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jofar,que lhe veyo da Índia Oriental,fez hum riquiffimo Põtifical, que mandou ao Papa Leãm Decimo, de tanto cuíto, & feytio, que o menos, em que na corte Romana ficou avaliado foy em feifcentos mil cruzados. Deyxo os prefentes, que elRey Dom Hoànm mandou, & ainda hoje fe goardam dentro em Ierufalem, & em Sanétiago, que foram de grande preço,entre os quaes nefte grande templo o alampadario, que a efte fagrado Apoftolo mandou, excede a todos os que ally ha de grãde valor, mãdados por muy

de Tomar & da pedraria, & al

ros Reys da Chriftandade : ref.

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! tudo confervar o privilegio que
; parece foy dado por Deos a ef
1 ta coroa de Portugal,a qual nú--
cateve Rey,que fizefe guerra
} ao Papa, com nota de herefia,
i Grandeoufcifma (ainda em tempo do
###4 |Antipapa Benedicto; a quem
#"|Rguiam os Gatelhanos,nodos|
faga". vifinhos, nem no tempo de ou-

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|era tal que nem a guerra,que o

|primo,& feu cunhado teve com

|foy parte pera de algüa maney

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__ Parte fogunda. Livro traçam de piedade, & que na

afitia na Igreja,ou no coro,cõ-
forme o bom cotume que her-
dâra delRey feu pay. ...
6 Deta perfeyta reveren-
cia,que o bom Rey tinha a to-
das as coutas fagradas, & divi-
nas,lhe nafcia a grande obediê-
cia,amor,& repeyto, que fem-
pre teve à Sé Apotolica, & ao
Vigario de Chrito na terra, q.

Emperador Carlos Quinto feu |

o Papa Clemente VII. nem a
que depois elRey Dom Philip-
pe Segundo,feu fobrinho,& feu
genro, fez ao Papa Paulo IV.

radiminuir a devaçam, q fêm-
pre teve ao Summo Pontifice,
antes feu defejo,& goto era em

quelles dias, & noytes fempre |

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motra bem quanto trazia nos
ðlhos, & tinha no coraçam a

tros Antipapas, que ouvé nos
quarenta annos, 4 durou aquel-

em

chritandade feachâà fazenlo:
eos a efte feu Reynó unico"

poucos outros Reynos da |

& confervar a fé em fua purefa, & finceridade, que pois netes | têpos,& dete Reyno, como de outra cidade de Siam,faye a ley &piègaçam Evangelica, pera

| tantas partes de Africa, Afia, &
| mundo novo,convé etar nelle
# condenada no Conci-
|lio Contanciente.) Coufa que |

|a, fêmente da palavra divinapu-
ra;&limpa, em mitura da ziza-
nia, que por outros Reynos d
inimigovay femeando fecreta,
& publicamente, & perafenam

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hete, & em outros privilegios,
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7 Ozelo de confervar, & |

ma fer total ruina dos Reys, &

fazêdo os embaraços,que o de-
monio em Roma punha ao a-

copiofa carta de fua Alteza pe|ra o Papa Paulo Quarto; que |

honra dete fagrado Tribunal,
tam importante pera defender,

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do nunca negar coufa, que pe

ra bem da chritandade (e lhe pedife. , , . 1o A feu zelo fanáto fe deve tambem a conversàm dos gentios daquella parte do müdo novo, a que chamamos Brazil,que deyxou defcuberto elRey Dom Manoel feu pay,mas ainda muyto inculto, muy fylvetre, & pouco povoado: por onde com rezâm delRey Dom Ioam o Terceyro, he própria a gloria, que os Gregoso antigamente davam ao feu DeosMercurio, & ao feu Rey Thefeo (contando deles que fouberam com fua politica, & boas traças,amançar gente fêra, & dometicar brutos)pois ele po

de com a doutrina do Evange|lho,doutrinar;& policiar os que | eram tambarbaros por nature|za,&tam rudes por cotumes.] | Ellefoyo que principalmente

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! colonias de gente Portuguefa,

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pera as povoar. Ele foy o que efcolheo Padres da Companhia de IESV,pera os doutrinar,como já contey." Elle foy o que mandou o primeyro Governador,& o primeyro Bipo,que fizeram feu affento na cidade do Salvador,q o me{mo Rey mandou edificar de feus fundamentos, na Bahia de todos os Sanétos. Nem faltou feu ardérezelo ao barbaro gentio de Guiné, porque ao Reyno de Cõgo mãdou por vezes Prégadores religiofos, afim da fagrada Ordem de Sam Domingos ( que por muytos annos trabalhâram naquella nova, & inculta vinha) como tambem da nofa Companhia, como apontey na primeyra parte."

11 Nam (e efquecia efte |chriftianifimo Rey, no tempo em que perpetuava a fé fóra do Reyno, de perfeyçoar a vida

|religiofa, nos que a profefam

em Portugal,& por eta rezam muytos lhe chamáram reformador das Religioés, pera efte intento mandou vir de outros Reynos algüs varoens infignes em virtude,obfervancia,& reli

dèram com grande exemplo, quaes foram os muy veneraveis Padres Fr. Luis de Granada,& Fr. Francifco de Bobadilha,ambos filhos dignifimos do grãde Patriarcha S.Domingos.Item os muy graves, & muy religiofos

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giam, que em Portugal proce

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Fr. Antto nzo Moniz reformador de

Thomar.

Padres Fr. Frãeifco de Villafrãca,& Fr.Luis de Mõtoya varâm muy efclarecido em fanátidade, ambos Vifitadores,& Reformadores geraes daOrdé dos Ermitaens de San&to Agotinho; & outros que com fingular deftreza, & prudencia retituíram em grande parte as Religioens nete Reyno ao lutre, & ref. plandor de feus antigos cotuII]CS, ---- • 1 2 Com efte me{mo zélo fez vir do moteyro de nofa Senhora de Goadelupe ao Reverenditimo, & graviffimo Padre Frey Antonio Moniz, da Ordem de Sam Heronymo, conhecido em prudencia, authoridade, & virtude, o qual por ordem delRey Dom Ioam,com authoridade Apotolica, no an

} no de mil quinhentos vinte &

tres, reformou o moteyro de Tomar, que antes era de Clerigos feculares, fazendoos Religiofos, debayxo da regra de Sam Bento. E pera eftender mais eta nova Ordem, àlem de acrefcentar o moteyro de Tomar, com muytas officinas,& fermotas d" (entre as quaes ha huma de real arquitectura, que depois acabou elRey Philippe o Prudente) lhe deo a Igreja de nofa Senhora da Luz nos arrabaldes da cidade de Lisboa: & lhes princpiou outroCollegio na ci

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lPiedade, & da Arrabida, que

dade de Coimbra.

--•

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