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Notaveis imo/tras de amor à C3 panhia ? 4 dava Dom Pedro de Almeyda.

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çando com fua muita prudencia, de quanto ferviço de Deos era eta obra do Collegio de Sanóto Antam,nam sò pelas ef. cholas, que aly haviamos de ter, & mais miniterios, que fe haviam de exercitar , fenam tambem por haver de fer aquel la cafa o commum hopicio, & como efcala dos gloriofosmifo fionarios, que quafi todos os annos manda eta Provincia pera a India, aonde elle tinha |fido teftemunha de vita, dos grandes ferviços de Deos, que os daCópanhia lá faziam; movido por etas rezoens efte illutrifimoPrefidente,tomou muito à fua conta eta obra ; elle em pefoa acodia ao campo do curral, & chegava a tomar a enxada na mám pera nos abrir os alicefes do muro da cerca, tal era a amifade que nos tinha, &tam grande a confiança que motrava; & na verdade pefoas illutres autorizam as acçoês mais humildes,&he pri, vilegio de verdadeiros fidalgos

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terem em femelhantes obras muy confiados. 1 1 A vita de tal pefoa,do qual, como de Prefidête da Camara, tanto dependiam os moradores do Curral,começáram a cefar as pedradas,&finalmente parte por força, com que effectivamente os ameaçava, parte com brandura,com que os obrigava, fe veyo a mitigar o furor daquella gente,os quaes fem duvida fe enganavam em cuydar que pretendiamos defalojalos do [eu bairro, porque ainda ho: jealy continuam, fem os defa pofarmos delle, como a imaginaçam lhes reprefentava; tam bem as muy religiòías Madres fe vieram aquietar, & o tempo lhes enfinou , que nada perdéram com nos ter por bons vifinhos. Do Padre con.

|feffor nam fey nada, mas tam

bem devia de feguir o pare

cer dos mais , cefando com

fuas excommunhoens, ás quaes,

fegundo he de crer, fó o mo.

via,nam a paixam contra o nof

fo Collegio, mas o zelo pelo feu

convento. Tendo em toda eta boa paz tãta parte ete graviffimofidalgo D.Pedro d'Almeyda, ao qual,e afeus illutriffimos def cédentes fempre confeffaremos muy grãdes obrigaçoês: vendo

fè bem nete fucefo, quanta ef.

ficacia tem a prefença de hum

varâm autorizado, pera aquietar

hum povo furiofo.

E 3 Con

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| Collegio de S. Antam,ficaràpe

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# Ntramos comete #23 -, e, #2 capitulo no anno {};

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qual jà fe contavam 14.da Companhia,& logo no principio dete anno trataram os Padres de mandar a Roma hom Religiofo de autoridade, que defe conta a nofo fundador S. Ignacio do etado em que ficavam as coufas detaProvincia, depois que o Padre metre Simam Rodrigues deixára o governo d'ella, & pera diante de fua Sanctidade acodir a alguns negocios de importãcia da mefma Provincia, é efpecial fobre o moteiro de Sam Ioam de Longavares (que elRey nos ti

nha dado, como difemos na

primeira parte, & fe moviam

duvidas nas bullas da uniám) &

tambem fobre a Igreja de Sam

Martinho de Alvoredo, porque

| como della nam tinhamos atè

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de 1 553. em o

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ra fe contar pelo tempo adiãre; agora entraremos a referir os fucefos do anno de 1 553.começando pela hida do P. Luis Gonçalves a Roma.

1.par.lib.3.

C.- 49

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vida: pera ifo encommendaram |
com grande cuydado ao Padre ||

Luis Gonçalves, de quem faziam toda a confiança,que lhes

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etas coufas, como porque nam |

fazia o Sanóto acçam alguma ainda das mais ordinarias, em que nam tiveffemos muito que aprender. • 3 Lévou neta occafiám o Padre Luis Gonçalves cartas de @ grande favor, & abonaçam da Companhia, & de fua pefoa, % lhe deo obenignifsimoRey,das quaes porey aqui algumas tref ladadas das que temos no Cartorio de Coimbra, pera que ve: jamos a opiniàm que efte grande Princepe tinha de nofla Religiam, & entendamos o amor com que tratava nofas coufas, &#d'aqui tiremos a rezām que temos de correfponder a fême

lhantes obrigaçoens; primeira

puzefie em lembrança tudo o l l .

- ""

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O P. Luis Gonçalves apontava todas asac çoens de S. Ignacio,

mente efcreveo fua Alteza ao
Papa Iulio terceiro a
carta feguin-
tC.

E 4 CAR

!

Chrifo de 1 553.

Cartapera oPapa Iulio III.

Dom Ioam o terceiro, pera o Papa lulio terceiro,em que lhe encommenda a Companhia, & o PaLuis Gonçalves.

# VITO fanto em

í muito bemaventurado Senhor: o vo/odeyoto,Q} obediente filho Zoom Ioam, por graça de Zeos,Key de Portugalgodos Algarves,díquem, Qr dalem marem Africa, fenhor de Guiné, Qr da Conqufa,navegaçam, comercio, Ethiopia, *Arabia, Perfia,GY da India,Orc.com oda humildade envio beijar feus fanfios pés. Xáuto fanfio em Chrfo Padre, Çr muito bemaventurado fenhor. O Padre Luis Gonçalves da Companhia de IESC), vay communicar com o Padre httfire Ignacio de Loyola, Prepo/ito geralda % (ompanhia, algumas cou/e della, pera bem defeu regimento nestesReynos. Pelo muito frui to que os Padres da dita (ompanhiatem feito, @fazem nofia partes, Gr nas da India,Zrafil@y Guiné, @ pelo bom exemplo que de 6 atégora tem dado,me obrigam aos favorecer no que pofo, Grpedir a vofa Santidade,co.

mopeço muito por merce, que em tudo

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|CARTA DELREY|{

bem dela, nfie Keyne, receba de) fa

ue a auta tampanhia for me farto, lhe o P. Luis Gonçalves pedir pera

C par hia I4

Santidade graça,G, merce, porque/é

confeguirà difo animalos, @ esforçalos, pera que tam/antia obra, @ de tam fantioferviço de Zeos, fampre em crecimento, como de tam bons, %

fantios princípios fe pera,porque, fegundo fou informado de meus Capi. raens@r Governadores, que naquelas partes da India, @ Zrafiltenho, do muito fruito que nas almas fêfaz por meyo da dita Companhia , parece que no/a Senhor nelas renova a forma da primeyra Igreja, de que vofa Santidade deve dar muitas graças a no/a Senhor,como eu faço.2áuto/antio em # Padre, Qr muito bemaventurado Senhor: Nofo Senhor por muitos tempos conferve a V. Santidade em feu fantioferviço. Efrita em Lf boa em 3o.de Janeiro de 1553.

5 - Nam fe contentou o fereniffimo Rey com eta tam afo fectuofa carta, que em abona. çam da Companhia, & recommendaçam do Padre LuisGonçalves, efcreveo ao Papa Iulio terceiro, fenam que tambem e{creveo outra com o me{mo afecto a hum Cardeal, de fua confidencia, que devia de ter entrada cõ S.Sanctidade, a qual porey aqui da maneira que a temos no cartorio do Collegio de Coimbra,poto que lhe falta jà ofobre efcrito,&porifonam me conta quê era ete Cardeal.

CAR

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Retam grande ofuita que os Padres

Quanto el Rey procu rava o daCompanhia.

da Companhia do MESO, n fies Rei-
nos, Ó Senhorios fonfeito nafaba-
çam das alma, @ he tam grande *
% que o tem, que por tamgrã- |
esprincípios/e/eguiram muitos pro-
veitos, 37 ajudopera akançar o ver-
dadei ro fim , queme pareceo cou/*mui-
to devida dar diffs conta afia Santi-
dade, comofaço, @ à vós rogarvos
muito,que pois a obra he tal, Çr parece
bem "pirada pelo Spirito/anito,o ju-
dois com fila Santidade,pera quefa.
vereço do cou/e da dita (ampanhia,
que forá octofém,pera com novasfer-
gas perfeverarem, Qr nam canfarem
em obra tam/antiagrtam necofaria
à Xeligiam Chrfã. |- - |-
7 . E porqueo ?adre Luis Gon-
cahes da dita Campanhia, vay a efa

Efrita em Lisboa, 3o. de Janeiro a
I 553.

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o 8 - Era nete tempo (como
difemos na primeira parte)em-
baixador na Corte de Roma
Dom Afonfo de Lancatro,
Commendador mòr da Ordem
de Chrito, & Alcayde môr da
villa de Obidos, o qual era fo-
brinho delRey,por fer filho de
Dom Dinis de Lancatro , &
nèto do Duque de Bragança D.
Fernando o fegundo, & da In-
fante D. Ifabel,irmã delRey D.

Manoel, pay delRey DõIoam
o terceiro, era efte illutrifsimo
fidalgo, éOITO tafI) parente del-
Rey, muy afeiçoado à Compa-
nhia, & nos tinha feito na Cor-
te de Roma muito bons officios,
em alguns negoceos de impor:
tancia, como foy na uniam do|
moteiro de Longavares, que.
como appontamos na primeira

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c. 15.

D. Afonf. de Lanca firo, emba xador em Roma, te moslhe

muitaobr gagam.

(orte, pera as requerer,vos rogo 772tit

Lib. 3. c.3 n. 5.

parte,

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