Camões e os Lusiadas

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Typ. do Imperial instituto artistico, 1872 - 286 páginas
 

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Passagens conhecidas

Página 87 - No mar tanta tormenta e tanto dano, Tantas vezes a morte apercebida; Na terra tanta guerra, tanto engano, Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno?
Página 57 - Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento...
Página 149 - A fortuna me faz o engenho frio, Do qual já não me jacto. nem me abono: Os desgostos me vão levando ao rio Do negro esquecimento e eterno sono: Mas tu me dá, que cumpra, ó grão Rainha Das Musas, co'o que quero, á nação minha!
Página 249 - Picam de esporas, largam rédeas logo, Abaixam lanças, fere a terra fogo. 64 Dos cavalos o estrépito parece Que faz que o chão debaixo todo treme; O coração no peito que estremece De quem os olha, se alvoroça e teme. Qual do cavalo voa, que não desce; Qual, co cavalo em terra dando, geme; Qual vermelhas as armas faz de brancas; Qual cos penachos do elmo açouta as ancas.
Página 178 - Verão morrer com fome os filhos caros, Em tanto amor gerados e nascidos; Verão os Cafres ásperos e avaros Tirar...
Página 106 - Vi claramente visto o lume vivo, Que a maritima gente tem por santo Em tempo de tormenta, e vento esquivo De tempestade escura, e triste pranto. Não menos foi a todos excessivo Milagre, e cousa certo de alto espanto, Ver as nuvens do mar com largo cano Sorver as altas aguas do Oceano.
Página 235 - Estavas, linda Inês, posta em sossego, De teus anos colhendo doce fruito, Naquele engano da alma, ledo e cego, Que a Fortuna não deixa durar muito, Nos saudosos campos do Mondego, De teus formosos olhos nunca enxuito, Aos montes ensinando e às ervinhas O nome que no peito escrito tinhas.
Página 192 - Que se aqueixa, e se ri n'hum mesmo instante, E se torna entre alegre magoada; Desta arte a deosa, a quem nenhuma iguala, Mais mimosa que triste ao Padre falla.
Página 235 - Do teu príncipe ali te respondiam As lembranças que na alma lhe moravam, Que sempre ante seus olhos te traziam, Quando dos teus formosos se apartavam; De noite, em doces sonhos que mentiam, De dia, em pensamentos que voavam.
Página 259 - Os muros de Marrocos e Trudante, A minha já estimada e leda Musa Fico que em todo o mundo de vós cante, De sorte que Alexandro em vós se veja, Sem à dita de Aquiles ter inveja. FIM DE "os LUSÍADAS" RHY TH MAS DE LVIS DE CAMÕES, Diuididas em cinco partes.

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