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"fo"I Sam Francião de Xavier , & occafiam,que temos dito; a te- Copanhia *553 || Metre Simam Rodrigues pera ||gunda foy no anno de 1557. I4» Para Ib...lo India,porque nos queria reter || mandado pelo Emperador Carcomo em Portugal, & nos defejava ||los quinto, a tratar com a Raimeter na alma; a elle lhe deve- | |nha Dona Catherina fua irmã, mos o amor, que nos cobrou o || & com os mais Princepes dete fereniffimo ReyDom Henrique || Reyno, alguns negocios de feu irmām;elle foy o que o per- muita importancia. A terceifuadio a nos fundar o Collegio ||ra vez foy no anno de mil, & de Evora; elle fez acrefcentar as [ ] quinhentos, & feffenta, fendo | rendas ao Collegio de Sancto || elle Commifario de toda He{| | Antam; elle teve grande parte || panha,& veyo logo a Evora,por na fundaçam da nofia cafa de afsim lho pedir o ferenifsimo Sam Roque ; como veremos || Cardeal Infante Dom Henriem concluindo no capitulo fe-||que; etimando muito o Padre guinte, com as coufas do B. P. || darlhe ete goto, vendolhe aFrancifco de Borja. quella fua nova Vniverfidade, "> que aly nos fundára, & enriqueCAPITV LO XIX. "||cendolha o Beato Padre de ex• o ||cellentes metres, como adiante De outras vindas,que o Beato # # contando as coufas do • o ollegio de Evora. Padre Francifo de Borja fez ||7 *2 Deta terceira vez : | a Portugal;&# como porfeu |foram grandes o bens, que re- *** i meio atmos o Collo ||""?" Provinois, com] '; ; - , - . • a vinda do Beato Padre Frano gi0 da cidade do cifco de Borja , & entre outros : ........ . Porto. "" || nam foy o menor a fundaçam " " - , , ... - do Collegio do Porto, que á el... */; • - , || le lhe devemos; porque hindo " | 1 ####### O DO efte bem no anno de 15 6o de Coimbra # lhe procedeo ao] a Sam Fins, &pafando pela],...} } ferenísimo Infan-||cidade do Porto, & agafalhan. #### ** te Dom Luis, do || dote, conforme (eu fãnão cu- /#| exemplo, & trato com o B. P. tume, no hofpital da cidade;aly lhou em of |- Francifo de Borja,a quem tam- Jo foram vifitar o Bipo do Por ho/pital ? "vezes bem eta Província reconhece to (4 entam era o illutriÍsimo,e " %" grandes obligaçoens. Tresve-||reverendifimo D. Rodrigo p. ;* % zes veyo ete Santo varàm a nheiro)&os maisgraves cidadãos ----- Portugal, a primeyra foy neta daólla cidade,os quaes por efaté

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muy bem lembrados do grande fruito, que nella fizera o Padre

| Francifco Etrada, como con

tey na primeira "parte, pediam ao Beato Padre, lhes défe do usou tres Padrespera lhes prégarem, & confefarem naquela cidade:facilmête veyo o B. P.ne

Arrependê feos cidadãos do Porto da

- liceça que deram.

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nofos,que em ferviço da cidade icafem, alguma cafa, com al gum modo de Igreja, em que adminitrafem ao povo os fã

munhâm: tambem eta ligença fé concedeo entam com a me{ na facilidade....... . . , ...

3 Porêm, cuydando mais nito, totalméte (e arrepédèram os cidadãos do Porto;arreceãdo que daquella pequena cata,que elles entam concediam, pera dous, ou tres Padres, fe viria a fazer hum, grande Collegio, & q teriamos claffes cõetudãtes, & em confequencia diffo, q a me{ma Vniverfidade de Coimbra fe mudaria pera o Porto (que o medo tem grande entrada com os que fe tem por zelòfos) & fe lhes reprefentava, que feria ito em grande detrimento daquella cidade, que nam tinha commodo pera agafalhar tantos hofpedes ; & ficariam os cidadãos muy opprimidos, perdendo muytos dos privilegios, de que en tam livre, & pacificamente

cramentos da Confifám,& Cõ

am infpiradas pelo Efpirito fan

89 gozavam. Só ficou pela no fa parte aquelle grande devoto,& afeiçoado da Companhia Henrique Nunes de Gouvéa, de quem démos batante noticia na primeira b parte, fallando no Padre Francifco Etrada. Efte nobiliffino cidadâm, como era de tanta autoridade,fem fazer cafo dos arrependimentos da cidade, largandonos boa parte de fuas me{mas cafas, & levantando hum altar com o mais neceffario, pera fè di zer mifa, em huma fua pe quena lògea, mandou recado

ao B. Padre Francifco de Borja |

(o qual fe tinha retirado ao nof fo moteiro do Pedrofo,duas legoas antes do Porto) que podia vir pera fua cafa, porq tinha jà Igreja feita, & apofentos preparados.

Como etas confas hi

cto,acodio logo o B.Padre com feus companheiros, & fe reco. lhèram quafi de noite nas cafas de Henrique de Gouvéa,na vef pora de Sam Lourenço, 9. de Agoto, do anno de mil,& quinhentos, & feffenta; & no ou

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- CT da Companhia da Igf),em Portugal__

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Padre ete novo Collegio com o exemplo, que dava aos de fóra, mas tambem com a humildade, que exercitava com os de cafa,porque nam havia occupaçam por mais humilde que fof. fe,em que ellefe nam exercitaf fe de muito boa vontade;humas vezes (e fazia porteyro, outras tomava o oficio de cofinheyro; que hnm varam fancto tem por glorias os defprezos, & tem por preço de mayor etima o que o mundo julga por mais aviltado. Com tães fundamentos de humildade,tam bem lançados pelo Beato Padre Francifto de Borja,nam podia deixar de crecer aquelle Collegio; & porque o aperto das cafas era grande,

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fe mudáram, no anno de 1 577. pera o fitio aonde hoje eitam, que por fuceder tambem eta mudança em dia de S. Lourengo, fechamou o Collegio de S.

acrefcentando em edificio, em fogeitos, & em rendas, que lhe deo parte o Bifoo Dom Rodrigo Pinheyro, parte oferenítimo Cardeal Infante Dom Henrique, & outros devotos da melma cidade, de maneira que etâhoje muy aventajado: & no anno

de Leffa Luis Alvares de Tato Collegio. .........

7 Todas etas coufasa feu tempo largamente fe contarâm, por quem continuar eta Chroca: eu agora sò fiz eta breve narraçam, por caufa do B. Padre

Parte fgh. Livro

oi • |Dóprincipio da fundaram da Lourenço, & depois O foy Deos - - * * * • •

le 1614, o illutrísimo Blio ||

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vora, aceitou a fundaçam do di-| |

de 1 353 em que hiamos neta

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Francifco de Borja, a quem en

contramo (nete prefente anno que hoje chamamos Cafa de S.

hitoria)chamado a Portugal, à

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tafo de Sam Roque dacidade de Lisboa,dafe conta da emida defe Sanilo, que prio meio houve no lugar, aonde agora eftá " a "If I

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#[[#cular goto come# # çarémosnefte mef *omo âno de 1553. em que fe contavam 14 daCó. panhia, a tratar da fundaçam da Cafa profefa da Companhia de IESV, na cidade de Lisboa (a

Roque) afsim pelo muito, que todo ete Reyno lhe deve, como pelo grande exemplo, que dam a todo Portugal aquelles veneraveis Padres,que com fuas

le Lisboa, à vita do mefmo B,

cãs autorizam a Companhia, & com feus fanátos trabalhos, & religiofas occupaçoens fanátificam a cidade toda. E pera que tomemos o falto mais de longe, &faibamos com toda a clareza, que rezám houve, pera etacafa da Companhia de IESV,fendo em tudo tam eminente, &

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Querezão houve pera/e chamar Ca/a de S. Roque

P.Francifco de Borja.

tendo a cabeça de toda eta

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9 2 Provincia, ter o appelido de S. Roque, contarey brevemente a caufa, que pera iíto houVC. 2. No princípio do reynado do felicitsimo Rey Dom Manoel, chegou a Portugal a fama dos grandes milagres,que o gloriofo Sam Roque fazia em Frãça, & Italia, nós feridos do mal contagiofo da pete. E vindonos eta noticia em tempo em ue Lisboa ardia com o me{mo mal,caufado (cóforme contam) de huma nào Venezeana, que entrou nete porto: quiz elRey

|Dom Manoel aproveitarfe dos

remedios milagrofos de S. Roque,pedindo a Senhoria de Veneza, aonde età o corpo dete Sancto, alguma parte de fuas preciofas reliquias,pera com efte fancto antidoto , & divino

de tam grande mal, & pera que deta maneira Veneza, que nos caufou a enfermidade, nos defe a mefinha; como a lança de Achilles, que juntamente feria,&

|fãrava: fatisfez aquella Senhoria

os reaes defejos de tam piedofa petiçam; mandou reliquias do Sanéto,que foram recebidas do Augutifsimo Rey, da Corte, & de todo o mais povo,com grande devaçam, & confiança,que o San&to largamente ao diãte remunerou.

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Chronica da Companhia de Ifi,em Portugal. vocaçam de Sam Roque, pera Capanhia

prefervativo acodir aos doentes

nella fe colocar tam preciofo thefouro, & pera acodirem àquelle lugar os devotos do San

éto a fe valerem de fua intercef

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em huma lua junto a S. Roque, (a qual por ifo chamã,a rua da Oliveira) que os moradores aly confervam com particular cuydado. He a oliveira arvore muy ditofa, he arvore bê afortunada, e no diluvio denunciou a paz a Noè, & fempre pronoflicou randes felicidades, que porifo fânéto, Agotinho chamou ao monte Olivete (que he monte de oliveiras) monte de fruitos, & monte de unguentos; nem podiam deixar tam boas arvores de prenunciar tam bons, & tam copiofos fruitos de epirito, que daquella ermida, pelos tempos adiante,fe hauiam, com tam properos fucefos, recolher. 4 Neftegrande campo de oliveiras, havia hum lugar mais

junto à porta da cidade (a que

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Lugar defe fez a ermida de S. Reque.

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