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Chrito de caridad: porque com efio fe cumplirá *553 | lo que San Pablo" manda : no querais ......... apagar elepirito. Este es el que (co. * - 5.11.19. mo yo e/pero de la divina bondad ) fe acrecentara / empre en el alma de 2. | −4.ya/o entrada,yprefência dirá co" clotrofanto Principe "Defecit fpiritus meus. 7 no hallara en/y otra voluntad, y querer,/no lo que ele/ptrito del Señor quiere, y manda: mi fu entendimento # , fino las verdades, que la fanta Iglefia Catholica nueframadre le enfeña: nifo memoria/? acordara de la criaturas, fino paral reduzirlas al Criador, y tomarle por ofaleras,parafubir afo conocimiento, y amor. Pues todas las criaturas ref plandecem más, y/on mas lindas en el (riador, que em 6 mifinas: y en eldan gozo.com/derandolas:»!/n el dan pena, djeandolas: ytemor, po/eyendolas:y dolor, dêxandolas. 12. Com elefirito de Zios C/.

-4.birey buirábida verdadera, yfus fêntidos no bufaram, ni querràm oiros deportes, o gufos, queno/ean confor|mes al firito, y voluntaddymã. com topodrá dizir de verdad Defecitfpiritus meus. 7 de aquifolirá Leoa... " dizir: "Exultavit fpiritus meus | "" in Deo falutari meo: Pluguio/sal o "Zedenter, y Señor nuftro , que jopul *** defe converdaddeiro #### |ritus meus. 2aspues fiquiera em lo exterior, con la mudança de fiado, |parece que ha faltado mipróprio epi} rito, por lagrammféricorda de 2)ios; que me lamò, yfe digno recebirmeen. tre los fervos defo fofo:ofrezzo a V.

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Parte f>. Livro quarto. Cap.XVII. 83 ...4.

|fu exemplo aproveitou o

Cpanhia

I4. Como fe of fereceo ao fereni/Si mo Infante,

ofrecido, y obligado,deo) mas ofrecere la voluntad, que fola me queda, y el do/eo: perfiladendome yo, que pues Zios nujiro Señor la recibe, }fê C070tenta com ela ( quando no ayotra cofa

com que fervirle) que tambien V.A.la recibirà, pues esfo voluntad conforme ala divina, cuya caridad infinita guardefa muy alta, y podero/a perfona,para la engrandecer más enfa Keyno etermosamen. Ze Oñate 15 de Ago

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CAPITV L O XVIII.

Vem o Beato Padre Francifo de Borja a Portugalnefteanno de Iy y 3. he bem recebido detodos, & do muito que tom

Infante Dom Luis,& das grandes obrigaçoens, que lhe tem fia

Provincia.

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A que aunque antes figaya atado; ll

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Francifco de Borja veyo a Por

tugal,

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a que chamamos a barca dos palheiros. Aqui milagrofamen

mante, de hum notavel perigo; hia o B.Padre Francifco de Borja diante do companheiro, occupado todo com Deos,& enlevado em fua àraçam, feguiao o Padre Butamante com o rofa

que hia rezando: chegàram a hum pafo muy etreito,& perigoto,porque a rôchahe talhada abaixo,&sò conta de penedias endentes; o precipicio he tam # que sò o olhar daly pera baixo cauía grande medo, & mete pavor,& (obre alto;aqui refvelou a cavalgadura,em que hia o Padre Butamente, & começou logo a vir rodando por aquella fraga ingreme,&rochedos depêdurados do depenhadeiro, perdendo todos os fentidos, que fólhe ficáram,pera invocar, a grandes vozes, os nomes fanátiffimos de IESV,MARIA. 3 A etas vozes acodio o Beato Padre, &, virando a cabeça, vio hir ao bom velho às voltas com a cavalgadura, por aquella rôcha tam ingreme, & tam profunda: bràda o Padre

gando nelle, os olhos, & dizendo com grande efficácia, & de

das mifêricordias. Primeiro fubi |

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te livrou Deos ao Padre Bufta

rio de Nofa Senhora nas mãos,

Francifco de repéte ao céo, pre

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I 4.

Grande fe rigo de que Deos livrou ao panheiro do B. P. | Franci/co. Anno de Chryio de 1553.

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do Padre Francifco, que delcefe ao bayxo do valle o Padre Butamante, porque fubi. tamente fe teve com a cavalgadura em hum lugar, tam alcantilado, que bem motrou Deos o poder da àraçam do B. Padre: achoufe Butamante cõ (eu rotario na mám, & femferida,nem letam algüa,& por fero lugar o que pintamos, aonde nam era pofivel decer, nem delle fubir alguem, foy neceffario alçarem no afsima com húns cordas, com que acodíram alguns patores, ajudados por hús caminhantes, que tambem acodiram aos bràdos do Beato Padre Francifco, louvando todos a Deos nofo Senhor, & dando muitas graças áVirgem fácratilsima Mãy de Deos, a cuja intercefam attribuiram eta rande mifericordia, por cauà de feu rotário, que nunca o Padre largou das mãos, & depois della á àraçam do Beato Padre Francifco de Borja, & a feus fanctos brados ao cèo. 4 Chegou finalmente a Coimbra o B. Padre Francifco de Borja,aonde foy grande o alvoroço em todo o Collegio, cõ avita de tam admiravel varám, ficando todos muy confolados com fua fan&ta converfaçàm, & com feu raro exemplo. De Coimbra veyo a Lisboa, aonde foy recebido dos fere

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& benevolencia , & com mayor honra, & agafalhado do que lhe fariam fe ainda eti

veffe em feu antiguo efiado,

pois o nam viam , nem tratavam ja como Duque de Gandía, & como a grande do mundo, fenam como avaràm fanéto, & deprezador de tudo, Tornando ao ferenif. fimo Infante Dom Luis, nam fe pôde crer as grandes merces que fez, & o muito amor, que motrou ao Beato Padre Fran cifco de Borja, vifitandoo, & tratandoo com fingular benevolencia, & notavel familiaridade ; & com eta communicaçam , & fancto exemplo, que o Padre lhe dava, fe deliberou de todo em fe guir a Chrito crucificado, tratando de entrar na Compa nhia, & pedindo, com grande affecto, a nofo bem a venturado Padre fanáto Ignacio , que o quizeffe admitir a feguir as pifâdas do Beato Padre Francifco de Borja, como conta o Padre Pedro de RiRadaneyra , ; , porem nofo fâncto Fundador julgou em o Senhor, que efte religiofifsimo Infante, por caufa dc füa idade,& pouca faude, & outros juftos repeitos,fervia mais a Deos no modo devida útinha tomado

H pro

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como foy podero/a á! àraçam do B. P. Fran ti/co de Borja.

Ouám recebido foy o B.P. Francifco dos Reys, & Princepes de Por tugal.

guanto o InfanteD. Luis cômu nicou com o B. P. Fră

cifco,

à Petr.Ribad. in vita B.P. Fräc. de Bor julb.*.c.7. Pretendeo Infante D. Luis êtrar naCompanhia. |• e Matt.lib. 1, Epigr. Non et pauper|tas Neftor habere ni

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Exod., n, lavarédas, como a farfa o de

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que nam sò edificava o Reyno de Portugal, mas tambem fua fama voava pelo mundo todo: 6 Vendo pois o piedofilmo Princepe, que o nam admitião, na Companhia, tratou

dentro da Religiãm, determinou deixar o mundo, dentro do mundo , fieando entre as

Moyfs, fem fe queimar , & na fornalha de # “, como os tres mancebos, fem arder,nem fe chamufcar:pera ito tratou de imitar a vida dos Religiofos, vendèo fuas ricas baixelas de prata, & fuas fermofas tapeçarias, desfezfe de todas as joyas , & pefas de grande preço, fervindofe de etanho (que he notavel exemplo, pera confusâm da vaidade dete têpo)tudo a fim de dar efmólas,& pagar fuas dividas, & exercítarfe na humildade, & fanta pobreza; porque, parecendo rico,

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profeflava, que eta,como diz S.

animo defapegado,que no facco remendado: antes, como até o outro Gentio o alcançou, o nam ter nada, pôde fer miferia, mas nem fempre he pobreza. Trazia cilicio junto da carne, andando por fóra vetido de feda; & com etes fanátos enganos

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dor. Eram os jejuns muy continuos,& muy ordinarias as difciplinas. 7 Afim procedia ete tam infigne Princepe, & depois de larga deliberaçam, fez voto de catidade, & de pobreza, que feu eftado permitife,& de obediencia perpetua aos preceitos divinos, como fe pôde ver no Padre Ribadaneyra, lib. 2.c.7. & fez fua profifam em huma devotifima forma, a qual achey efcrita,entre outros papeis feus, no Cartorio do Collegio de Coimbra, que por fer de tal Princepe, & caufar grande devaçam,me pareceo por aqui, & diz aísim: Eu Infante Zoom Luis, bichinho da terra, indigno defer computado entre as criaturas, que Zeos criou, conheço que tudo o que em mim hà.he cobiça dos olhos,cobiça da carne, /oberba da vida: @por comprir com o que Chrfio f manda aos que o querem/eguir,dizendo: Quivult venire pot me, abneget femetipfum, & tollat crucem fuam,& fequatur me: digo que de hoje pera/empre | renuncio, diante do Padre eterno,o mãdo todo,gros defojos dele, Graceito por joyariquifima a pobreza voluntaria de pirito @r afim dou de mim, Qrrenão o toda a cobiça da carne/en/al@ aceito acaf de Grabfinêcia por fumma deleitaçam. Abnego, @r renuncio toda afoberba davida , que com/ite na elaçam do entemdimento, @ da vontade, & aceito a

profunda humildade, G conhecimento

hil.

defenganava o mundo engana

.......---------------

de

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... de Chrfio de 1553.

continuou fempreneJa fanéia

vida.

Partefganda. Livro quarto. Cap.XVIII. 87 como do

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-. , , , ) { , 8. | Neta forma fez o devotifimo Princepe a Deos, nofo Senhor o holocauto de fua real pefoa, guardando d’ahi por diante hum modo

fendo Princepe fecular; pare

ma alma com o epirito principal, como o " Propheta pedia, & tirarlhe o epirito le Princepes é, como os fanStos defejam # fua pratica orlinariamente era com os Padres da Companhia , tomando todos os dias meditaçam,

f Pígo, n.14. Spiritu prin cpali confir Tu me.

P{ #... Tembli, & eiquiaufer. fpiritum

Prinipum.

que lhe hia dar muitas vezes,

\ – —

gloria minha, com propofio de

de viver tam, admiravel, que

cia hum Religiofo fanáto: que afim. {abe Deos confirmarhu

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aos paços de Enxobrégas o Padre Diogo Miràm, confef. fandofe com os nofos Padres, & dándolhe perfeita conta de fua coníciencia , mandando pedir ao Padre Prepofito da Cafã de Sam Roque , que lhe mandafe" qualquer Confeflor, fem nunca apontar nenhum em particular; mof. trando com ito , que igualmente etimava a todos, & que com qualquer fe confolava. Desfaziafe muitas vezes em la. grimas,& com grande ponderaçam, & fentlmento feu, dizia que ferá de mim, fo no dia do juiz 0 7716/8 efêravo me roubar o cèo, @ eu for caminhando pera o infer700. 9 Defta maneira procedeo fempre o muy Religiofo Infante D. Luis, unico no nome, &

unico nas virtudes, atè a hora

da fua morte, que foy muy conforme a tam fancta vida do qual aqui fiz eta breve commemoraçam, por fe dever muita parte de tam louvaveis procedimentos ao fin&to varàm o Francifco de Borja (com quem agora nos encontramos) & pelo muito que lhe deve a Companhia, porque a elle,depois do fereniffimo Rey D. Joam, reconhecemos o mayor afecto a nofaReligiam,elle foy o que logo que nos vio, nos amou, & nos etimou,refitindo a hirem ambos os dous Padres

H2 Sam

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