Analyse dos Lusiadas de Luiz de Camões, dividida por seus cantos, com observações criticas sobre cada um d'elles

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Imprensa da Universidade, 1859 - 114 páginas
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Passagens conhecidas

Página 68 - Estavas, linda Ignez, posta em socego, De teus annos colhendo doce fruito, Naquelle engano da alma, ledo e cego. Que a fortuna não deixa durar muito; Nos saudosos campos do Mondego, De teus formosos olhos nunca enxuito, Aos montes ensinando c ás hervinhas O nome, que no peito escrito tinhas.
Página 39 - Pelo collo, que a neve escurecia: Andando, as lacteas tetas lhe tremiam, Com quem amor brincava, e não se via: Da alva petrina...
Página 68 - Tu só, tu, puro Amor, com força crua, Que os corações humanos tanto obriga, Deste causa à molesta morte sua, Como se fora pérfida inimiga.
Página 70 - Pois o não tens à morte escura dela: Mova-te a piedade sua e minha, Pois te não move a culpa que não tinha.
Página 70 - Se já nas brutas feras, cuja mente Natura fez cruel de nascimento, E nas aves agrestes, que somente Nas rapinas aéreas têm o intento, Com pequenas crianças viu a gente Terem tão piedoso sentimento, Como co'a mãe de Nino já mostraram...
Página 82 - Deu sinal a trombeta castelhana, Horrendo, fero, ingente e temeroso; Ouviu-o o monte Artabro, e Guadiana Atrás tornou as ondas de medroso; Ouviu-o o Douro ea terra transtagana; Correu ao mar o Tejo, duvidoso: E as mãis, que o som terribil escuitaram, Aos peitos os filhinhos apertaram 2?
Página 43 - In freta dum fluvii current, dum montibus umbrae Lustrabunt convexa, polus dum sidera pascet, Semper honos nomenque tuum laudesque manebunt, Quae me cumque vocant terrae.
Página 68 - Bem puderas, ó Sol, da vista destes, Teus raios apartar aquelle dia, Como da seva mesa de Thyestes, Quando os filhos por ma"o de Atreo comia!
Página 45 - Era no tempo alegre, quando entrava No roubador de Europa a luz Phebea, Quando hum eo outro corno lhe aquentava...
Página 42 - Ó tu, que só tiveste piedade, Rei benigno, da gente Lusitana, Que com tanta miseria e adversidade Dos mares exp'rimenta a furia insana; Aquella alta e divina Eternidade, Que o Ceo revolve, e rege a gente humana, Pois que de ti taes obras recebemos, Te pague o que nós outros não podemos. GV Tu só, de todos quantos queima Apollo, Nos recebes em paz, do mar profundo ; Em ti, dos ventos horridos de Eolo, Refugio achámos bom, fido e jucundo.

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