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R7. Aprimeyra parte defia (hronica conte, os principios - @ }} progre/os da Religiám da Companhia de IESU, em P}.

| tugal por faço dos primeyros doze annos, no tempo,em que a governou o Padre 2áfire Simám Kodrigues, de muy/inéia memoria,referindo afua vida,com a de alguns Religiofos #4 de muyta virtude,que naqueles annos entráram na (m. panhia.agora nejiafegunda parte continuarey, contando as mais cou/as que fo. cederam,até a morte de no Sanfio Pátriarcha Ignácio, Q as vida de lín, }'4}"06/73 "###" entam entráram na Companhia, que foy o quepromii /20 princípio defas duaspartes. .

*Advertindo porem/empre que eu,pofio que vou dando conta de tudo o que focedeo nos primeyros amos da Companhia,nam pretendo fazer annaes, fenam que tomo occo/tam dos annos,em que entro, pera contar nam s? asfundações, Çr progrfos das co/as, ou Collegios da Companhia, que entam focederam, mas tambem pera efêrever a vida,$r a morte de todos os varoens fo/gnes em virtude que neftes annos,no tempo de S. Ignacio entráram nesta Provincia: @r afim ainda que tomo o princípio de tam longe,com tudo chego com as cou/as, @ moticlas de muytas delas,qua/ anofos % - Zonde feve a confiança com que proffo falar verdadepois nam conto fiorias do tempo de Saturno,mas efêrevo coufãs que tem muytas teffimunhas vivas,as quaes mepode arguir. Efeprimilogo a antiguidade,4nam examinamos,mas veneramos filas cou/as,ainda quãdo fim mais difficulto/as de crer porém as cou/as modernas todos tem licença, ou a tomam pera as examinar(@pera nelas inquirir, @ of im bem feve a obrigaçam,que me corre de hir atento nas materias em quefalo.

-A ligam defa /egunda partepúde recrear aos curtofos, porque contem muytas cou/as dignas defo/abertm,que tirey alimpo,afim tocantes aos fenhores Reys Zom Joám Terceyro, Zom Sebofilamgy 2om Henrique, como pertencem. tes à (ampanhia. Porém de mim conffo, que a mim me cao/m grand/ima confusêm as vidas fantias@ o exemplos/orgulares,que como daqueles nofos primoros varcens,cujas historias aqui oferevo. A fia da imagem de Alexandre Jotagno chorou, como envergonhado Julio Cefar, vendo o forco que tinha

obrado, ceparado as illu/fires façanha@r admiraveis preezas daquele grande ! .

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hortaçõenspera o martyrio, pera que nos animimos a imitar,os que gofamosfefgar. Afim nos deve ficado. aos da (ampanhia,aos quaes, os exemplo, daquelles no/os Religio/os ,cujas vidas brevemente aqui refiro, nos devemferir de fetas abrazadas,pera nos fervorarem a/guir o exemplo dos que nos vam diante, nam menos nos amos,que nos levam,quenas virtudes que tiveram.

No particular da forma,C} methodo da compo/gam , procurey em tudo ajularme com o modo de forever,que goardo na primeyra partefora quepois o autor he o mo/mo,o fylo nam./ja diver/9. E anda que/oy que algãs criticos nam aprovam as alluzoens à/agrada ofertura,Gr algüas poucas erudiçoens, 0ff fontenças,que talvez toco,com tudo álem da repofiafer aqui a melma que do na primeyra%"arte,agora acrecento,que eu nam./go a pintam daqueles queruydam,que grangeam authoridade afeus efêritos, com f mirarem menos cuydado/os no ofiyloperfiladindo/e que os teràm por verdadeyros nas cou/asporfo mo/trarem incultos na fazefendo o/im que o fazem, ou porque nam podem mais, ouporque/o querem furtar ao trabalho,pois he certo que o concerto das palavras nam tira a verdade na hi/toria.

Epera quenefieparticular diga o que entendo, depois de larga ligam,que tive de muytos h/ioriadores,Gregos,Latinos,Italianos, Hepanhoes, C7 Portugue/?gno fim me vim a ro/olver,que aqueles melhor compuzeram, que com afelicidade da boa materia,tiveram a dita do bom fiblog/crevendo de mangra, que juntamète deleyta/em,Crem/na/em,como o outro Sabio dizia,o

Lectorem delectando,paritérque monendo.

@r o melhor campo he o que na Primaverafemofira mais enfeytado, com os
mais luzidos e/maltes das mais lindasflores. E os cèos, a quem o s Propheta
chamou Livros, que contam as obras mais glorio/as do treador , mam dey-
xam defer bons hi/toriadores, quando/? mfiram aos olhos mais ofirellados,
3) quando 0tentam à vyia mais refilandecentes. Particularmente, que
"Gim como com os annosfe mudam os trajos, afim tambem ( como o Xáfi, e
da Poeziao enina)pafaa idade das palavras antigas, Crvem outra de columes
"H@nam homos de querer, que findo os tempos diverfis, fjam os blos
os me/mos. • -
/*he o quena materia dos filos julgo com tudofo houver alguem, que
lendo faminha obra, àkm defêr Ariñarcharambemfefaça Antiquario (co-
mo AuguÊo Cofar chamava a fêmelhantes (riticos )ao qual nam cotente fiami-
nha opiniam,do/enganofo,que nem ele mefaráfeguir ajua,nem faltará algum,
4*"prove a minha,que atè em humprado cheio de razas,mam falta quem va

demandar os e/oinhos,que era o com que o outrofo confloak

Non .

Pois he certo , como diz Santio -Ambr% ,f que apeor terra he a mais efferil,

perfeytifitmos: as folemnidades dos Xartyres,diz:S....goffinho, “famoias ex

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como quem bufa occafoens peravituperar,mas como quem defcobre traças pera

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- Non omnibus unum eft Quòd placethic pinas colligit,illerofas, O que pojo é/egurar he,que namperdoey a trabalho algum,por acertar com a verdade,que he o alvo,a que principalmente atiro: @ porquefalo em muytas pofots ilfires difie Keyno, @ alcancey befantes notícias no/teparticular de geraçoens procuro/empre nomearlhes/eus pays,com os cargos que tiveram, nam

honrarynam como quem quer defenterrar mortos, /enam como quem pretende

p% com toda a verdade afirmar, o que 4 /y dizia fornelio Tacito, no princide adul | com huns,ou por cag/a de adulaçampera com outros. |

virtude,que nam estam canonizados, Grfalo em algüas cou/as que pareceram milagrofis;@porque me confia do decreto do Sanfifimo ?apa Corbano VIII. pofado em 5 de Iulho,no anno de 16 34. Protofo,Gr declaro,que nunca minha tençám foydeyxar degoardar o tal decreto,antes o venero, Gretimo em fimmo grao {} /* algãa vez me ofapáram algãas palavras,em quefaloyem fanátidade, em milagres,O prophecias dos que nam famcanonizados, mam

pretendo mais que dar a fio autoridade humana, @

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autorizar os vivos,porque/emprenefies livros pretendi falar bem de todos, (2) Corn. Ta Annal.lb. • \ initio. Sir pio de feus -Annaes,que nam me move agãaP4}xam,ou em rezam de odio, pera fira é tud

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• - • las procu . Por ultima advertencia di o,que por quanto falo aqui em homens de muyta habeo,éc.

Prote/lo a
Autor.

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(ompanhia de IESO,na Provincia de Portugal.

Portugal,por particular commifam, que pera ifo tenho

A Ntonio de Soufa da Companhia de IESV, Provincial em

do muyto Reverendo Padre Mucio Vitellefchi,nofo Pre

pofitogêraldou licença perafe imprimir a Chronica da Companhia de IESV deta Província de Portugal, compota pelo Padre Balthezar Tellez da me{ma Companhia. depois de vita, examinada,& approvada por pefoas doutas, & graves da nofía Companhia. Em tetimunho do qual dey eta por mim afinada, & fellada com o fello do meu officio. Lisboa a 1o. de Agoto de 1642. •, o |

. Antonio de Sau/a.

/z/ Izo, E AP Pzov. A c, A x QUE z) E o SO2RE qia (hronica o Padre %f're André Gomes da Companhia de IESC), Lente que foy de Philo/ophia, @ Theologia, @ Pregador muy celebrado njie Kyne.

li.com grande goto,o livro da Chronica da Companhia de IESV deta Provincia de Portugal,ordenada pelo Padre Balthezar Telles da me{ma Companhia:pareceme fer obra de gran

P Or mandado do Padre Provincial Antonio Mafcarenhas,

de edificaçam,& confolaçampera toda a Companhia, em que fe |

referem coufas mais admiraveis,que imitaveis, & de grande confutam pera alguns dos que vivemos, & vemos quam longe etamos daquele primeyro, & fervorofo epirito,em que nofa fan&ta Companhia fe fundou. O etylo da obra he grave, & pouco afectado,como deve fero da hitoria. Tudo o que nella ferefere he muy conforme ás tradiçoens, que ha neta Provincia, a qual ao Autor età em obrigaçam,pela muyta diligencia, & certeza, com que as inquirio,& pelos graves termos,com que as refere. Pelo que me parece muy digna de fe etampar,pera edificaçam, & proveyto epiritual de todos,&principalmente dos filhos daCompanhia. Lisboa 9 de Outubro de 1644.

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IU 12 O, E A PPX O C/AC-4.3% QC/E Z E O SOZZE
ofia Chronica o P.%?aulo Gomes da Companhia de IESC/,
Lente jubilado em Theologia,

I com applicaçam devida (& devefe toda) eta fegunda
L parte da Chronica da Companhia de IESV, no tocante à

Provincia de Portugal, compota pelo Padre Balthezar Telles da me{ma Companhia,& Provincia;& entendo que a efte livro quadram bem as palavras,que de Chrito,grande Deos, dife o autor da obra de Vera circuncifone (que anda entre as de S. Hieronymo)aonde, querendo averiguar a caufa do filho de Deos, mandar aos feus,que nam difeffemfer elle Chrifto;havendo tantas rezoens pera elles o publicarem,diz:.3avult/e inventum,quâm proditum. Afim que o me{mo livro dou por abonada # do muvto que deve for etimado,lido,& mais lido.E acharfehà tam longe de ter coufa contra nota fancta fê,& bons cotumes, que nelle (e acharân grandes confirmaçoens da me{ma fé,& illuftrifimas finezas dos cotumes mais fubidos. Do Autor fómente digo, que no efpeculativo tem aí às motrado, que comprehende asfciencias; | neta obra motra,que exercita a pratica do realçado das virtudes, & mais das mais aventajadas; & afim entendo fer eta obra dignifima de toda a licença,perá fahir a luz, & a dar à hitoria, Sam Roque 12 de Outubro de 1644. • • ' " * * * • Paulo Gomes.

A PP e o o a do E N S, E L 1 e E N clas,
do Santio Oficio.

• • O Padre Doutor Fr. Antonio Bottado,Qualificador do San- l

éto Officio,veja o livro,de que fe faz mençâm, & informe com feu parecer.Lisboa 27 de Septembro de 1644.

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• 1 eta Chronica da Companhia de IESV de Portugal,digV na emprefa do Padre Metre Balthezar Telles, que com

feu fingular engenho, em planta tambreve, nos motra

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