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gozam e podem gozar os mamposteiros dos cativos e por taes sejam avidos em quamto tirarem as ditas esmolas e forem ocupados na arecadação delas semdo eleitos pera iso em camara como dito he apresemtandó diso certidão dos juizes e vereadores que lhe eles pasaram com decraraçam que servem nos ditos petitorios se neles servirem na qual certidam sera emcorporada esta minha carta porque quero que o trelado dela semdo asinado per elles se cumpra inteiramente: noteficoo asi aos corregedores das ditas ilhas juizes justiças e oficiaes dellas e pesoas outras a que pertemcer e lhes mamdo que cumpram, guardem e façam comprir e guardar o trelado dos ditos previlegios asinado pelo conde de Linhares meu muito amado primo provedor mor dos cativos as pesoas que asi pedirem as ditas esmolas e esta minha carta que se registará nos Livros das ditas camaras ao pee dos asemtos das taes eleições pera em todo tempo se saber como ho asi tenho mandado. Pero Amriquez a fez em Lixboa aos xxj (21) dias dabrill de e xxxix (1539). Fernam d Alvares a fez escrever.

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(Arch. nac. dr T. do T., Liv. 27 das doaç. de D. João III. f. 42.)

Carta de 14 de Dezembro de 1539, permittindo que João Deniz, escrivão dos orphãos da Camara d'Angra, tenha um ajudante.

Dom Joham etc. A quamtos esta minha carta virem ffaço saber que Joham Deniz escripvam dos orfãaos e da camara e allmotaçaria da cidade d Amgra das Ilhas dos Açores me emviou dizer que por elle ser muito ocupado não podia servir os ditos officios asi bem e como hera necesario pera boo despacho das partes pedindome ouvese por bem que podesse ter huma pesoa que ho ajudase e visto seu requerimento ei por bem que ele posa ter huma pesoa que ho ajude a escrepver nos ditos officios na maneira seguimte, a saber: no officio descripvão dos orfãaos elle Johão Denis ffara os inventarios estara ao fazer das partilhas e tomara os termos nas audiemcias e tirara as inquerições e quallquer outra coussa que for do segredo da justiça, e no officio descripvão da camara escrepvera os acordos e posturas e asemtos e todo o mais que se fizer na dita camara e no dallmotaçaria tomara iso mesmo os termos nas audiencias e tirara as imquirições e quaesquer cousas que forem de segredo da justiça que tudo elle Joham Denis tomara e escrepvera de sua letra sem a tall pesoa que o ajudar a servir nos ditos officios escrepver nem ffazer cousa allguma nas sobre ditas cousas; a qual pesoa será maior de idade de catorze annos e auta (apta) e pertemcemte pera niso servir.

Notefficoo assi ao corregedor da correição da dita cidade e a quaesquer outras justiças a que ho conhecimento desto pertemcer e N.o 26-Vol. V-1883.

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lhes mando que apresemtamdolhes o dito Joham Deniz pesoa que seja da dita idade e parecemdolhe que he auta como dito he lhe de juramento dos Samtos Avamgelhos que bem e verdadeiramente escrepva e faça as cousas que per hesta carta lhe dou licença que posa ffazer e de como o asi ouverem por auto (apto) e lhe derem o dito juramento se ffara asemto nas costa desta carta per hum tabalião asinado pelo dito corregedor ou per quaesquer outras justiças e dhi em deamte deixarão a dita pesoa ajudar a escrepver ao dito João Denis na maneira que se nesta carta contem e se à tal pesoa ffalecer ou tiver outro quallquer impedimento per homde não posa escrever nos ditos officios ou queremdo o dito Joham Denis nomear outra pesoa em seu lugar ho podera ffazer e lhe sera recebido como acima he decrarado de maneira que em todo o tempo posa ter huma soo pesoa que ho ajude e mais não. Joham Roiz a fez em Lixboa a quatro dias de dezembro de mill e b xxxix (1539). Bastião da Costa o sobescrepvi. (Arch. nac. da T. do T.. Liv. 27 das doaç. de D. João III, f. 107 v.o.)

Carta do D.' Manoel Alvares, sobre se poderem tirar 900 homens, de S. Miguel; de 1 de Maio de 1541.

Senhor. Segumdo as novas desta ilha per diversas partes soam pareceme que seria ero nom fazer saber a V. Al. a calidade da gemte desta tera, mais por extemso do que a V. Al. pode ter por emformação, pera que semdo necesario posa della ser servido. Nesta ilha senhor ha muitos cavaleiros e homens de remdas e por a maior parte os homeis destas ilhas sam a cavallo desemvoltos e ligeiros e forçosos e desta só ilha se poderam tirar trezemtos homeis cavaleiros nas vomtades e obras e cada huum destes ao menos que pode levar sam dous piõis que sam por todos novecemtos e estes e outros muitos se escusaram no pedido, e praticamdo com algumas pesoas destas mostram as pesoas e fazemdas mui aparelhadas pera servirem V. Alteza e porque por a vemtura V. Al. nom tera esta emformação lho faço a saber pera que saiba o que qua tem e prazerá ao poderoso Deos que asi como seu coração esta em sua mão o inclinara ao que mais for seu serviço e guarda e acrecemtamento de sua Real pesoa e estado. Scripta nesta villa da Pomte Delgada ao primeiro de maio de 1541. Manuel Alvares, doctor (?)

(Sobreescripto) A el Rei Noso Senhor.

Arch. nac. da T. do T., Corp. Chron., Part. 1.a, maç. 69. n.o 102.)

Carta a Elrei, da Camara d'Angra, sobre a reforma do Convento de S. Francisco; de 20 d'Outubro de 1541.

Senhor Se antre o povo o bõo exemplo que os bõos dão de sua vida aproveita pera emmenda dos maos e por isso a repubrica hee mui necessario ser povoada de virtuosos quanto mais se deve esta policia guardar antre os religiosos por que deles se espera pera reprenssão e emmenda dos viços exemplo de mais apurada vida e costumes e dos regedores da repubrica pertence buscalos e pedilos taes que sua vida seja freio pera os viços de que ela por nosos pecados estaa tam povoada, e por isso praticando em camara como o mosteiro de São Francisco desta cidade dAngra hee hua casa destas ilhas a mais nobre asi pelo povo onde estaa que hee onrado como pela muita gente de naturaes e estrangeiros que ao porto dela vem e como por nom serem reformados os frades são menos recolhidos do que devem e mais solltos do que a religiosos pertence de que as vezes procedem cousas que muito e escandalizão o povo, acordamos pedir a vosa Alteza que nos faça mercee que esta casa de São Francisco se reforme e seja morada de frades observantes e tornada a observancia de que cremos se seguiraa serviço de Deos e bõo exemplo e conssolação pera o povo e a todos nos faraa V. A. muita mercee, na qual casa e mosteiro os observantes tem algum direito porque foi edificada per hum frade da observancia de que Manuell Corte Real capitão desta cidade d Angra daraa a V. A. informação porque em tempo de seu avo foi fundada. Ao ministro dos observantes esprevemos e pedimos a aceite que creemos faraa mandandolho V. A. cuja vida e estado Real Noso Senhor prospere com vitoria dos inmiguos de sua santa fee e destruição sua Amen. Escripta na camara desta cidade d Angra sob nosos synaees e selo deela aos xx (20) dias doutubro de 1541 Annos. Antonio Mendes (?) Baltazar d Amorim (1) 1541 Diogo Pirez-Bras Diaz = Pero (ou João?) Mateus.

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(Sobreescripto) pera Ell Rei nosso senhorda camara da cidade d Amgra.

(Arch. nac. da 1. do T., Corp. Chron., Part. 1.3, maç. 70, n.o 111.)

(1) Este individuo assigna pondo por baixo do nome o anno.

(Nota do Sr. J. I. de Brito Rebello.)

Licença para que Rodrigo d'Alpoim, escrivão dos orphãos em Ponta Delgada, possa ter um ajudante; 10 de setembro de 1545.

Dom Joham etc. A quamtos esta minha carta virem ffaço saber que Rodrigo d'Allpoim escripvam dos orfãos da Villa da Pomte Dellgada da Ilha de Sam Migell memviou dizer que pera poder milhor servir o dito officio e pera mais breve despacho das partes lhe era necesario ter huma pesoa que o ajudase pedimdome lhe dese pera iso licemça e visto seu requerimento ei por bem que elle posa ter huma pesoa que ho ajude a escrever no dito oficio na maneira seguimte, a saber: o ajudara a escrepver em todallas cousas delle, soescrevemdoas elle Rodrigo d Allpoim sallvo os termos das audiencias imquirições e imventayros e partilhas e a recepta e despesa dos orffãos e asy os contratos das solldadas e casamentos delles e outros quaesquer que se fizerem que elle Rodrigo d Allpoim tomara e escrepvera de ssua lletra, sem a tall pesoa que asi ajudar a servir no dito officio escrepver nem fazer cousa allguma nas sobreditas cousas a qual pesoa será maior de idade de quatorze annos e auto (apto) e pertemcemte pera niso servir: notefficoo asi ao juiz dos orffãaos da dita villa e lhe mando que apresentandolhe o dito Rodrigo d Allpoim pesoa que seja da dita idade e parecemdolhe que he auta como dito he lhe deė juramento dos Samtos Avamgelhos que bem e verdadeiramente sirva e ffaça as cousas que per esta carta lhe dou licença que posa ffazer e de como o asi ouver por auto e lhe der juramento se ffará asemto nas costas desta carta per hum taballiam asinada pelo dito juiz e di em deamte deixarão a dita pesoa ajudar a escrepver ao dito Rodrigo d Allpoim na maneira que nesta carta se contem e se a tall pesoa fallecer ou tever outro quallquer impidimento per omde nom posa escrepver no dito officio ou queremdo o dito Rodrigo d Allpoim nomear outra pesɔa em seu lugar o poderá pedir e lhe será recebido como acima he declarado de maneira que em todo tempo posa teer huma ssoo pesoa que ho ajude e mais nam. Gaspar Pimintel a fez em Evora a dez de setembro de mill e be rb (1545). Bastião da Costa a fez escrepver. Nem escrepvera a tall pesoa as escripturas de venda dos orffãos.

(Arch. nac. da T. do T., Liv. 35 das doaç. de D. João III, f. 91.)

Licença para as Freiras de Nossa Senhora da Esperança de Ponta Delgada, poderem adquirir bens de raiz; 19 de setembro de 1545.

Dom Joham etc. A quamtos esta minha carta virem faço saber que Maria do Espirito Samto abadesa do mosteiro de Nosa Senhora do Egito da villa da Pomte Dellgada da minha Ilha de Sam Migel e freiras delle me imviaram dizer que heram da hordem de Samta Clara da prima regra e ellas fezeram sua vida num oratorio e recolhimento em huma Irmida da Comceiçam de Nosa Senhora no llugar de Vall de Cabaços, e que por ser muito emfermo e por ter rezão de molltrepicarse no serviço de Deos, Ruy Gonçalvez da Camara capitam da dita Ilha per autoridade apostollica as pasara domde estavam á villa co parecer dos paremtes das ditas freiras, e por suas ajudas e esmollas ffizeram hum moesteiro em que hora estavam e o dito capitam que as ajudava a sostentar e os mais que nisto intervieram heram fallecidos e ellas careciam ora desmollas e nam tinham senam o que levavam as molheres que ora se metiam em rellegiam e huma pouquidade que damtes tinham e o que levavam se vemdia lloguo por o mosteiro nam poder ter bens de raiz e o dinheiro se despendia e ficavam muito necesitadas, pedindome lhes dese licemça pera poderem ter bens de de raiz que lhe remdesem ate quinhemtos mill reis que pera sostentamento e edeficios e servidores lhe podiam bastar, è visto per mim seu requerimento ey por bem que ellas posam ter bens de rais que remdam ate cem mill rs. soomente em cada hum anno asi dos que comprarem como dos que ouverem por qualquer outra maneira com tall comdiçam que os ditos bens nam sejam em meus regemgos nem terras jugadeiras, nem bens que a mim sejam obrigados fazer allgum foro ou trebuto e os meus contadores e allmoxarifes faram registar esta carta no livro dos meus proprios e se pera a dita comtia as ditas freiras comprarem allgums bens de raiz o dito allmoxarife sera presemte a todas as compras que por vigor dellas se fizerem as quaes fazendas que comprarem e per outra maneira ouverem fara registar no dito livro em maneira que em todo tempo se posa saber como a fazenda que asi tiverem nã pasa a remda della da dita comtia por mim outorgada: noteficoo asi aos ditos contadores e allmoxarifes e a outras quaesquer justiças oficiaes e pessoas a que o conhecimento desto pertencer, que asi o compram sem embargo allgum que a ello seja posto. Dada em a minha cidade dEvora a xix (19) dias de setembro, Amtonio Godinho a fez, ano de Noso Senhor Jhuu xpõ ( Christo) de brb (1545).

(Arch. nac. da T. do T., Liv. 35 das doaç. de D. João III. fol. 106 v.°)

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