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CAP. V. Ultimas acções de Martim Affonfo de Soufa, e primeiras do Governador D. Joao de Caftro, depois IV. Vifo-Rei da India.

266

VI. Do que fuccedeo na India no principio do governo de D. Joao de Caftro até o fegundo fitio de Dio. 279

VII. Principio do fegundo fitio, que Coge Cofar poz à Fortaleza de Dio, e que foi defendido por D. Joao Maf

carenhas.

293

VIII. Rumecaō por morte de feu Pai Coge Cofar continúa o fitio da Fortaleza de Dio.

309

1

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HISTORIA GERAL

DE

PORTUGAL.

LIVRO XLVI.

Da Hiftoria Moderna de Portugal.

CAPITULO I.

Nuno da Cunba faz a Fortaleza de
Dio, Diogo Botelho traz efta noti-
cia a Portugal, com outros fucceffos
de Malaca, e das Molucas.

O

GOVERNADOR Nuno da Cunha Era vulg. teve de diffimular o defprazer de Mar- 1536. tim Affonfo de Soufa fe lhe adiantar

TOM. XIII.

A

na

Era vulg. na conclufaõ do Tratado da paz com Badur, e fer elle o que tomaffe poffe do terreno demarcado para a Fortaleza de Dio: noticia , que lhe foi communicada por Diogo de Mefquita, para abbreviar a viagem, em que Nadur impaciente por opprimido naõ queria demora. Elle ufou de huma diligencia extremna para a abbreviar, e chegou a Dio com huma armadı numerofa, feguido de huma Corte brilhante. O Rei lhe tinha preparado o Baluarte do mar foberbamente, para feu Quartel General, aonde elle vio aryorado o Pavilhao Real de Portugal com indiffimulavel complacencia. No lugar do defembarque o efperavao o Embaixador Xacoez, Medinarrao, Governador da Cidade, Alucao, Coge Gofar, e outros Generaes de Badur, que o encaminháraó ao Paço do Rei. Neftas viftas efquecêrao todas as formalidades do ceremonial, que impedírao as primeiras. Mudanças do tempo, ou effeitos da neceffidade, que até na esféra da Soberanía alterao as configu rações...!

Re

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"

Reduzido o Tratado a boa forma, Era vulg. e firmado de ambas as partes, se deo principio á obra da Fortaleza, a que o Governador pôz a primeira pedra a 21 de Dezembro do anno paffado, dia de S. Thomé, Apoftolo da India. Ella está fituada de mar a mar na ponta de terra, em figura triangular com tres muros de dezaffeis pés de largo, e mais de 20 de alto. Nos dous angulos que fazem frente á Cidade, fe levantáraó duas torres baftionadas, huma chamada de S. Thomé com 80 pés de diametro fobre huma eminencia, outra da invocação de Sant lago de 6c pés. Na face dettas duas Tor-res fe plantou a parte defendida de huma falfa-braga. O foffo fe alargava, e aprofundava á proporçaõ da qualidade do terreno; mas elle cingia toda a praça, aonde com agitação rápida fe viao crefcer os muros, a Igreja, a cafa do Governador , os quarteis e Cos -armazens. Tudo em estado de defenfa -no espaço breve de go dias, com graade affombro de Badur, que nao podia deixar de fe admirar de femelhante diA ii li

6.

Era vulg. ligencia. O Governador, que a obfervava, e a alegria de toda a claffe de gentes, que trabalhava fem focego, The diffe acabaffem com preffa aquelle novo monumento que havia fepultar a muitos Portuguezes: dito, que pareceo preffagio, como nós o veremos especialmente nos dous efpantofos fitios, que poucos annos depois defendêrao os memoraveis Heroes Antonio da Silveira, e D. Joao Mafcarenhas, o primeiro no mesmo governo de Nuno da Cunha, o fegundo no de D. Joao de Caftro. pe

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A conclufao do Tratado de Dio, a fabrica da fua Fortaleza, como na idéa d'El-Rei eraõ dous objectos tao intereffantes, entendeo o Governador.. que nao devia demorar-fe em mandar a Lisboa noticia tao agradavel. Elle defpachou logo por terra a hum Judeo, e a hum Armenio, que fizeraō caminho por Ormuz e quafi ao mesmo tempo em huma fragata ligeira ao Secretario Simao Ferreira pelo rumo or. dinario do mar. Eftes expedientes forao prevenidos por Diogo Botelho Pe

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