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DICCIONARIO HISTORICO, CHOROGRAPHICO, BIOGRAPHICO, BIBLIOGRAPHICO
HERALDICO, NUMISMATICO E ARTISTICO

ABRANGENDO

A minuciosa descripção historica e chorographica

de todas as cidades, villas e outras povoações do continente do reino, ilhas e ultramar,
monumentos e edificios mais notaveis, tanto antigos como modernos;

biographias dos portuguezes illustres antigos e contemporaneos, celebres por qualquer titulo, notaveis
pelas suas acções ou pelos seus escriptos,

pelas suas invenções ou descobertas; bibliographia antiga e moderna; indicação
de todos os factos notaveis da historia portugueza, etc., etc.

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Premiada com as medalhas de ouro da Exposição do Rio de Janeiro de 1908
e da Cruz Vermelha de Hespanha

Composição e impressão: Rua Alexandre Herculano, 70 a 76

1911

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ordem d'Aviz, e da de Izabel a Catholica, de Hespanha. Serviu como engenheiro nos trabalhos da companhia dos canaes da Azambuja em 1846; engenheiro chefe da secção de Extremoz, na estrada de Lisboa a Elvas, desde 1849 a 1851; e director das obras publicas do districto de Beja desde 1851 a 1857. Fez parte da commissão de defeza de Lisboa ao sul do Tejo desde 1860 a 1868; sub-director do Real Collegio Militar desde janeiro de 1872 a abril de 1874, e desempenhou outras differentes commissões de enge nharia militar, sendo por fim inspector da arma na 4. div. mil. em 1876, e depois na 1. div. des de 1876 até á data da sua reforma. Foi deputado na legislatura de 1875 até 1879. Collaborou em varios jornaes sobre differentes assumptos militares e politicos. Escreveu um poema allusivo á batalha das linhas d'Elvas, com o titulo de A Elveida, Lisboa, 1872.

Namorados. Povoações nas freguezias: N. S. da Conceição e conc. de Castro Verde, distr. de Beja. || N. S. da Annunciação e conc. de Mertola, do mesmo districto.

Namuli. Notavel grupo orographico da região montanbosa situada entre o delta do Zambeze e o Rovuma, Africa Oriental. São montes que fórmam no seu conjuncto um dos mais bellos territorios elevados de toda a Africa, conforme o af. firmaram viajantes nacionaes e estrangeiros. O grupo d'estes picos eleva-se sobre um pedestal de cêra de 700 m. acima do nivel do mar, tendo por ponto culminante o pico Namuli, quasi inaccessivel, com 2:700 m. d'altitude e rodeado por outros picos como o Malesani, o Miruli e o Mresi, cujas altitudes variam entre 2:000 a 2:500 m. A vegetação que cobre estes montes é deveras luxuriante. O clima é salubre e temperado. Tem origem n'este agrupamento o rio Licungo e varios affluentes do Lurio.

Nandel. Pov. do sobado de Chaluvahula, na div. e conc. do Humbe, distr. da Huilla, prov. d'Angola, Africa Occidental.

Nandua. Pov. do sobado de Mahama, na div., e conc. do Humbe, distr. da Huilla, prov. d'Angola, Africa Occidental.

Nandufe. Pov. e freg. de S. João Baptista, da prov. da Beira Alta, conc. e com. de Tondella, distr. e bisp. de Vizeu; 157 fog. e 574 hab. Tem escolas d'ambos os sexos e correio com serviço de posta rural. A pov. dista 8 k. da séde do conc. e está situada n'um valle proximo do rio Dinha. O abbade de Cannas de Sabugosa apresentava o cura, que tinha 83000 réis de congrua e o pé d'altar. A terra é muito fertil em todas as pro ducções agricolas do paiz; cria muito gado de toda a qualidade, e nos seus montes ha muita caça miuda. A pov. pertence á 2. div. mil. e ao distr. de recrut. e res. n.o 14, com a séde em Santa Comba Dão. N'esta pov. ha uma importante fabrica de lacticinios, pertencente ao sr. visconde de Nandufe, o sr. Antonio Coelho Rodrigues

Vianna.

Nanely. Pov. do conc. de Sanquelim, Novas Conquistas, no distr. e arceb. de Goa, India. Fica proximo da margem esquerda do rio Velus. Pertence é circumscripção militar de Valpoy, da provincia de Satary.

Nanhande. Pov. da div. e conc. do Humbe, no distr. da Huilla, prov. d'Angola, Africa Occidental.

Nano. Vasto territorio que se estende ao SE do distr. de Benguella entre Caconda e as terras do Huambo, prov. d'Angola, Africa Occidental. E' muito cortado de rios, cujas aguas vão ao Cu nene, e occupa uma grande zona no planalto da Africa austral. O major Serpa Pinto visitou-o quando da sua viagem através da Africa. Os costumes dos povos de Nano, assim como a lingua que falam, são eguaes aos dos habitantes do valle de Quillengues. Trabalham o ferro com que fabricam as suas armas, e dão-se á agricultura. São muito aguerridos e de quando em quando assaltam os povos visinhos para os roubarem. As raparigas, emquanto virgens, usam nos artelhos umas manilhas de verga de pau, e é um grande crime o uso indevido d'essas manilhas. Em todas as povoações do Nano ha uma especie de kiosques para conversação. São cubatas de tecto de colmo onde os indigenas se reunem, sentados, e contam uns aos outros os episodios das suas caçadas e das suas guerras, tendo primeiramente accendido ao centro da cubata a indispensavel fogueira. || Uma das divisões do coucelho de Novo Redondo, no distr. de Loanda,prov. d'Angola, Africa Occidental.

Nanodėm. Pov. da circumscripção militar de Coddal, na provincia de Satary, distr. de Gôa, na India.

Nanorem. Rio do conc. de Sanquelim, no distr. e arceb. de Gôa, India. E' um affluente do rio Madei. Nasce nos contrafortes dos Ghattes, corre do N para o S, e entra no rio Madei pela margem direita. || Pov. do conc. de Sanquelim, Novas Conquistas, no distr. e arceb. de Gôa.

Nanpucua. Pov. do sobado de Mutaro, na div. e conc. do Humbe, distr. da Huilla, prov. d'Angola, Africa Occidental.

Nantes. Pov. na freg. de Villar de Nantes, conc. de Chaves, distr. de Villa Real.

Nanuz. Pov. do conc. de Sanquelim, antiga prov. de Satary, Novas Conquistas, no distr. e arceb. de Goa, India. Está situada na margem direita do rio Madei. Tinha uma fortaleza construida por um rajá em tempos remotos, e d'ella fizeram o seu quartel general as ranes e os ma ratas, quando da sublevação de 1895 1896. A autoridade superior do distr. mandou a arrasar quando as forças do reino commandadas por sua alteza senhor D. Affonso occuparam Satary, sendo ao mesmo tempo incendiadas as gazás gentilicas. Pertence á circumscripção militar de Valpoy.

Não. Cabo na costa de Marrocos, fronteiro do archipelago das Canarias. Nas cartas modernas tem o nome de Nun, Noun ou Nant. Na costa occidental da Africa, para onde primitivamente se dirigiram os olhares inquietos e prescutadores do infaute D. Henrique, ficava o cabo Não. Tal era o terror que elle inspirava aos maritimos, tão supersticiosos n'esзas afastadas epocas, que era vulgar entre elles o proverbio: «Quem passar o cabo Não ou voltará ou não.» Quando depois do regresso da fatal jornada de Ceuta, o infante estabeleceu a sua residencia ea S. Vicente (o Promontorium sacrum, dos antigos), e mandou navios á cata de descobertas, os primeiros que partiram, dobraram o famoso cabo indo além d'elle 60 legoas até tocarem no Bojador. Parece que os primeiros marinheiros portuguezes que o transpuzeram fôram os cavalleiros da casa do

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