Estudos criticos sobre a litteratura do Brazil, Volume 1

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Typographia das Horas romanticas, 1877 - 142 páginas
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Passagens conhecidas

Página 95 - Sufoco nos lábios os hálitos meus! Não corras na areia, Não corras assim! Donzela, onde vais? Tem pena de mim ! A praia é tão longa! ea onda bravia As roupas de gaza te molha de escuma; De noite — aos serenos — a areia é tão fria, Tão úmido o vento que os ares perfuma! És tão doentia! Não corras assim! Donzela, onde vais? Tem pena de mim! A...
Página 27 - D'algum não ser por versos excellente, He não se ver prezado o verso e rima, Porque quem não sabe a arte, não na estima.
Página 70 - A não te vèr já mais. Sei, que é tormento ingrato Deixar teu fino trato: Mas quando é, que tu viste Um triste Respirar!
Página 76 - Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas, Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n'alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito, Se eu morresse amanhã!
Página 118 - Fogem da dura prisão. Muda-se a sorte dos brutos; Só a minha sorte não? Nenhum dos homens conserva Alegre sempre o seu rosto; Depois das penas vem gosto, Depois do gosto aflição.
Página 119 - Qual eu sou verá o mundo, Mais me dará do que eu tinha, Tornarei a ver-te minha.
Página 73 - É ter sempre o receio, De que outro amado enleio Teu peito encontrará. Amante nos teus braços, Quem sabe, se outros laços!
Página 74 - As nymphas, que te escondem Lá dentro do seu seio, De meu querido enleio O nome hão de escutar. No bem d'esta lembrança Allivio a alma alcança: Mas quando é que tu viste Um triste Respirar ! «Ah! Deva-te meu pranto Em tão fatal delirio, Que pagues meu martyrio Em premio de amor tal.
Página 89 - Marília, teus olhos São réus e culpados Que sofra e que beije Os ferros pesados De injusto senhor. Marília, escuta Um triste pastor. Mal vi o teu rosto, O sangue gelou-se, A língua prendeu-se, Tremi e mudou-se Das faces a cor. Marília, escuta Um triste pastor. A vista furtiva, O riso imperfeito Fizeram a chaga, Que abriste no peito, Mais funda e maior.
Página 80 - És tu, alma divina, essa Madona Que nos embala na manhã da vida, Que ao amor indolente se abandona E beija uma criança adormecida...

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