Epicos brasileiros

Capa
Francisco Adolfo de Varnhagen (Visconde de Porto Seguro)
Imprensa Nacional, 1845 - 449 páginas
0 Críticas
As críticas não são validadas, mas a Google verifica a existência de conteúdo falso e remove-o quando é identificado
 

Opinião das pessoas - Escrever uma crítica

Não foram encontradas quaisquer críticas nos locais habituais.

Outras edições - Ver tudo

Passagens conhecidas

Página 56 - E por todas as partes repetido O suspirado nome de Cacambo. Inda conserva o pálido semblante Um não sei que de magoado e triste, Que os corações mais duros enternece. Tanto era bela no seu rosto a morte!
Página 55 - Lindoya, e fere A serpente na testa, ea boca, e os dentes Deixou cravados no vizinho tronco.
Página 249 - Enfim, tens coração de ver-me aflita, Flutuar moribunda entre estas ondas ; Nem o passado amor teu peito incita A um ai somente, com que aos meus respondas ! Bárbaro, se esta fé teu peito irrita, (Disse, vendo-o fugir) ah ! não te escondas ; Dispara sobre mim teu cruel raio . . . E indo a dizer o mais, cai n'um desmaio.
Página 41 - Chegue a falar ao seu esposo; e manda Que uma escura prisão o esconda e aparte Da luz do Sol. Nem os reaes parentes, Nem dos amigos a piedade eo pranto Da enternecida esposa abranda o peito Do obstinado juiz: até que á força De desgostos, de mágoa e de saudade, Por meio...
Página 54 - Parte do antigo bosque, escuro, e negro, Onde ao pé de uma lapa cavernosa Cobre uma rouca fonte, que murmura, Curva latada de jasmins, e rosas.
Página 249 - Perde o lume dos olhos, pasma e treme, Pálida a cor, o aspecto moribundo; Com mão já sem vigor, soltando o leme, Entre as salsas escumas desce ao fundo. Mas na onda do mar, que, irado, freme, Tornando a aparecer desde o profundo, — Ah! Diogo cruel!
Página 55 - Lá reclinada, como que dormia, Na branda relva e nas mimosas flores, Tinha a face na mão, ea mão no tronco De um fúnebre cipreste, que espalhava Melancólica sombra.
Página 23 - Vãs, funestas imagens, que alimentam Envelhecidos mal fundados ódios. Por mim te fala o Rei : ouve-me, atende, E verás uma vez nua a verdade. Fez-vos livres o Céu, mas se o ser livres Era viver errantes e dispersos, Sem companheiros, sem amigos, sempre Com as armas na mão em dura guerra, Ter por justiça a força, e pelos bosques Viver do acaso, eu julgo que inda fora Melhor a escravidão que a liberdade.
Página 68 - Cubra os meus olhos Embora um dia a escura noite eterna. Tu vive, e goza a luz serena e pura. Vai aos bosques de Arcádia: e não receies Chegar desconhecido àquela areia.
Página 37 - Quanto diverso do Cepé valente, Que no meio dos nossos espalhava, De pó, de sangue, e de suor cuberto, O espanto, a morte ! E diz-lhe em tristes vozes: Foge, foge, Cacambo.

Informação bibliográfica