Obras de Luiz de Camões: precedidas de um ensaio biographico no qual se relatam alguns factos não conhecidos da sua vida, augmentadas com algumas composições ineditas do poeta, pelo visconde de Juromenha, Volumes 6-7

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Imprensa nacional, 1869
 

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Passagens conhecidas

Página 38 - Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno?
Página 124 - Queria perdoar-lhe o Rei benino, Movido das palavras, que o magoam; Mas o pertinaz povo e seu destino (Que desta sorte o quiz) lhe não perdoam. Arrancam das espadas de aço fino Os que por bom tal feito ali apregoam.
Página 228 - Não eram os traquetes bem tomados, Quando dá a grande e subita procella: Amaina, disse o mestre a grandes brados, Amaina, disse, amaina a grande vela.
Página 4 - Cessem do sabio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Calle-se de Alexandra e de Trajano A fama das victorias que tiveram: Que eu canto o peito illustre lusitano, A quem Neptuno e Marte obedeceram!
Página 196 - K foi, que de doença crua e feia A mais, que eu nunca vi. desampararam Muitos a vida, e em terra estranha e alheia Os ossos para sempre sepultaram. Quem haverá que sem o ver o creia? Que tão disformemente ali lhe incharam As gingivas na boca, que crescia A carne, e juntamente apodrecia...
Página 125 - Assi como a bonina, que cortada Antes do tempo foi, candida e bella, Sendo das mãos lascivas maltratada Da menina, que a trouxe na capella, O cheiro traz perdido ea cor murchada: Tal está morta a pallida donzella, Seccas do rosto as rosas, e perdida A branca e viva cor, co'a doce vida.
Página 395 - Ou fazendo, que mais, que a de Medusa A vista vossa tema o monte Atlante, Ou rompendo nos campos de Ampelusa Os Muros de Marrocos e Trudante; A minha já estimada e leda Musa, Fico, que em todo o mundo de vós cante, De sorte que Alexandro em vós se veja, Sem á dita de Achilles ter inveja.
Página 123 - Ó tu, que tens de humano o gesto eo peito (Se de humano é matar uma donzela, Fraca e sem força, só por ter sujeito O coração a quem soube vencê-la), A estas criancinhas tem respeito, Pois o não tens à morte escura dela; Mova-te a piedade sua e minha, Pois te não move a culpa que não tinha.
Página 182 - Ó Potestade (disse) sublimada: Que ameaço divino ou que segredo Este clima e este mar nos apresenta, Que mor cousa parece que tormenta?" Não acabava, quando uma figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandíssima estatura; O rosto carregado, a barba esquálida, Os olhos encovados, ea postura Medonha e má ea cor terrena e pálida; Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos.
Página 7 - Pacheco fortissimo, e os temidos Almeidas, por quem sempre o Tejo chora: Albuquerque terribil, Castro forte, E outros, em quem poder não teve a morte.

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