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iFraneifco de Borja, Duque que tinha fido de Gandia, Marqués ide Lombay, & filho primogenito do Duque Dom Joam de Borja,& de Dona Ioanna de Aragam, néta delRey Catholico Dom Fernando. Antes de entrar

de IESV, foy o Beato Padre |

na Companhia teve Dom Fra

qual veyo finalmente a deixar por amor de Deos, etimando mais o improperio de Chrito,

que as riquezas do Egypto, como de Moyfeso diffe S. Paulo.

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as vítimano cafado com Dona Leonor de li .thefauro AE

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"ro de Catro, Alcayde môr do ";

Chronica da Companhia do Iofu,em Portugal.

Dona Ifabel de Menefes, filha de Nuno Barreto, Alcayde mòr de Fáro; a qual Dona Leonor tinha fido dama muy etimada da ferenifsima Emperatriz Dona Ifabel, filha delRey DõMa

Portugal. 2 Era eta fenhora dotada

coutas de Deos; & daqui lhe veyo fer muito devota da Companhia,&porifo temos por noticia certa, que o Duque Dom Francifco de Borja, feu marido, fe afeiçoou tanto à nofía Religiám, que finalmente veyo a entrar nella (depois da morte da dita Dona Leonor) tomandoa Deos por intrumento, pera af. feiçoar tanto o Duque à Companhia, & pera nos dar por eta via huma das mais abalifadas, & infignes pefoas em fanátida

bem dêve a Companhia toda a Portugal, entre outros muitos, como neta Chronica temos vito. E nam faça alguem duvida deta verdade, nam fazer d’ella menfam alguma o Padre Pedro de Ribadaneyra,na vida que ef

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Torràm, & do Sabugal, & de

noel, & tinha hido com ella de |

de todas as boas partes,& entre | ellas tinha a principal de fer| muy virtuofa, & muy dada às

de,& em nobreza, que tivemos | | em nofía Religiám, que atè efe cifco de Borja grande etado, o |

- creveo do Beato Francito de Catro Portuguefa, filha de pa-||Borja, porqueou nam teve dilys illutrifsimos, de Dom Alva-"| • • •

|

| eíte

imunicar:&o geralmente falando •

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Parte/gunda Livro quarto. Cap XVII 79 amado

ete nofo tam infigne autor, com fua boa licença, foy muy efcafío em falar das liberalidades dos Reys de Portugal com a Companhia, & em contar as coufas mais illutres dete Rey. no, fendo afsim que foram fem

quelles tempos, & ele nam po

dofè muito em referir outras de

fem fundamento difemos, que o Beato Padre Francifco de Borja fe afeiçoou àCompanhia por refpeito da Duquefa Dona Leonor fua molher, alem de algumas noticias particulares que

difo temos,o afirma afsimEte- | vam o de Garibay no feu Compendio hitorial, no lugar que

aqui aponto à margem, & como tambem era autor Efpanhol, & quafi do me{mo tempo, temos mais rezam pera lhe dar credito ao que ele conta, que pera affentarmos no que o outro cala. . . 3 . Depois da morte da Duquefa, etando ainda o Duque Dom Francifco quafi na

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|fior de fua idade, no melhor de

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çandofe com a pobreza, & hu

mildade de Chrifto neta minimaCompanhia de IESV,começando, com grande epirito, a exercitar os miniterios de nof fo intituto, fazendo mifoens, pedindo efmola pelas portas, prègando, & confeffando com raro exemplo de humildade, & fanátidade,como mais largamé. te fe contem na fua vida,que ef creveo o Padre Pedro de Ribadaneyra. " 4 Deo ete raro exemplo tam grandebrado por todaHef panha,que nenhuma coufa maesfe falava com mayor edificaçam pelas cortes, & cafas de Princepes, &grandes fenhores, porque em todos caufou notavelepanto,& admiravel fruito, movendofe muitos à imitaçam

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Entre os Princepes em quem

caufou mayor abalo eta glo

rio(a mudança de etado, & de vida, foram o piedofilsimo Rey

Dom Ioam, & os Infantes feu | irmãos, & muy em particular e

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8o ferenisia o Infante Dom Luis (Princepe de efclarecida memoria)por ter ja dantes conhecimento, & amifade com o B. Padre Francifco de Borja, do tempo que foy aos Reynos de Catella, pera ver a Emperatriz D.Ifabel fua irmã, & pera fe achar na jornada de Tunes, com o Emperador Carlos quinto feu cunhado. E pera que fe veja a

|grande piedade dete Chriftia

nifimo Princepe, & o principio, & dipofiçam, que teve pera,com a vinda,& vita do Beato Padre Francifco de Borja, tratar de deyxar o mundo, & feguir o fancto exemplo do me{mo Padre, porey aqui huma carta que lhe efcreveo, que temos no Cartorio de Coim

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Zyi a C/.Z. @r ao pre

\ /ente somente acrecemtarey, que recebereygram contentamé

-

to, fe o que por elas tenho pedido po

Chronica da Companhia de Iefi,em Portugal | dife ter efeito, fêm algum degofo/ca; { "fanhia

muito, pelos fundamentos, que nofia |

porque dado que o fazer/eme importe

obra tenho lançados, nenhuma cou/a minha me pode tanto importar, como a conflaçam, @contentamento, que fempre nos tempos po/ados difejei a V.Z. como me he Zeos boa tofemunha; @ /* o nam mofire, tanto exteriormête em muitas cou/as, em 7 defejoy mojiralo, também file Zeo, nam foy, nem por falta de amor, nem de bo

defejo, Gryontade, que tenho pera

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com os pafados, Grpro/entes da ca/a de CZ.X. a qual tendes feita muito

mais ilufre com a deixar: @r fia / rezám kafia , ainda que nam houvera outras pera{ eufeja mais obrigado, @r difj% de lhe dar todo o contentamento, pois Z agora nenhumas outrás cou/as o dam a C/ Ã, nam as que contentam a Zeos no/a #... ele feja por [o muito lou...

6, 3taravilho/9he Zeos em |feus fervos, Gr/uas myèricordas nem tem fim, delhe V.K. infinitas graças, pois fua converfim faz mayores fruitos do que O.K. pôde cuydar, de mim. lhe foy certificar, que fuas palavras muitas vezes me. fim nas orelhas, comofo afeinera ouvindo defaleca, @; co/idero/eus pa/os,como foprofente o tivera. O ##### fervo de Zeos, que,em tempode tam grandes perturbaçuens, foube achar a paz do homem interior, deixando o mundo em branco ao melhor do jogo, que ele com

piedade do

#"............. tidos, @ potencias árvontade pura,

- -

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Notavel

afecto, &

Infante D. Luis,

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para

nujiro de llamarnos, y tenernos por | fervos de C2.A. Ceo tão en lascar

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82

para que continuamente me emplce em /uplicar afa immenfa bondad "fake a {Z_4. em lo exterior, y le humile em lo interior, parafublimarlemas en el cielo. Zenditofa aquelSeñor, e Qui aufers piritum Principum, que ? em efio es terrible con los otros Principes,no lo ha/do con CZ. Afino muy pied/2,5 lenigno, em quitarle aquelf pirito que algunos de los Principesfuelen tener, que es e/pirito levantado, do conocido, y ingrato a/a Zios: y en lugar defiele dado el ofiirito principal,del qual deficava ;) pedia/or confirmado elfânio Principe,y Propheta Zavid. f \

mo/hor, y que buenas, y dicho/oferias ha hecho C). A.) quan mejorado ha/do em tercio) quinto,entrelos otros Principes ! ó quanto de e Portugala Zios, por aver le dado Principes fm of pirito de Principes! ó Señor, y quiem /pic/e entender, que co/a esfaltar em el?rincipe el filrito de Principe, y fêr confirmado de efirito principal. O quienfople/e dizir la diferencia que ay def uno al otro; y como eluno es de guerra, y el otro depaz: eluno diftonfuela, y enfada, y el otro es confolador: y alfin eluno es e/pirito humano, y el otro divino. O que ganancia feria fila diligencia,que/opone emprovar los 40s

delmundo, y de la carne, fe pu/e/e em

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foldizendo, que provemos los epiritos, y cono/camos/f/on de Zios. O quantos

9 Oferenfimo, y Chriftianifi

Chronica da Companhia de Iofu,em Portugal.

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proprio, como lo experimentava aquel /anfio Key, que dezia: o Expe&tabã leum qui filvum me fecit á pufilanimitate piritus, & tempetate:Efees aqueldwino%irito. # Qui ubi vult pirat, que entra,y yo fica,

{es aquelefilrito, al qual elmalmundo |

no puede coger:porque nofo quiere recoger. Efe esaquel, em elqual, y com el qual clamamos, Abba Pater, porofie es el que devemos entender fempre con los |mano os de olores , y obras hechas em

Efe es el que haze rendir al opirito

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dyengañariam defa errores, yen-
gano, que los traem tan ciegos. 3ías |

'] que es e/pirito de #" ;
(*)"

dindo, y como,y quando le# ofe

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1 Ad Rom.8. n. 15.

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