O romanceiro portuguez: ou collecção dos romances de historia portugueza, Parte 1

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Passagens conhecidas

Página 263 - Ó glória de mandar, ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça C'uma aura popular, que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, Que crueldades neles experimentas!
Página 207 - Lourenço ea mim tabelião que assignassemos este auto; a qual dita Senhora duqueza estava vestida e tinha uma cota de velludo negro barrado de setim preto com uns perfiles de tafetá amarello, e um sainho de velludo negro, e uma cinta de...
Página 1 - Oh caso grande, estranho e não cuidado! Oh milagre clarissimo e evidente! Oh descoberto engano inopinado! Oh perfida, inimiga e falsa gente! Quem poderá do mal apparelhado Livrar-se sem perigo sabiamente, Se lá de cima a Guarda soberana Não acudir á fraca força humana?
Página 206 - Sr duque, etc., foi dito ao dito ouvidor e juiz, perante mim tabellião, que elle tinha morto a Senhora duqueza sua mulher D. Leonor, e assim António Alcoforado, filho de Affonso Pires Alcoforado, moço fidalgo de sua casa, por os achar que dormiam ambos e lhe...
Página 163 - Vós, ó côncavos valles, que pudestes A voz extrema ouvir da boca fria, O nome do seu Pedro que lhe ouvistes , Por muito grande espaço repetistes...
Página 206 - Novembro de 1512, duas horas ante manhã pouco mais ou menos, em Villa-Viçosa, nas casas do Reguengo, onde ora pousa o Sr. duque de Bragança, foi chamado o bacharel Gaspar Lopes, ouvidor de sua senhoria, e João Alvares Mouro, juiz ordinário na dita villa. Pelo dito Sr. duque, etc., foi dito ao dito ouvidor e juiz, perante mim tabellião, que elle tinha morto a Senhora duqueza sua mulher D. Leonor, e assim...
Página 185 - Tais contra Inês os brutos matadores, No colo de alabastro, que sustinha As obras com que Amor matou de amores Aquele que depois a fez rainha, As espadas banhando, e as brancas flores, Que ela dos olhos seus regadas tinha, Se encarniçavam, férvidos e irosos, No futuro castigo não cuidosos.
Página 88 - Luiza! já me esqueceste! . . . » Talvez tu ora suspires » Por outro . . ! se tal fizeste .... » Coração ! ah ! não delires .... » Morto já, tu me julgaste, » E se agora assim me viras, » Daquelle a quem tanto amaste » Talvez agora fugiras.
Página 206 - Lourenço, tatellião que era presente, e eu Álvaro Pacheco; e tinha uma grande ferida por baixo da barba, degolada, que cortara o pescoço cerce...
Página 207 - ... raso aleonado , e assi o dito Antonio Alcoforado estava vestido; e tinha um gibão de fustão prateado, com meias mangas, e colar e pontas de velludo roxo, e umas calças vermelhas, e uns borzeguins pretos, e çapatos, e um saio preto, e uma custa de coiro preto com uma guarnição de prata : e antes que se acabasse este auto de fazer, chegaram Diogo de Negreiros, escrivão, deante o dito ouvidor, e viu os sobreditos na dita camara jazer mortos: etc.

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