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Do nome

muytis terras, que lhe deo leu

o numero dos logeycos cresce.
marido Alvaro Prolix Telliz, do'no Collegio de Coimbra'atè
& ella depois as deo todas a es-chegar a 260.religiosos;ğ ainda
te molteyro do Pedrofo. Tam- nám eram muytos , a relpeyto
bem Aldozina Prolix, outra dó- i das muytas empresas;&missoēs;
na desta gèraçam, deo ao dito da gentilidade, ø deste notavel
molteyro quarto tinha desdo Seminario de varoés Apostoli-
Douro até Bouga. Gracia Pe cos se provém os mais dos an
lais, cavalleyro daquelle tempo, nos,pera as '

misloēs trāsmarinas.
tambem fez suas doaçõens â-
quelle mosteyro; o mesmo fize CAPÍTULO XXV.
ram Gonçalo Prolix, Alvaro
Prolix; Bona Pelais, Mendo Go-Como tratou o P. Miguel de
çalves,& outros muytos, que se | Torres fausparentes nesta-pri-
cõrem naquellas antiquissimas;
& efcuriffimas. escrituras , & he vança:& de como recusou ser
neceffaria muyta paciencia pe-Arcebispo de Braga : de sua
ra as ler, & levar até o cabo.

tornada pera Castella,&
Chamouse este mof-

remate de sua fandesle mol- teyro do Pedroso,nam por estar

cta vida. teyro.

fúvado entre pedras, & penhaf:
cos, porque antes he terra fer-

Stas mercès :fazia
til,& chā,senam porque fua in-

a serenissima Raia vocaçam-be dos gloriosos Prin.

nha Cốpanlia, cepes da Igreja S. Pedro, & Sam

no Collegio de Paulo,& dizé algúas escrituras, Coimbra,& outras muy grādes ģ a invocaçam era de todos os â casa de S. Roque de Lisboa,sē Apostolos,cujas reliquias aly er efperar né hű minimo final da távam; & chamase. Pediolo de parte doP.Miguel de Torres fcu Mortecaltro: a bulla da uniâm cõfeffor:& bę le deyxa ver, que The chama S. Pedro do Pedroso. qué era tam comedido em pe Outras muytas cousas fe pode dir mercès, & aceyrar favores como se riam cītar deste molteyro, que péra sua religiam, quā, izento;.& houve com deyxo aos curiolos de antigui-||qnā sacudido feria pera cõ seus seus pare. dades, pera o dito an, dei 156o. || parétes;muýtos dos quaes quã. em que se nos fez esta aniám, do fouberam em Aragam o grã

Com esta mercè, que ade valimento, o P rinha dianserenissima Rainha fezlap Polte da terenissima Rainha, lhe clMiguel de Torres feu cõfeflor, || creveram pretendendo por sua & com outras semelhantes, foy I'via alcançar favores reaca.,. &

algus

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tes.

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seu pro

se conta

algūs em pessoa vieram a Por dolhe huma vez a serenissima
tugal,esperando por sua via ał- | Rainha, que lhe parecia em tal
cançar mercès de tam liberal | negoceo, o bom Padre com lua
lenhora,com quem o P.Miguel costumada humildade relpon-
de Torres tinha cảm boa va deo, que a determinaçãm do
lia, fazendo estes parentes do || Sua Alteza lhe perguntava, per-
Padre,o que costumam fazer os || tencia ao Conlelho de estado,
parentes dos religiosos , que os ou à mesa da Consciencia, porø
nam buscam senam quando lhe | elle nam labia mais q absolver
sam neceflarios, pera seu a lua Alteza;à qual reposta re-
veyto,& entam nam sònos buf- || plicou huma vez a Rainha(em
cam algúas vezes, mas persegué-conformidade do

que
nos cada hora. Porém neste par da Rainha catholica D, Izabel
ricular nos deo o bom Padre hū sua avó.)O que eu quero saber sobre
raro exemplo a nós, & tambem | este negoceo he o vosso parecer, porque
os ensinou a elles, porque ainda entendo, que sò vòs me defenganaress,
que eram muy nobres, de tal

que o parecer dos letrados , & feljoas
maneyra se houve, como se co do conselho, sey que sempre favore-
talmente os desconhecesse, atè cem meu desejo

, & por effe refpeyto me que finalmente vendo elles leu ficam fospeyrosos. Porém nada era grande desapegamento de car bastante

pera

obom Padre re ne,& sangue,se volcáram pera o Tahir de seu grande comedin ē. Reyno de Aragàm, se bem der-to,nam querendo em nada ex

ontentes pelo verem tam seco, ceder o officio de confessor,que ao menos sacisfeytos pelo co como elle dizia, he pera abfolnhecerem tam fan to.

ver , & nam pera governar. E O mesmo que o Padre o certo he, que se aflim o fizelComo se Provincial exécutava com seus Tem'os confcffores dos Princèhavia nas parentes , goardava nas cousas pes teriam menos trabalhos, & cousas do to governo do Reyno, & pertē- || feriam mais bem quistos: & governo do

ciam a rezàn de estado;&ainda Reyno.

nem por isso descontentariam
que muytas vezes a sereniffima aos Reys;& tambem he certo, ģ
Rainha se queria 'aproreytar de a lerenissima Rainha se edifi-
lua muyta prudencia,pera o go cava muyto de ver hű religioso
verno do Reyno, elle a mostra. que assim procedia no paço, co-
va muyto mayor em se escusar mo le andasle metido no de-
de lemelhantes conselhos , sem ferto.
querer tratar de mais , que do a

3. Foy observátissimo da po- Desua poprecisamente pertencia ao offi- || breza religiosa, nē le podia aca- breza. Icio de confeflor: & perguntan bar cõ elle G comafle cousa nò.

va,

tva, zrazendo muytas vezes o ju- | Porto, & foy digniffimo Arce-
barn,& outras semelhātes peças | bispo de Braga) tracou a sere-
de vestido por espaço de quin- niffima Rainha de prover està
ze;& de virite annos.Offereceo-cadeyra Primacial no P. Miguel
Hepor muytas vezes a Rainha de Torres 'seù confeflor, como
peças muy ricas,imagés demuy- nos consta por tradiçam certil-
co valor,& reliquarios muy cu sima de Padres graves ; & anti-
riosos de grande preço, mas o gos daquelle tempo; apertou 2
pobre de Christo com o devido Rainha com o negoceo muy

de
reconhecimento,estimando em vêras,mas muyto mais de veras
muyro mais a preciosa joya da oregeytou o bom Padre, com
lanéta pobreza, se escusoa fem- | tam grande resoluçam , que se
pre de aceytar qualquer peça contentou lua Alteza com elle
Jestas: nem teve em toda a tua lhe nomear perloa digna da-
vida nenhúa outra mais que hūquella Prelazia ; isto aceycou o
i eliquario muy pobre, metido humilde confeflor ; nomeando-
ein hua bolça de couro, na lhe ao muy veneravel P.Fr. Luis
qual decencemëte trazia algoas de Granada,da lagrada Ordem
reliquias; nem se vio nunca tem de Sam Domingos,o qual tam-
leu aposento cousa algūs que ti- bemorecusou, & the apontou,
vesse sombra de curiosa ou de com gloriosissimo successo, ao
algūa valia, porque só a queria | Sancto varâm Fr. Bertholameo
ter com Deos i A imagem que dos Martyres, a quem nam.va-
tinha pera fua devaçam erą delléram as muytas escusas ý đeo:
papel:tirãdo de. fy coda a affey que assim fugiam entâm aquel-
çam as cousas da terra, pera cõ les fanctos das hõras,como ago-
mayor affecto a empregar nás ra outros as buscain.

Ś Na püreža;& honestida174 Hum cafo'ouve ém quede de sua pessoa procurava muy grade pies efte humilde servo do Senhor bem guardar a regra de seu grā- reza. -mpftrou bem a pobreza & hu- de mestre S.Ignacio,imitando a

rrildade de seu animo, porque pareza dos Anjos ; na limpeza Escužaje

vagando por este tempo a mi-de corpo,& alma. Nam se podia de fer Artra de Braga, por morte do Ar- acabar com elle visitar molhecebispo de cebispo Dom Balchezar Lim- res, sem muy precisa obrigaBraga. po(que foy religioso da sagrada çam. Nam escrevia, nem ainda

Ordem do Carmo,grande fervo fobre cousas espirituaệs a mo-
de Deos.& que tinha sido tam-lheres,ainda q fossem cidas por
bem confeffor da mesma Rai- sãctas,& muy grāde, & extraor-
nha D. Catherina , & Bi'po dol'dinario havia de ser o nego-,

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ceo

riquezas do ceo.

De fua

2

Lib.3.C.371

ceo que o obrigasse a lhe ref- gindoo em hum acidente, q teponder.

ve,disse ao Irmam que o servia, 6 Finalmente, por ordễ da

que ainda estava mais de vagar fanéta obediencia, le foy pera a do que queria,& assim foy que Provincia de Tolledo, da ma viveo treze dias depois de nnneyra, que també tinha ca vin

gido. do o P. Mestre Simâm, como 7 No fim delles entendediffemos na primeyra parte;a &

do

que estava jâ no olimo da postoque de Portugal

, por muy vida,desejou, com grandes affe. tas vezes, '& em especial sen ctos, tornar a receber o Sãctisli. do Vificador della o P. Pero da mo Sacramento, mas pela grade Fõseca,se delejasse,& procurasse difficuldade ğ havia em levar por todas as vias, que tornasse algũa cousa pera bayxo , pedio pera este Reyno, pera nos der

ao menos com ačenos, porque radeyros annos de sua vida con jâ nam podia com a boca,que o solar aos que por tantos tinha nam privaflem naquella ultima governado, & edificado; nunca despedida da vista, & participatracou de voltar, por dizer que çam do divinissimo Senhor en. nam queria vir buscar tamanho

cuberto,em penhor das esperā, gosto; até que no anno de mil ças que tinha de cedo, o haver quinhentos noventa & tres, de ver face a face; ouvio o clesendo de oytēta & sinco de ida mentiffimo IESVS os fanctos de,estando na casa profesia de rògos,& entranhaveis faudades Tolledo, lhe deo hữa rija febre, daquella bendita alma, & logo com hűa forte esquinencia, que com grande admiraçam de toem breve lhe impedio o co dos parodo mal da esquinēcia, mer , & o falar. Mandáram os & lhe deo tregoas por espaço medicos que logo lhe deflem o de hũa hora, na qual laçou logo Sáctillimo Sacramento por via

màm de tam boa ocasiam o viComo se

na lico, pera a jornada proxima, ślgilante fervo do Senhor , & peultima co tinha pera o céo, & ainda que o

dio ao Irmâm

que munham. bom velho disse com grāde le zesse a cama, concertasse a toa

gurança, que bem podia esperar lha ; & lhe trouxefle a éstolla, pera cömungar o outro dia, em

& o mais neceflario, pera recejejum,com tudo aceytou de boaber com decencia tam divino võtade a prèffa que lhe davam, || hospede , porque encam era perà cõmūgar,como em penhor chegada a hora, em que necesdo caminho,g táto desejava de fitava daquelle viatico pera o aprēslar. Em resoluçam

elle vi caminho desta vida, pera a ouveo muytos dias depois ; & un

Logo

ouve

lhe compo

tra.

Amo de

16

viatico co

с

'in Gen. Vi

vaçam.

ri pictatem

Anno da 8 Logo com todo o cuy reçe, que por iflo o melno SeChrifto de dado lhe trouxeram o Sanctil nhor com sua altissima providē- Copanzia 1555 firmo Sacranzento,& tanto que cia o trouxe por tantas partes

o lervo do Senhor vio diante das Provincias de Portugal, ItaRecebeo o dos seus olhos a seu Deos encu lia,& Castella,pera que em togrande des borto, rompeo diante de todos das, como de Abraham dille Theod.q.76 em hum suavislimo colloquio, || Theodorero, c

Theodorero, o todos tivesem

Ægyptijs pacomo se nenhum impedimento exemplos que aprender, & vir- reface et vitiv. sse pera falar, recebendo ao tudes que admirar.

ac religione
Senhor com hűa extraordinaria
devaçam,caulandoa muy gran-

CAPITULO XXVI.
de a todos os presentes : cousa
maravilhosa, que tanto que elte Entra na Companhia no prin-
acto se acabou, & recebeo o la-
vatorio,como senam pretender-|| cipio do anno de 1556.0 Pa-
le o Senhor mais que dar esta dre Baltbezar Barreyra, co-
consolaçam a seu bom servo, se

meça sua vida com grä-
De suasan The tornou a fala a impedir , &
Eta morte. felle fechou a garganta, atè ģ

de edificaçam
finalmente no mesmo dia falou,

Ste foy o Provin dizendo aquellas palavras do

succedeo Propheta Rey; a In te Domine fpe

no cargo ao Padre ravi, & com ellas na boca , & co

Diogo Mirâm,em Deos no coraçam,acabou fală. tudo digno successor de tal Predo, havēdo canto que estava ca lado : & nós tambem com seu lado, chego de esperanças , fun

novo governo entramos em o dadas nas chagas de Christo

novo anno de 1556. em que jà
******? crucificado, q tinha nas mãos, se contavam 17. da Cõpanhia,

& na alma: foy, como cremos, & logo no principio delle; em
lograr o fruyco de seus traba-

21.de Ianeyro, foy Deos servi-
Thos,a vinte & fete de Outubro, do de nos crazer à

ham sogeyto de
venta.& tres,sendo de idade de verdadeyio Apostolo de Afri-
oytenta & sinco annos.

ca, em Angola, & em Guine,
9 Foy varàm verdadeyra- | qual foý o P.Balzhezar Barrey. P. Balibe-
mente Apostolico, & feyto ao ra, natural da cidade de Lisboa; kar Bar

molde,& ao talho do coraçam filho de pays nobres, o qual foy reya foy n.14. Qua-i de pollo Patriarcha Sancto Ig- hū dos mais insignes lugeytos, &c Lisbian

'Lisbia nus nius lib. virü bacio,como Deos nosso Senhor zelolos operarios , g teve a Co

cor: dizia de seu fervo David:53 på. I panhia , como aqui mostrarey, fuum,&ci

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3

Pl. 30.n.2.

cial, que

no anno de mil quinhentos

no han come trazer á Companhia

b

. 13

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iuxta

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