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_Anno de

Chrfio de
I 555.

. Perigo de que Deos o livrou

por meyo da àraçaõ,

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que totalmente fe efqueceo de fy,& do manifeto perigo, em á de repente fe vio precipitado, porque tomarido a cavalgadura por hum pafo de húa ferra muy etreyto,& alcantilado,refvalou por húa cota pendente, atè o deytar, rodando pela mõtanha, no mais bayxo da ferra, por cujas fraldas corria hum muy arrebatado rio,junto do qual (e vio obõ Padre goalmente metido no perigo,& fóra delle: & quafi no me{mo intante faudádo a morte, & appellando pera a vida; chegaram ao alto do monte nete tempo os companheyros,& vendo ao Padre cõa cavalgadura em bayxo, falteados de magoa, nam pelo que era, mas pelo que temiam que foffe,o foram bufcar, & cuydãdo que o achaffem morto, o achâram fem perigo, como fe vieffe cahindo nam pelos penhafcos da ferra, mas por colchoens de lã, que nam podia perigar quem tam feguro voava com a alma pelo cèo. 3 Era tam pontual nete fancto exercicio da àraçam,que cortava por todos os negoceos,

hü dia pera fe tanger a oraçam ..." da da cõmunidade, lhe deram re

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ólha podiam etorvar. Etandol

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16.

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|pede jornada,antes a facilita; E.

|raes a Roma, nam pafando dia

| cafos, que parecêram milagro

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Paris/57. Limão Cap. XXIII Goy

fa de alguma grande enfermidade,& cotumava a dizer o bõ Padre, que ouvir, & celebrar o divino facrificio da mifía, nam, tira,antes fôrra tempo,nem em

ete fanáto cutume goardou todas as tres vezes que foy de Portugal às congregaçoens gê

nenhum em que nam difefe mifa;nem lhe faltàram muytos

fos,com que Deos nofo Senhor

a diligencia defeu bom ferve, em nam deyxar nunca(porçou

peratuas devações com a Viro

quando mais rezavá... e, Deóstefaltava no exterior hía fingular compofiçam em fias,

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manifetou quão lhe agradaya |

fa de occupaçam, ou difficulda=| lde de caminhos)de dizermilla. |Trazia fempre hum rofario in|teyro,preto da parte do ombro, }&álem do tempo que tomava

gem Sanctifimaninguem ovia | fêm etas contas na mãm,como | (e etafofe à fila principal o%"| |cupaçam na vacancia dos of | goceos,que mais o cãiavam jul: |gando á entam melhorferiayo,

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deyxou de dizer fenam Pou- | cial encolhimento, & fofrida |-Anno da

humildade, façafe Deos meu vofa fanáta võtade. & com elte efcudo facilmente rebatia os

| golpes das ruins repotas.
6 Nas palavras era muy |

circunftancionado, & tam comedido que parecia que nam tinha payxam nenhüa, & que fabia refrear todos os primey. ros impetos, & q trazia em fua mâm o freocom que regia,governava,& fopeava asfêras mais bravas dos apetites humanos, vencendo a cada hum, como fe tiveffe imperiofobre todos,que etas fam as efclarecidas viéto. irias, que prometeo Ifiyas, o al

cançariam os fieis, em virtude | |lde Chrito crucificado,dizendo

| que o velho, & o minino com

húfo final, & ameaça fe fariam temer dos feros animaes, que reprefentam as payxoens do homem,fazendoas viver em paciifica irmandade.Nunca o viram irado, & fempre com a me{ma

quietaçâm, & ferenidade exte

rio#4ba tava peracõpor olfabditos;á nelle punham os ólhos. -Ez. Tinha grãde charidade cdm os de cata,vifitava todos os

dias muytas vezes os doentes,

ordenando ao enfermeyro que lhe defe repetida conta do ref

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nha doença grave, ou perigofa, nam defcã{ava, fazialhe aplicar

as méfinhas,âtè e gotar todos os remedios. Eticomédava muyto

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lavras.

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res,

"Anno da Cpanhia 1 6.

. Como fe

avia com os que fe 'emmeda

vam.

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Partigã LU777 Cap. XXIII. 6o7

respedindolhe com lagrimas a penitencià de feu erro. Agafalhou o bom pator aquella ove

nal lhe levava da manadarecebendoo com entranhas pater

animo, lhe diffe etas formaes palavras (como o noviço de: pois contava.)2em figfies,filho de vos tornardes cedo a ZDeos,a quem ca devieys de dar as cofias; venciosos a tentaçam,9 cah/tes,mas o Senhor, que por vós deofeu preciofo /angue, yos do também a mêmperavos levantartorridos? devos, grnam de outros/a

go, que com jardi fora do Colégio tantas horas,nem vofo mestre, nem os

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tanto o noviço, que teve d'ally por diante notaveis progresíds no caminho do Senhor prócedetido com grande exemplo;& *#*###

• 1er ouveíte nos

nhas,tambem haveria nos lub.

11. Deta fonte de charis

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lha perdida, que o lobo infer-|

naes,confolandoo,& dandolhe !

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bom nome que tinhais. Com etas) | |fanáas palavras, fahidas de ens |tranhas paternaes, aproveytou

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tiveram,do que os peníamétos motram o autór que tem; & | quem folpeyra mal dos outros,

nos dà licença pera nam cuyo |

darmos bem delle, porque como diz Sam Paulo,o no me{mo em que hum julga ao outro,dá fentençá de condenaçam contrà fy: m quo enim alum iudicas,re p/om condemnas.

12. Boa prova de qual era neta parte o Padre Miguel de Torres feja, que etando hum dia em pratica familiar, falando dos aftos das virtudes,vieram a tratar de quam falfa,& perigofa couta era cuydar, & folpeytar mal do proximo, & dizendo cada huma ete propofito, como em conferencia fancta, o que fentia dife o Padre Miguel de Torres,com huma fancta innocencia, Nam me lembra em minha vida. #### mal de outro,falso

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ldos,& na mfe governar por fof.

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-Anno da Copanha | 16. . .

Pe todos cuydava | 'ben.

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tio,o ha de fahir do Paço, mais que de pafo;avirtude que hum Religiofo ganhou na tua cella por muytos annos, perde com brevidade,quando troca o moteyro pela corte. Supota eta verdade nam ha duvida que merece mayor louvorquémetido no Paço entre cortefaõs vive como fanáto entre folitarios. Talfoy o bom. Padre Miguel de Torres,cuja virtude era tam conhecida,que havendo a ferenifima Rainha Dona Catherina,molher delRey Dom Joâm Terceyro, & irmã do Empe

rador Carlos Quinto,de tomar

côfeffere{colheo ao P. Miguel de Torres, pela grande fatisfa!

çam,

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