Obras completas de Luis de Camões, correctas e emendadas pelo cuidado e diligencia de J. V. Barreto Feio e J.G. Monteiro ...: Os Lusiadas

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Passagens conhecidas

Página 164 - Não menos foi a todos excessivo Milagre, e cousa certo de alto espanto, Ver as nuvens do mar com largo cano Sorver as altas aguas do Oceano. XIX. Eu o vi certamente (e não presumo Que a vista me enganava) levantar-se No ar hum vaporzinho, e subtil fumo, E, do vento trazido, rodear-se...
Página 230 - Nesta pequena casa Lusitana : De Africa tem maritimos assentos, He na Asia mais, que todas, soberana, Na quarta parte nova os campos ara, E, se mais mundo houvera, lá chegara.
Página 117 - E se, vencendo a Maura resistencia, A morte sabes dar com fogo e ferro, Sabe tambem dar vida com clemencia A quem para perdel-a não fez erro.
Página 172 - Aqui espero tomar, se não me engano, De quem me descobrio summa vingança; E não se acabará só nisto o dano De vossa pertinace confiança; Antes em vossas naos vereis cada anno (Se he verdade o que meu juizo alcança) Naufragios, perdições de toda sorte, Que o menor mal de todos seja a morte.
Página 364 - No' mais, Musa, no' mais, que a lira tenho Destemperada ea voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida! O favor com que mais se acende o engenho, Não no dá a Pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Duma austera, apagada e vil tristeza.
Página 154 - Ó glória de mandar, ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça C'uma aura popular, que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, Que crueldades neles experimentas!
Página xxxiii - Mais, dans une profane et riante peinture, De n'oser de la fable employer la figure, De chasser les Tritons de l'empire des eaux, D'ôter à Pan sa flûte, aux Parques leurs ciseaux, D'empêcher que Caron, dans la fatale barque, Ainsi que le berger ne passe le monarque : C'est d'un scrupule vain s'alarmer sottement, Et vouloir aux lecteurs plaire sans agrément.
Página 129 - Eu só com meus vassallos, e com esta, (E dizendo isto arranca meia espada) Defenderei da força dura e infesta, A terra nunca de outrem subjugada : Em virtude do Rei, da patria mesta, Da lealdade, já por vós negada, Vencerei não só estes adversarios, Mas quantos a meu Rei forem contrarios.
Página 368 - Ou fazendo que, mais que a de Medusa, A vista vossa tema o monte Atlante, Ou rompendo nos campos de Ampelusa Os muros de Marrocos e Trudante, A minha já estimada e leda Musa Fico que em todo o mundo de vós cante, De sorte que Alexandro em vós se veja, Sem à dita de Aquiles ter inveja. FIM DE "os LUSÍADAS" RHY TH MAS DE LVIS DE CAMÕES, Diuididas em cinco partes.
Página 36 - O recado, que trazem, é de amigos, Mas debaixo o veneno vem coberto; Que os pensamentos eram de inimigos, Segundo foi o engano descoberto. Oh grandes, e gravissimos perigos! Oh caminho da vida nunca certo! Que aonde a gente põe sua esperança, Tenha a vida tão pouca segurança!

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