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CAPITv Lo 1.

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|DA CHRONICA
DA COMPANHIA DE

IESV, NOS REYNO S
- DE P o a Tv GAL. . *

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|larga materia por caufa do muy

to que havia que contar da cafã
de Sam Roque, agora voltare-
mos ao Collegio de Coimbra,
do qual ha muyto q fahimos,&
veremos como nette anno foy
provido de fuperior novo: era

nho, útinha focedido(como dif
noel Godinho era o Minitro

do Collegio, & a fua eleyçam
pera fer Reytor, foy na falta

ldo Padre Vrbano,que fe viera a | Lisboa(por caufa da mifsâm da

India,da qual logo falaremos)

no de 1 553. prover aquelle
Collegio de Reytor. Habitava
nelle o Padre Leam Hériques,

Y de

nelle Reytor o P. Manoel Godi- a
| 1. p.lib.2.c.

femos ") em o anno de 1 552 ao

P.Vrbano.E porque ete P. Ma

fey neceffarionete mefmo an

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|DA CHRONICA
DA COMPANHIA DE |
| IESV, NOS REYNO S | •
• • DE P o o Tv GAL. • , ." -

* * • * ( , -
| larga materia por caufa do muy-
to que havia que contar da cafã
de Sam Roque, agora voltare-
mos ao Collegio de Coimbra,

cA PITV Lo 1. A

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do qual ha muyto q fahimos,&
veremos como nette anno foy
provido de fuperior novo: era
nelle Reytor o P. Manoel Godi-

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os ko na Companhia apótamfo algumas appariruns no |taveis que fez,pelas quaestra

muyvenerado naquela
Cidade.

Ornamos outra
vez nete quinto
livro a continuar.
com as coufas do

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femos ") em o anno de 1552 ao

noel Godinho era o Ministro
do Collegio, & a fua eleyçam
pera fer Reytor, sò foy na falta

1 do Padre Vrbano,que fe viera a

iLisboa(por caufa da misâm da
India,da qual logo falaremos)
fey neceffarionete me{mo an-
no de 1553. prover aquelle
Collegio de Reytor. Habitava

nele o Padre Leam Hériques,

Y de

P.Vrbano.E porque ete P. Ma- •

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|cutumes, & por eta rezam, quando ainda nam tinha mais].

|mo Pontifice.

tavel cuydado ao etudo da fa|gradaTheologia, porque fóra

} & he huma liçam muy necef|faria aos ouvintes; & #

| nos metres,que a enfinam,grã|des letras, & grandes noticias

tava muyto de communicar

de cujo illutre nacimento, &

entrada na Companhia, faley | na primeyra "parte; & procedeo elle logo com tanta perfeyçam, que fendo mancebo na idade, parecia velho nos

que vinte & tres annos, lhe deram ordens de mifa, com particular difpenfaçam do Sum

2. Logo fe deo com no

da Companhia tinha etudado Canones,& em huma, & outra faculdade fahio muy douto; & ele foy o primeyro que em Coimbra leo aos nofos Religicfos,das portasa détro, Theo

logia moral, que contem sò

mente Cafos de confciencia,

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dos principios da Theologia

efpeculativa, & dos fagrados|

Canones, como tinha o Padre Leám Henriques, as quaes reconhecia bê nelle o celebre Doutor Martim de Afpilcueta

Navarro (que entam era Cathedratico de Prima do De-l

creto Canonico na Vniverfidade de Coimbra) que tinha fi do feu metre; & por iffogof

com o Padre Leâm Henriques

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algumas duvidas, & difficulda- Anno da

des fobre cafos de particular importancia , & lhe remetia outras vezes os que o hiam cõfultar em pontos importantes de confciencia , pela grande fatisfaçam, que tinha nam menos de fuas letras, que de fua

penitentes, que compoz,& im

nhia de IESVS, porque antes de entrar na Companhia, fe chamava Dom Leâm Henri

fe prohibio na fegunda o Congregaçam géral. " De tambõ metre,como foy o P. Leam Henriques, tiveram principio as liçoens de Cafos

| de confciencia, que em fuas efcholas meteo a Companhia, &

o fuccefo adiante, foy mofo trando de quam grande proveyto fam efas cadeyras na Igreja pera os Parochos, & mais confeflores, que tem à fua conta encaminhar as almas. Alem detaliçam da cadeyra dos Cafos, fe occupava o Padre Leâm Henriques, em fer confeffor dos Irmãos de cafa, & em prégar, & enfinar a doutrina; & tudo ele fazia com

ltam grande cuydado, & ap

_Pica

prudencia,& virtude, & como | a tal o alega,& louva no infig|ne Manual o de conf.flores, &

primio, nomeandoo por Dom Leam de Noronha da Compa-|

«ques de Noronha; permitindofena Companhia ete Dom, a quem antes o tinha, atè que |

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nete tempo em todo o Collegio huma devotifima renovaçam dos votos, conforme outras que temos contado o no têpo do Padre Metre Simam Rodrigues,porèm eta teve de novo a folemnidade da nòva forma,que fe aponta nas Conf.

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mos.

4 Tambemfymy bem

|aceyta da gente de fôra eta

eleyçam do Padre Léàm Hen: èralmente era na cidade de Coimbra.jul. gado por homem fancto , &

milagrofo, afim pela virtude

que tinha pera curar endemoninhados (fegundo adianteveremos) como tambem por

hum cafo, que fbcedeo em

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grandes enfadamentos, metido em nuvens de trifteza, & malenconia, entrou em tal defeperaçam, que por intineto,& confelho do demonio fe deliberou em fe matar por füas Proprias mãos, & nam foy ef. te o primeyro a quem o commuminimigo perfüadio femelhante disbarate ; como fe achaffe algum remedio pera huma vida atribulada." E como, nete negocio tinha efte miferavel por guia o Princepe das trevas, efcolheo huma c{cura noyte, de grande tempeftade, pera por em effeyto ef te efcuro, & defatinado intento. - Sahe, o miferavel de fua caía, entre as trevas d'aquella

! te, fendo mayor a tormenta,

&o mais efeura a cerraçam de fua trite alma; levava con |

figo o intrumento do laço, com que determinava de fe dar garròte, defenduran huma arvore. " " " ... * 5 Começa a entrar pela ponte do rio Mondego, peo rahir demandar huma olivey. ra, das muytas que há ao fa

tempetade lhe fahe ao eno

Coimbra, que entam andava ! !

- - - -

Y2 contro

contro

tiofe CII).

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tenebrofa,& tempetuofa noy

hir da ponte; eys que fübitamente àquellas horas; em tal | Iugar, & em tempo-de tal |

P. Leám Henriques

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