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|- de Chrfio de 1 555 |

Trata de vir bu/car remedio 405 cati 7/03.

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atèpoder levar remcdio a todos. ra, enam temèra levar de hum 5.1 Refolueqfe emfim em J me{mo golpe cõ a vida da don

dar huma chegada a Portugal,

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• • : - |tivos de Tituam de quem lhe

cutava tanto a artarie , como cuta ao que vaycativo a fåhida de fua liberdade; o 3: ao defterrado o apartamento de fua patria arcada. E ainda muyto

mais intimulava ao fervo de Deos a fazer eta: jornada, & a fe vir lãçar aos pês do Rey clementifimo,o cuydado de acudir ao remedio das almas, &

confciencias daquelles pobres

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abundantes lagrimas, que derramava dos àlhos: epectaculo batãre pera abrãdar qualquer 'pcyro de ferro, quanto mais a hum coraçam de cera. Bemfe deyxa ver quam cortado de dor,& ferido de fentimento fi

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do com hús cativos, quando vinha bufcarregate pera todos, fe dividio deta maneira, fican

do lá com o amor, & vindo(e a Portugal com o corpo. E tam

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do Padre.

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|

bem

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bem pera que tivefem os feus cativos batantes prendas, de tam grãde affecto, lhe deyxou, como em refens dete feu amor, a feu me{mo companheyro, no qual afiãçava todos os bonsferviços,que com fua aufencia faltafem da fua parte aos feus amados prifioneyros. "

7 E pera que de todo nam viefe defacompanhado dos á

| atè trinta & tantos cativos, rel=1

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| CAPITVLo II.

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tivos tem Tituam, @y quantosynem morrendo nas mafmorras de -Argel, @r nasprifoens de 3tarrocos Grandes fam/enhor,os trabalhos, @ m/enas, que aqueles cativos alb padecem nos corpos,mas muyto mais finto ver as al

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mas de muytos, que tem perdida a h. berdade de que drido os dotou. Anda o demonio como tyrannountruzo poraqueles Reynos Africanos, jífinam contenta com os otouros,que camapor

direito lhe rendem va/alagem, quer

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no de Fez, tirando ofeptro áquelle | Rey;quizge o diabo ajudar dife/ou in- | fernal min/tro. Està muy ufano com a vitoria,levou diante do carro de fua /berba,como em triifo,duzentos Chrifiãos cativos/endo os pobres obrigados a reconhecer móvos fenhores, @ a experimentar móvas crueldades. Sirwafo Dofa. Alteza de lhe querer dar melhorfenhor, @ de contar entre/eus va/allos os que fiam cativos do Rey de Argelpera que gozem dapaz, que notes dito/os tempos logram os Reynos, Çr Senhorios de Portugal. • 4 Nam ha cou/a, fenhor, nfia yida,que mais fo filme, que a liberdade muytos querem antes vejo com a fazenda perdida , que com a liberdade arrifada,gralguns nam querem vida/e a ham depa/ar em cativeyropois, fenhor, muyto maisperigofo he o cativeyro da alma,ã a prifo do corpo; as alma; dos homens,por/ua natu

mana,que chegam os miferaveis cativo: aperder por aperto, o privilégio da liberdade, que tinham por natureza: pois com rezam dizia o Sabia o Grego, que nam havia nenhum homem cativo

no corpo,que fica/e livre na alma, @

teve o/oberbo Key de Argel em "Key

efa verdade mais certa he hoje 6774

Zerberia, do/* foy antigamente em Grecta. -Acu

a CZ..}íagefiado a ofie. dobrados catigros, G acodindo ao corpos,livrarà tambem as almas: ba rata afeyra,por cem cruzados no re/gatam a hum Chrfam, que cuilou a Chriifo preço infinito;à vña defe Se nhor derramãdo sãque por libertar ca. tivos,mam averà quê a recee derrama dinheyro pera remirChrfãos.Eu mo/ momeho de vender a mim, quando nam tiver co que re/gatar aos outros: nem averácoufa dia vida, que me ti. re de acabarfeyto carno por amor de Christo, entre os meus cativos de fuâm; darlheshey minha liberdade,

quando lhes nam po/a tirar feu cátiveyro: nam queroyner napatria quã. do deyxo a tantos Irmãos no difierro; Joáoyes b filmou mais o cativeyro de Egypto entre/ou irmãos cativos, que a liberdade de filho de hum Princepe entre os corte/ins de Faraó: nam } vidou o Conful o Romano, a quem daram a Koma a tratar do ro/gate dos/oldados cativos, trocar os prados Venafranos de Italia pela morte que em Africa tinha certa,eimãdo mais a honra,que a vida, (} querendo (1/2tes morrer cativo,ç} honrado, que viver livre, Çr afrontado: fo fez hum

reza, fim livres, mas he a dureza do

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carveyro,entre os otouros tam deshu- -" da

Cpanhia 16.

Inquirid.

. b

Ad Hebr.c. TI. num. à 5. Magis eligens afligi cum populo Dei, quã temporalis fo habere iucuditatem.

C An. Vrbis DIII. Vide Cicer. de 3. Et Val, Max li. 1. no

14

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foy tal a opiniam,que delle cõcebeo, afim pela pratica que lhe ouvio, como pelo que lhe tinham contado de feus procedimentos em Africa, que nem

nem as petiçoens do Provèdor, & Irmãos da Sancta Mifericordia de Lisboa, foram batantes pera o Sereniffimo Rey querer permitir,que o Padre Icàm Nunez Barreto tornaffe á fua a iísam julgando, que tam grandes talentos nam deviam etar ef

de Tituâm. 7 E porque o Padre intalva apertadamente,folicitando a icença, lhe repondeo hum dia Sua Alteza, que etivefe defcãçado,que ellefe lembraria de lhe comprir feus delejos, & o mãdaria a parte aonde nam sò achaffe os duzentos cativos, é deyxava em Argel, mas muytos milhares de almas, que o diabo tinha em peor cativeyro: ito dife o Sereniffimo Rey,porque tratava em feu penfamento de mandar o Padre Ioám Nunez Barretto á Ethiopia fuperior, cõ dignidade de Patriarcha;& peraito efcreveo logo ao Padre Ieronymo Nadal,que ainda naquelle anno de 1 555. era Cômifario de Hefpanha, dãdolhe conta dete (eu penfamento, &

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as lagrimas do proprio Padre,

condidos nas apertadas côvas |

pera que logo apontafe outro |

Cpanhia 16.

Trata elRey de dar o Padre a Ethiopia.

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- -

||thiopia, tratando muy de vêras

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ete piedofo Rey,como folicito || , , , - *
| Dhfe huma breve noticiadas

Pay de familias aos cativos de
Argel, & aos fcifmaticos de E-

de ocupar os grandes talentos
do Padre Ioam Nunez Barret-
to,ñam em hum canto de Afri-
ca em Tituám, mas em os lar-

gos Reynos de Preteloam,pro

curando remedio, & acodindo
com a verdadeira liberdade a

tantos povos remidos cõ o fan

gue, de IESV Chrito cativos

de fuas fipretiçoens , & prefos •
de fuas ignorâncias,que era fem] | o |

duvida peor gativeyro que o de

Berberia, & empreza muyto |
mais propria pera aquellegran-
de efpirito do Padre Ioäm Nu-|.

nez Barretto,que fenam podia!
demarcar com os limites de
huma sò Africa fronteyra a
Portugal, mas era bem que fe
dilataffe,por outra mais eten-
dida, pela qual podefe lar.
gamente pafear húeípiri-
to mayor que o o
mundo to ... o
do. • " ...
- (?) + o

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Parte fogunda Livro foxto. Cap. III. ######| - - - - - - -

CAPITVLo III.

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@Ois noshimos me

"Anno da

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2 Dam.deGo. es in Chron.

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& in lbello
de moribus
4thiop. ;
b
Diogo de
Cout. Dec.

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C Nic, Godin. de reb. Aba

cinor.l. 1.

Pia,

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