Antologia portugueza: trechos selectos coordenados sob a classificacão dos generos litterarios e precedidos de uma poetica historica portugueza

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Magalhães & Moniz, 1876 - 338 páginas
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Passagens conhecidas

Página 201 - Mova-te a piedade sua, e minha, Pois te não move a culpa que não tinha.
Página 202 - Queria perdoar-lhe o Rei benino, Movido das palavras que o magoam; Mas o pertinaz povo e seu destino (Que desta sorte o quis) lhe não perdoam.
Página 200 - Traziam-na os horrificos algozes Ante o Rei, já movido a piedade; Mas o povo com falsas e ferozes Razões á morte crua o persuade.
Página 199 - Estavas, linda Inês, posta em sossego, De teus anos colhendo doce fruito, Naquele engano da alma, ledo e cego, Que a Fortuna não deixa durar muito...
Página 14 - Deus, eu é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pós comigo? ai. Deus, eu é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi á jurado? ai, Deus, eu é? — Vós me preguntades polo voss
Página 303 - Perde o lume dos olhos, pasma e treme, Pálida a cor, o aspecto moribundo; Com mão já sem vigor, soltando o leme, Entre as salsas escumas desce ao fundo. Mas na onda do mar, que, irado, freme, Tornando a aparecer desde o profundo, — Ah! Diogo cruel!
Página 302 - Tão dura ingratidão menos sentira, E esse fado cruel doce me fora, Se a meu despeito triunfar não vira Essa indigna, essa infame, essa traidora: Por serva, por escrava te seguira, Se não temera de chamar senhora A vil Paraguaçu, que, sem que o creia, Sobre ser-me inferior, é néscia e feia.
Página 244 - Pretidão de Amor, Tão doce a figura, Que a neve lhe jura Que trocara a cor.
Página 202 - Aquelle, que despois a fez Rainha, As espadas banhando, e as brancas flores, Que ella dos olhos seus regadas tinha, Se encarniçavam, fervidos e irosos, No futuro castigo não cuidosos.
Página 200 - Eram tudo memorias de alegria. CXXII De outras bellas senhoras, e Princezas, Os desejos thalamos engeita; Que tudo em fim, tu puro amor, desprezas, Quando um gesto suave te sujeita. Vendo estas namoradas estranhezas O velho pae. sisudo, que respeita O murmurar do povo, ea phantasia Do filho que casar-se não queria...

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