam, que eram 1 3.daCopanhia,ema
& progref- ||ficamos,& vēdo o que

succedeo
fos d'esta Provincia, no tempo

na Provincia (sendo Provincial em que a governou o Padre M. o P.Diogo Mirám)& no ColleSimam Rodrigues, de muy San- | gio de Coimbra,que governava eta vida,& saudosa memoria, pe

o P.Manoel Godinho. ra todos os da Copanhia delesu,

Sucede muitas vezes,

I

parte d'esta

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contamos a

2

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Chrifto de depois de alguma grande in çam,de rara humildade,&nota

Ca nha 1552. vernada, que antes de se cocer vel mortificaçã ; jejuavá muitos 13: tar o cèo toldado, se despede o

dias na somana a pam, & agoa; temporal com hũa grande tro

trazia continuo cilicio , vigiava uoada,& apos ella se segue logo grande parte da noite em òraserenidade alegre , sol claro, & çam, Foy homem de grāde chatempo bonançolo, que por isso ridade, que era nelle mais de el o outro tomou por empreza hū timar, pela severidade de sua pel fermoso Sol,cercado de escuras soa, & alpereza, ý guardava en nuvens, animando este seu em leus cultumes: eram finalmente blema co a letra,Poft nubila clarior taes seus procedimentos, ģ muiexit: assim sucedeo por este tēpo tos o queriam comparar ao Ana provincia de Portugal

, porø || postolo doOričte,dizēdos como depois dos desgostos paffados, testifica o nosso historiador Cgé- Orland. in levancàram a mareca, de @ falla-ral)4 no mesmo foro tinhã o P. hb. Genet; mos no fim da i.parte, amāsäram|Diogo Miràm em Portugal, 4 ao as ondas, ficou a nào quieta, & S.P. Frācilco de Xavier nalndia.

refrescãdo do cèo a viraçam do 4 Seguia bê suas pisadas o Do novo espirito do Senhor , começou a P. Manoel Godinho, Reytor do

fervor, & surgir,& a nauegar prospera,co | Collegio de Coimbra,dequēpor
espirito, tal bonança, que nam he crivel, vezes falamos na 1.paste, doqual Park.lib.i.
Je levātou
noćollegio

quam grande foy o celestial fer era Religioso de rara virtude,de
vor,que

neste répo, como fogo muirà òraçam , & ainda de ma- P. Manoel bra. do céo, se ateou em toda a Com yor mortificaçam; nelle se acha- Godinho panhia de Portugal; que bě po

vam em grao muito conhecido foy homem demos aqui applicar o que disse

omõte de myrra,&o outeiro de muito mor Cursioa sobre o tempo em que

tificado.

incēlo, aonde o diuino e Esposo governou em Roma Trajano, desejava subir; nelle recendiam Cat.c.4.0.6 peitate fübi ý fucedeo ao Emperador Ner

a myrra da mortificaçam, &o montémyrta ferenitate va(porque a este parece allude, incenso da òraçam; mas a ven-colléthuris

. Nó ergo re- conforme a bõs autores)gde tas tagem, que faz o monte ao ouvitescit for maneira,diz, serenou as tépefta- teiro, essa fazia neste bom PaHorec impe des passadas, q co seu bõ gover dre a mortificaçam animosa, a

no começou de novo o imperio ||òraçam affectuosa. Viose bem
Romano, nam sò a reverdecer, em seu governo quanta força
mas tambem a florecer.

tem o exemplo do que rege, pe-
3 A todos hia diãte no exéplo ra arrebatar apos fy os que
6 P. Provincial Diogo Miráni; delam regidos . Nam se trata-

lua pessoa jáfalamos na primeira va de outra cousa neste tempo Par.1. lib.i. parte b; era homé de muita óra no Collegio de Coimbra, mais

que

d

C.18.a n. 2.

de Coim

e

Quint. Curtius 1.10.

.

tium.

b

C. 20.à n.s.

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