Os Lusiadas

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Typ. de L.C. da Cunha, 1860 - 397 páginas
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Página 228 - LXIV Dos cavallos o estrepito parece, Que faz que o chão debaixo todo treme: O coração no peito, que estremece De quem os olha, se alvoroça e teme: Qual do cavallo voa, que não dece; Qual co'o cavallo em terra dando, geme; Qual vermelhas as armas faz de brancas; Qual co'os pennachos do elmo açouta as ancas.
Página 391 - No' mais, Musa, no' mais, que a lira tenho Destemperada ea voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida! O favor com que mais se acende o engenho, Não no dá a Pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Duma austera, apagada e vil tristeza.
Página 394 - Nem me falta na vida honesto estudo. Com longa experiencia misturado, Nem engenho, que aqui vereis presente, Cousas, que juntas se acham raramente.
Página 216 - Foram já commetter o ceo supremo : Vistes aquella insana phantasia De tentarem o mar com vela e remo : Vistes, e ainda vemos cada dia Soberbas e insolencias taes, que temo Que do mar e do ceo em poucos annos Venham deoses a ser, e nós humanos. ' Vedes agora a fraca geração, Que d...
Página 346 - Ha pouco que passar até o outono : A fortuna me faz o engenho frio, Do qual já não me jacto, nem me abono : Os desgostos me vão levando ao rio Do negro esquecimento, e eterno sono...
Página 149 - Da patria, por fazer que o Africano Conheça pelas armas, quanto excede A lei de Christo á lei de Mafamede.
Página 370 - Juno, fomos fabulosos, Fingidos de mortal, e cego engano : Só para fazer versos deleitosos Servimos...
Página 126 - Põe-me, onde se use toda a feridade, Entre leões e tigres ; e verei, Se nelles achar posso a piedade, Que entre peitos humanos não achei : Alli co'o amor intrínseco, e vontade Naquelle, por quem mouro, criarei Estas reliquias suas, que aqui viste ; Que refrigerio sejam da mãi triste.
Página 392 - Olhai que ledos vão, por várias vias, Quais rompentes leões e bravos touros, Dando os corpos a fomes e vigias, A ferro, a fogo, a setas e pelouros, A quentes regiões, a plagas frias, A golpes de idolatras e de mouros, * A perigos incógnitos do mundo, A naufrágios, a peixes, ao profundo.
Página 395 - Ou fazendo que mais que a de Medusa A vista vossa tema o monte Atlante, Ou rompendo nos campos de Ampelusa Os muros de Marrocos e Trudante, A minha já estimada e leda musa Fico que em todo o mundo de vós cante, De sorte que Alexandre em vós se veja Sem à dita de Aquiles ter inveja.

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