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geral o B. Padre Francifco de | Borja, diante do qual, com nos | tavel zelo, tratou o Padre Ig

nacio de Azevedo do bem da

conversàm das almas da India, & do Brafil, que era o ponto que levava a feu cargo; & como bom procurador, nam quiz que fe difefe delle q etando defcanfado em terra, tratava dos que navegavam pelo mar, & que negoceava a hida dos outros pera a India , deixandofe ficar em Portugal ; & (que fallava nos que andavam deterrados pelos matos do Brafil, pafeando ele nos campos de fua patria; tratou em fim de fer verdadeiro follicitador, mandando outros, & hindo elle mefino. Logo com grande eficacia fe offereceo ao novo gèral, pera que o mandaffe a qualquer daquellas duas miffoens, cujo bem tanto procurava, ou á India, ou ao Brafil, pedindo huma dellas, já que nam podia navegar pera am" + • bas.

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tador do Brafil, que detama

Parte fogunda. Livro quarto.

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barcar. I # Oltoufe aPortugal

# o P.Ignacio de A

# # zevedo, depois de

- fazer todas as infrancias pofveis pera ajornada da India, ou do Brafil; &logo no anno de 1566, o nomeou o B. P. Francifco de Borja, novo gèral da Companhia, por Vifineira jà de longe o chamava Deos pera a gloria do martyrio, querendo q daquella primeira vez foffe pafear a carreira de Portugal atè o Brafil, pera que tornãdo depois, como forte vécedor, mereceffe o pario, & levaffe a coroa. Notavel foy a próptidam, & alegria, cõ q ete Illutre varàm fearmou pera ef. ta trabalhof emprefa, qtãto cõ

CIVII ao

der, q havia de fer em terras tã incultas, entre géte tambarbara, aõde a cruz feria mais feca mas teria melhor merecimêto, fêm eperar outro qualquer cõmodo téporal, é a natureza humana he tam futil,& interecei ra, que talvez até entre cruzes quer achar fiores. 2. Logo fe embarcou na primeira occafiam que fe lhe ofereceo, porque aonde o de fejo da falvaçam dos proximos he grande, nem há detença,po occafiam de defpachos, nem ho embaraços por falta de matalo tagem. Partio de Lisboa com

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mayorgoto recebia,por enten

do todas as Capitanías, Col

legios, Refidencias, & Aldeas, por onde os nofos Religiofos andavam ef>alhados, cul

tivando aquella tam etendida, & trabalhofa vinha. Tal era o zelo, & tam cordeal o affecto , que o Padre Ignacio de Azevedo motrava da

"filvaçam das almas daquelles

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vangelho. Concluida a vifita continuou o Padre Ignacio de Azevedo com o cargo deprovincial do Brafil, & havida licença do Padre géral, fez volta a Portugal,nam pera deixar o Brafil, & pera fugir dos trabalhos que nele achou, que itosó fazem os covardes, mas pera bufcar mais gente, & chamar outros pefcadores, que o ajudafem a tirar as redes que deixava lançadas nos màres vatifsimos d'aquellagrande gentilidade, nam menos barbara nos cutumes, que defemparada de metres. Defembarcou em Lisboa, partio logo pera Almeirim, aonde

letava elRey Dom Sebatiam,

proposlhe a embaixada, que da parte de Deos lhe trazia,em nome daquellas tam etendidas

|terras, & incultas gentes, pera |que, como Rey, acudiffe ao de

|fêmparo de tantos vafallos,que

o cêo lhe tinha acrecentado a fuas gloriolas conquitas. Tratou logo elRey de favorecer tam fanctos intetos, & nomeou pera Governador daquelas artes a D. Luis de Vafconcel los de Menefes, fidalgo de muito valor,Cómédador da Vallada da ordem de Chrito,&filho de Dom Fernando de Menefes; & ao Padre Ignacio de Azevedo mandou fazer, com toda a liberalidade, os gatos pera fua pef. foa, & pera quantos Religiofes fofem com elle. 4 - Nam fe aquieta o ele. mento fôra de feu lugar natural,nem pôde ter defcanto o ef. pirito afervorado de hum zelador das almas. Em quanto oGovernador Dom Luis de Vafcõcellos fe preparava pera o Brafil, quiz o Padre Ignacio de Azevedo chegar a Roma, pera bufcar no Papa favores epiri.

tuaes, pois já tinha alcançado

| do benignifsimo Rey os tem

poraes. Muito fe alegrou em

| Braga aquelle grande Prelado

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quiz

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0Arcebi/po de Bragafeflejou a vindado P. Ignacio de Azeve

do.

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cio de Aze

vedo.

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Parte figunda. Livro quarto. Cap. VII.

quiz tambem ter parte em feus

fânctos merecimentos, dandolhe as boas vindas, & animãdoo a continuar com tam gloriofa emprefa; efcrevendolhe huma carta,na qual lhe dizia o fancto Prelado, que lhe tinha grandes envejas, & juntamente lhe mãdou outra carta pera fua San&tidade o Papa Pio quinto, na qual lhe encommendava o Padre Ignacio de Azevedo, que me pareceo por aqui, pera que por huma parte feveja o zelo d'ete fancto Arcebifpo, & por outra entendamos o conceito, que tinha do Padre Ignacio de Ázevedo; diz a carta d'eta maneira.

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3 I me/ma (ompanhia nas partes do Zra. {','aya Koma tratar com voou Sancidade alguns negocios de muita importancta, torantes á mo/?na Companhia: @ porque eu tenho tem conheci. dofia grande virtude, (C/ 0 dfjo que tem de fofrer trabalhos, G levar /obre/5 a Cruz de Chrfio, de que ele (deprezada 4 nobreza do mundo ) fe quz fazer verdadeiro imitador, afim 77,1 pobreza, abnegaçam,C} de prego de /y mofono, como tambem no zelo, Gr aproveitamento das alma, C7 no augmento da Kelgiam Chrfã,de que tem dado a todos boas mo/tras, afim nifa diccfe de Zoraga, aonde por alguns ao nos me ajudou muito, como nas partes do Zrfil, donde pouco vejo, mepareceo cou/a muito pia pedir a vo/a Sanflidade o queira favorecer, Qr o receba com aquelas paternaes entranhas, @r amorfo animo, com que cu. fuma recebergabraçar todas aquel. las cou/as, que ajudam ao culto divino, @r á/abaçam das almas: afim que vo/a Sanflidade o póde ter por hum varám apfholico, Gr cheyo do Spirito Santo, porque mo/a conta o tem todos aqueles que nofia Provincia de Portugal o conhecem: pelo qual todo ofavor que vo/a Sanflidade lhe mo/trar, @r toda a ajuda que lhe der, pera us ministerios, tudo tenho pera mim fêrá muito agradayel,Graceito diante de no/a Senhor, cujas vezes yo/a SanKlidade tem em a terra, ao qual clementífimo fenhor, peço acro/cente os amos de vida a vo/a Sanflidade, com os quaes lhe faça muito ferviço em a cerra. Ze Zraga quatro de 2íar

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Çr 170))".
O Arcebipo Primas.

Ete he o treslado fielmente tirado (conforme temos no cartorio de Coimbra)da carta,que neta occafiam efereveo ao PapaPio quinto aquelle tam fânéto, & tam zelofo Prelado, que foy honra da mitra de Braga, & ornamento da fagrada ordem de S.Domingos: & ete he hum dos mayores tetemunhos, & das melhores abonaçoês que podemos ter da virtude do Padre Ignacio de Azevedo, pois hum homem tam fanéto, & de tam raro conhecimêtodas coufãs de Deos, como era efte excellentifimo Arcebipo Primàs,

chama ao Padre Ignacio de A

zevedo, varam Apofiolico , @ cheyo do Spirito Santo; & tetifica que neta conta o tinham todos em Portugal. E quem bé conheceo a fynceridade dete infigne Prelado,& a verdade de fuas palavras,o pezo,& gravidade de fua pefoa, & o affento de feu maduro juizo, & quam alumiado era no conhecimento das pefoas, com quem tratava, bem julgará que nam podia dei xar de ter grande fundamento ete notavel tetemunho, que deo a fua Sanctidade acerca do Padre Ignacio de Azevedo. 6 Nam fe deteve elle em Portugal,antes, como fe foffe hú

relampago, que apparecendo no Oriente, como diz b Chrifto, com grande ligeireza voa atè o Occidente,afim correo efte rayo celetialIgnacio de Azevedo de Portugal a Italia; & em breviÍsimo tempo fez eta jornada. fem lhe ferem impedimento os caminhos tam compridos, nem as guerras, que entam ardiam por mar,& por terra, que aonde o efpirito tem azas, tambem a carne fente epôras. Em Roma deo conta de fua vifita do Brafil ao B. P. Francifco de Borja, beijou o pè ao fanátifsimo Padre Pio V. alcançou delle grandesgraças,muitas indulgencias, & reliquias de grande preço. 7 Entre outras trouxe huma de grande etima,que foy o retrato da Virgem Maria Senhora nofía,tirado muito ao natural pelo que pintou o Evangelifta S.Lucas, que fe chama

Nofa Senhora do Populo, que

atè entam fenam confentira retratar, pera mayor veneraçam de tam preciofa reliquia; eta fagrada imagem fez copiar,com particular licença,o B. P. Francifco de Borja,por hum tam infigne pintor, que com humagradavel engano dos ôlhos que a viam, nam fabiam fazer diferença da pintura, & do exemplar; & como reliquia de grande etima a mandou pelo Padre Ignacio de Azevedo à ferenifsi

ma Rainha de Portugal Dona

Cathe

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